CONCUBINE TIYE PERGUNTA: Apesar de amar os meus meninos, eu nunca tive uma filha e sempre quis uma. Você é uma órfã, não é? Nunca teve ideia de quem são os seus pais? Sente falta de uma mãe? Um carinho materno?
Dahlia não pensou duas vezes em aceitar quando Cillian a convidou para acompanhar enquanto resolvia alguns negócios em Anglia. Como uma das pessoas no exército que não tinha um dragão, aquela não era uma oportunidade a ser desperdiçada. E é claro, que enquanto estavam na capital ela atormentou o homem até que ele a levasse ao mercado central, para cumprir a promessa de comprar gravatas combinando para usarem no casamento do ano, caso fossem convidados. E enquanto ele pagava o alfaiate pelos modelos escolhidos, Dahlia se aventurou pelas ruas, em busca do carrinho vendendo sobremesas congeladas que tinha visto, determinada a gastar suas poucas moedas naquilo.
Enquanto saboreava o doce, que fazia o seu cérebro congelar de um jeito divertido, na porta do alfaiate para não correr o risco de sujar nada lá dentro, foi abordada por uma mulher, que sorria como uma hiena e fazia perguntas estranhas. Era de se presumir que fosse alguém importante a julgar pelas vestes caras e o fato de estar acompanhada por um par de guardas. Mesmo assim, sem pensar duas vezes ela fez o que foi ensinada quando era menor, e deixou um grito fino ecoar pelas ruas lotadas. — ESTRANHO PERIGOSO! ESTRANHO PERIGOSO! VOCÊ NÃO É A MINHA MÃE, SOCORRO! SOCORRO! — Seus berros atraíram a atenção de todos que passavam na rua, atordoando inclusive a mulher em questão o suficiente para que Dahlia conseguisse escapar por entre seus seguranças entrando na loja de uma vez em busca de seu adulto responsável.
menção: @inthevoidz












