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@sweetcrazygirl97
de vez em quando eu paro e lembro de tudo que tenho. tudo que gosto. de vez em quando eu corro e esqueço dessas mesmas coisas. então eu tropeço. paro. respiro com calma e volto a lembrar de tudo aquilo que me faz continuar.
Se você precisa implorar pelo mínimo, não vale mais a pena insistir. Porque amadurecer também significa entender que a pessoa de quem você sente falta está fazendo uma escolha diária que não inclui você na vida dela.
Filipe Ferrero
Foi nos momentos em que eu mais precisei de companhia que percebi que não preciso de ninguém. Enfrentei todos eles sozinha e sobrevivi.
— Sarah Lima.
E no fim a gente faz um teatro se veste de uma roupagem de aço e finge que não é frágil, que não dói, que não está quebrado. E sorrimos torto para disfarçar o que arde nas noites intermináveis.
Nanda Marques.
Eu sei que eu não deveria, mas eu sempre me culpo por tudo que acontece comigo, mesmo quando eu não tenho culpa. Acho que porque eu sempre me vi como um erro, como um fardo, como alguém difícil de lidar, como uma decepção, como desnecessário, como um arrependimento. Mas eu me vejo assim porque me fizeram enxergar e acreditar que eu não era nada além disso. Sempre me fizeram sentir como se eu não merecesse ser amado, ser cuidado e ser considerado alguém que vale a pena. Eu passei a pedir desculpas por sentir, porque para mim, eu sempre tenho que silenciar os meus sentimentos se quiser que alguém permaneça, se eu quiser que as pessoas queiram estar ao meu lado... Porque as elas sempre desistem de mim tão fácil, por qualquer deslize eu já sou julgado, deixado de lado e abandonado. E é extremamente triste e cansativo estar na minha pele, muitas vezes dói e eu nem sei de onde veio a dor, porque eu procuro uma fonte de dor e acho várias transbordando. As pessoas sempre me julgam e me apontam como deprimido, carente, solitário, entre outras coisas, mas nunca fazem um esforço mínimo para tentar entender, para me ajudar e principalmente para ficar. Eu estou cansado de sempre ser julgado, de sempre aguentar as porradas da vida como se eu fosse indestrutível, mas eu não sou, eu sangrou por dentro e por fora. E muitas vezes eu só queria deitar em um canto qualquer e chorar, até que tudo fosse levado embora ou que eu desaparecesse. O que fosse mais eficaz.
— Diego em Relicário dos poetas.
As pessoas sempre desistem de mim, essa com certeza é uma constante em minha vida, é uma sombra que me persegue em cada caminho que eu ando nessa minha triste história. A sensação de nunca ser bom o bastante pesa em meu peito como uma âncora, me arrastando para as profundezas de uma tristeza silenciosa. Parece que não valho a pena lutar, que meu valor é sempre nulo, que minha existência é um fardo a ser abandonado. Cada vez que alguém se vai ou desiste de mim, sinto uma parte minha se desfazendo, se fragmentando em pedaços irreparáveis. A dor é uma companheira fiel, uma presença sutil mas incessante, que me lembra a cada momento de minha falha em ser desejado, em ser necessário, em ser amado. A frustração é algo constante, está enraizada em cada tentativa falha, em cada sonho desfeito, em cada sentimento desperdiçado. E tudo isso é um processo lento, uma morte dolorosa e trágica que vai acontecendo por dentro e se desenrola em câmera lenta, onde cada batida do meu coração parece ecoar a melodia triste da rejeição. O que mais me machuca é saber da simplicidade do meu desejo: eu só queria ser escolhido. Apenas uma vez eu queria sentir o calor da aceitação, a segurança de ser amado sem limites, sem reservas, sem dúvidas, sem desistências. Mas, ao invés disso, eu sou deixado para trás, sou uma escolha nunca feita, uma opção que sempre é descartada. E assim permaneço aqui, tentando juntar os cacos do meu coração, tentando consertar as rachaduras da minha alma, tentando estancar a dor que invade o meu peito e me sufoca cada vez mais. E tentando encontrar sentido em um mundo onde o meu lugar parece sempre fora de alcance.
— Diego em Relicário dos poetas.