Ao Aniversário de meus Amores Ressecados
Tudo que eu nunca disse fora sepultado Em meu peito abafado de mágoa Feito um clamor, feito um pecado Celebrado como uma morte lenta Eu estou preso em mim Eu solvido em autoexílio Por uma parte minha ressentida Comigo mesmo por não perdoa-la Cuspi garrafas aos mares de lágrimas Eu telegrafei mensagens por baixo de meus gritos Eu enchi metáforas em todo minha pele E tudo o que interpretaram: A fuga do animal arisco Sepulta-me as memórias Na extravagância do meu azar Prometa-me um futuro de rosas Enquanto sou purificado na ferrugem do sangue Tão azia, tão diabo Tão ditado de feira: Tua boca varre Roma Para debaixo dos tapetes Beba de meus mistérios Eu digo a verdade Entre as frestas de meus dentes E os silêncios sorrateiros O corpo compartilhado com ceia O corpo aproveitado pro glutões E a sobra aos miseráveis Que padecem em sua loucura O desejo é um entrega ao inferno Muito mais prazerosa, é verdade E igualmente nociva a mente e o corpo Como qualquer morte acometida

















