there is always another secret. || Stelian&Sofia
sofia-borbon
ᴊᴀ ғᴀᴢɪᴀᴍ sᴇɪs ʜᴏʀᴀs ǫᴜᴇ sᴛᴇʟɪᴀɴ ʜᴀᴠɪᴀ sɪᴅᴏ ᴏᴘᴇʀᴀᴅᴏ. O corte profundo causado pela faca do rebelde já havia sido recuperado, e agora o romeno passava bem. A cirurgia de costura dos tecidos rompidos (tendo o feliz laudo que nenhum órgão importante havia sido atingido) foi tranquilíssima, já que todos os médicos do lugar estavam à postos para qualquer erro, que felizmente não aconteceram. Quando o moreno finalmente acordou, algumas horas depois dos pontos terem sido fechados, porém, a última coisa que ele queria era ficar em uma enfermaria, trancado. Queria saber como estavam as pessoas com que se importava (das diversas maneiras as quais Stelian poderia se importar com alguém), e não era possível fazê-lo dali. A curiosidade e ansiedade trabalharam juntas ao fazerem o cientista louco fugir da enfermaria, mas é óbvio que não fora muito longe: E, como precaução para que outra fuga não acontecesse, uma quantidade razoável de morfina fora injetada no corpo do moreno, para também poupá-lo das dores absurdas que sentiu ao sequer tentar ficar de pé.
Foi daquele jeito -- completamente dopado -- que Stelian passou as próximas horas na enfermaria. Não que tivesse sido tedioso, porém: Sua mente brilhante somada às alucinações causadas pelo remédio (se estivesse sóbrio, suspeitaria se teria sido apenas morfina que tivesse sido colocada no seu organismo) tratou de diverti-lo muito bem. Ria sozinho, conversava teoricamente sozinho -- afinal, “recebera” diversas visitas interessantes durante aquelas horas (Galileu Galilei incluso!) --, dormia por alguns minutos antes de poder voltar à conversar com alguma outra pessoa.
Foi em uma dessas conversas que a porta de seu quarto onde estava instalado se abriu, revelando uma figura loura e de olhos claros que conhecia tão bem. Um sorriso torto abriu-se nos lábios do romeno, que demorou os próprios olhos na silhueta da outra, um tanto embaçada. Mas, mesmo pelos efeitos de dezenas de remédios, Stelian jamais seria capaz de esquecer Sofia -- tudo nela lhe era tão comum que era sequer imaginável acabar deslembrar da garota. ❛❛Sofia...❜❜ murmurou, olhando-a pelo canto dos olhos castanhos. ... ❛❛Espere. Por acaso não és mais alguma alucinação minha...?❜❜ perguntou, desconfiado -- afinal, depois de ter conversando com Galileu, qualquer um que abrisse a porta do quarto já era considerado um suspeito.










