A flecha chamada ciúme cravada no bonde chamado desejo correndo no trilho chamado paúra que fica na rua do desassossego, esquina com a praça da ilusão perdida, distante do bairro de nome aconchego onde fica a casa chamada carinho, vizinha da marginal do desapego, que corre ao lado do rio melodia sobre o qual um barco chamado passado, navega pro porto chamado destino com seu marinheiro chamado chamado, com mastro que alguém batizou desatino, com a vela que alguém nomeou desamparo, sob a tempestade que chama desejo que também é o nome do bonde que eu pego... E dentro do bonde num banco vazio repousa uma caixa que é toda mistério, mas há uma etiqueta em letra de forma escrito: AMOR.
- Geografia Sentimental.








