sentia muito pelos seus tributos naquele momento, mas tiraria uma pausa da ansiedade, uma pausa do sentimento ruim. só por dez minutinhos, e aí sabia que eles a atingiriam novamente como um trem desgovernado. mas, naquele momento, estava animada. não via scylla desde o desastre de proporções catastróficas que foi a última turnê da vitória e estava sentindo muita, mas muita falta da amiga. tinha alguns bons tricôs e crochês e bordados na gigantesca mala que sempre trazia consigo, e muitos eram para a amiga, resultado de todo seu tempo de ócio. mas agora ela se contentou em segurar um pacotezinho de papel amarronzado, com uma amarração de fita bonitinha e algumas flores secas que conseguia plantar na frente da mansão. uma pouco de verde na selva de concreto. ela acenou freneticamente quando viu a amiga, sem conseguir controlar o gritinho abafado que saiu de dentro dela. ela apressou-se aprochegar-se. "cartas e ligações definitivamente não são suficiente!" ela disse, como maneira de dizer olá. "como você está? a viagem foi boa? tinha uma sobremesa no meu trem que me lembrou você, mal podia esperar para comentar você e— ah!" lembrou do presente que tinha em mãos, o papel firme denunciando o pacote a cada movimento. "é seu, espero que goste."
@scyllancaster












