Hoje eu aprendi 3 formas diferentes de despedir-se em francês e descobri que é o verbo que mais pesa pra mim, depois de ‘amar’. Eu odeio me despedir, odeio em qualquer escala que for colocada, principalmente quando se ama primeiro.
Pensa, isso é injusto e desumano. A vida te dá a oportunidade de conhecer, de criar laços emotivos para depois tirar, levar embora para longe. Em todos os termos, eu odeio despedidas. Nunca sei me portar diante de nenhuma delas, por mais conformada possível isso sempre será um sacrifício, talvez até isolado, mas será.
Por mais que eu me prepare para o acaso, eu nunca estarei pronta para recebê-lo, nem ele e nem o amor. Eu sei, eu sou uma péssima anfitriã mas eu tento lidar, juro. A adaptação é outro martírio, eu demoro e quando estou para me acostumar, algo acontece e reinicia tudo de novo. Eu sou muito ruim com tudo isso, mas eu só queria arrumar as coisas sem angústia e abrir a porta sem chorar. Poder servir um café para me aproximar mais, sem me ferir muito.
Essa saudade que tá do tamanho da nossa distância, na verdade, está dando voltas no mundo enquantoto a gente fica bem longe. Eu me sinto uma péssima amiga pela minha felicidade de te ver realizando um sonho não superar a minha saudade por você. Caramba, como pesa saber que você está longe, só não é pior que a morte, mas é algo muito próximo, assim como a molécula de hidrogênio e oxigênio numa gota d'água. Eu não sei… tenho receio de muita coisa mudar aqui ou aí e você simplesmente esquecer ou eu também. Sim, eu tenho medo disso porque eu não confio em mim, sinceramente.
Contudo, eu aguardo a sua volta, daqui há alguns meses ou anos, uns 7, por exemplo. Por favor, não esquece da gente. Você é importante, mais do que eu pensava na realidade. Amo você e sinto saudades.