; just... fight! { pov
Os sonhos de Estella estavam calmos logo que o caos rompeu no acampamento. É bem verdade que a filha de Apolo costumava dormir cedo, pouco depois do sol se por, sendo esta uma das ocasiões. Nenhum sono de semideus era verdadeiramente tranquilo, mas pela serenidade que seu corpo apresentava, ela estava no mais próximo que conseguia chegar. Porém, durou pouco. Logo que toda a confusão começou, a primeira coisa que ela registrou foram os gritos – tanto de horror, quanto de ataque.
O susto foi o suficiente para fazer com que seu sono fosse embora e ela levantasse da cama com um pulo, seus sentidos aguçados por conta do ambiente e prontos para qualquer combate que pudesse acontecer. A mão tocou rapidamente no pescoço enquanto analisava ao seu redor, procurando encontrar seu arco solaris no formato de colar, aquele que sempre a acompanhava, fosse no seu formato especial de jóia ou como sua arma, mas sem ativá-lo. Estella observava seus irmãos e irmãs buscando equipamentos, se preparando para lutar, e também aqueles que estavam paralisados de medo.
Se aproximou de um dos seus meios irmãos menores, que estava encolhido ao lado da cama. “Você não pode ficar aqui, vamos.” Ajudou o garoto a ficar de pé e seguiu o fluxo para fora do chalé. O que viu do lado de fora, parecia o fim do acampamento mais uma vez. Semideuses e monstros lutando para todos os lados, alguns lutando em duplas e em trios. Estella não costumava se esconder de uma luta, mas precisava garantir a segurança do meio irmão que a acompanhava. Conseguiu dar alguns passos até que avistou o que parecia ser um local seguro onde os demais semideuses pareciam guardar aqueles que estavam indefesos, e logo soube que era para lá que deveria levar o garoto.
Porém, só conseguiu dar alguns passos até que uma criatura se agigantou na sua frente, suas asas batendo e os cabelos pegando fogo. Uma empousa. Certamente era a primeira vez que a filha do deus do sol via um ser desses, mas já havia ouvido histórias de outros semideuses que haviam derrotados e sabia o que precisava fazer. Olhou para o meio irmão, que buscava alguma coisa em seu rosto, agora mais assustado que antes. “Vai!” Gritou, apontando para o local em que estava a aglomeração de semideuses e teve apenas um momento para puxar o colar do pescoço, rompendo-o.
Sentiu o objeto crescer em sua mão, e logo estava segurando um arco dourado, feito de ouro imperial. Logo que puxou a corda, surgiu uma flecha de luz ali, e mesmo com o ângulo ruim, rezou uma prece para seu pai, conhecido pela sua mira perfeita, e soltou, esperando atingir o pescoço do monstro e o acertando em cheio (d13). O monstro urrou, tanto com dor quanto por irritação, e Estella sabia que precisaria de mais que isso para derrotá-lo.
A loira correu, tentando usar um pouco da confusão a seu favor, buscando algum lugar que pudesse atirar suas flechas com vantagem, mas não teve a chance pois logo que deu as costas para a empousa, essa fez um vôo rasante sem sua direção, cortando seu braço com suas garras. Um grunhido surgiu na garganta da garota, sua única forma de contra ataque foi girar onde estava e tentar acertar uma flecha de qualquer jeito em sua direção, falhando (d4) e nem mesmo deixando um arranhão sobre o monstro.
Ela se via com poucas opções e piorou quando o monstro tentou outra investida, na qual ela conseguiu esquivar (d8), indo ao chão. Olhou para os lados mas não parecia ter saída, quando então resolveu apelar para suas habilidades especiais. Fechou a mão livre em punho e respirou fundo, observando a empousa que se assomava, sentindo a mão fechada formigando com a bola de fogo que se formava nesta, graças ao seu poder de pirocinese, herança de seu pai. Quando atingiu sua capacidade máxima, a lançou no monstro, acertando em seu peito mas sem causar tanto dano (d6).
Via que a criatura começava a fraquejar, mas precisava realizar seu golpe final antes que fosse fatalmente ferida. Tentou agora a luminocinese, com o objetivo apenas de afetar a visão do oponente para que conseguisse se afastar, e o conseguiu cegá-lo o suficiente (d9) para levantar e correr. Ao conseguir abrir espaço, virou-se novamente para o monstro e respirou fundo, voltando a segurar na corda do arco. Agora era a hora da verdade. Tinha visão direta para o centro da cabeça da besta, e essa era sua chance. Puxou a corda de seu arco e mirou a flecha de luz.
Soltou a respiração ao soltar a flecha, acertando com sucesso (d11) no meio de seus olhos. A criatura não teve tempo de reação e simplesmente puf. Começou a se desfazer em pó. Estella não baixou a guarda, mas permitiu que um suspiro de alívio escapasse. A sua ameaça principal no momento havia sido derrotada, mas e quanto ao ataque? O que aquilo significaria para o Acampamento? O que mudaria? Não saberia responder.










