Maria Gadú - "A Valsa" - Mais Uma Página [Áudio Oficial]
Marco Rodrigues

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Maria Gadú - "A Valsa" - Mais Uma Página [Áudio Oficial]
Marco Rodrigues
A Valsa - Casimiro de Abreu
via O Irremediável coração de Camille
As palavras calam no meu coração
Maria Gadú
Tu, ontem, Na dança Que cansa, Voavas Co'as faces Em rosas Formosas De vivo, Lascivo Carmim; Na valsa Tão falsa, Corrias, Fugias, Ardente, Contente, Tranqüila, Serena, Sem pena De mim! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... — Eu vi!... Valsavas: — Teus belos Cabelos, Já soltos, Revoltos, Saltavam, Voavam, Brincavam No colo Que é meu; E os olhos Escuros Tão puros, Os olhos Perjuros Volvias, Tremias, Sorrias, P'ra outro Não eu! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... — Eu vi!... Meu Deus! Eras bela Donzela, Valsando, Sorrindo, Fugindo, Qual silfo Risonho Que em sonho Nos vem! Mas esse Sorriso Tão liso Que tinhas Nos lábios De rosa, Formosa, Tu davas, Mandavas A quem ?! Quem dera Que sintas As dores De arnores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas,.. — Eu vi!... Calado, Sózinho, Mesquinho, Em zelos Ardendo, Eu vi-te Correndo Tão falsa Na valsa Veloz! Eu triste Vi tudo! Mas mudo Não tive Nas galas Das salas, Nem falas, Nem cantos, Nem prantos, Nem voz! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues Não mintas... — Eu vi! Na valsa Cansaste; Ficaste Prostrada, Turbada! Pensavas, Cismavas, E estavas Tão pálida Então; Qual pálida Rosa Mimosa No vale Do vento Cruento Batida, Caída Sem vida. No chão! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... Eu vi!
-Casimiro de Abreu
A Valsa - Casimiro de Abreu
Maria Gadú & Marco Rodrigues - A Valsa...
Tua alegoria já não abre alas pra toda poesia que insiste em bater. Nos tambores surdos da porta que cerras pra chorar sozinha por tanto querer. Teu amadorismo impõe tal carência, são sou da cadência, não sou de valor. Você é rara, no mundo, só dance essa valsinha se preciso for. Eu tento trair, não me cabe a culpa, abra logo a tua porta. Minha vã certeza vai te embargar, sigo distraída, a tal impureza, mas é carnaval de novo, você se dissolve e a saudade aumenta. Não precisa o amor, não precisa o abraço, não te cobre o laço que não cobre o som. Teu grito arde, invade, a casa e as palavras calam no meu coração.
Maria Gadú.
Tu, ontem, Na dança Que cansa, Voavas Co'as faces Em rosas Formosas De vivo, Lascivo Carmim; Na valsa Tão falsa, Corrias, Fugias, Ardente, Contente, Tranqüila, Serena, Sem pena De mim! Quem dera Que sintas As dores De amores Que louco Senti! Quem dera Que sintas!... — Não negues, Não mintas... — Eu vi!...
Casimiro de Abreu