Eu estranhamente gostava de meu avô. Desde pequena ele me consolava depois das histórias de terror, depois de ter os pedaços de bolo roubados pelos primos mais velhos, depois de todas as brincadeiras perdidas e dos pesadelos de noite. E foi ele que me ensinou cuidadosamente todas as lições para que eu chegasse onde cheguei hoje. Ele que lia livros sobre magia defensiva para mim. Cresci ouvindo suas histórias e detalhes de duelos que eu imaginava épicos. Ele costumava me levar para passear na praia, comentar sobre os ídolos de quidditch de sua época. Foi ele quem me ensinou a ler, me mostrando os imensos volumes de magia avançada, e só depois de formada me dei conta que saber ler em latim aos seis anos era precoce.
Mas quando olho para trás vejo que sem meu avô sendo meu maior incentivador e professor provavelmente eu não estaria aqui.







