❝ 𝐼𝓃𝓉𝓇𝑜𝒹𝓊𝒸𝒾𝓃𝑔 𝑀𝑒 ❞
O Palácio de Dunnottar abre seus portões para receber CALLYX ASHFALL, uma ELFA LUMINOSA da CORTE ESTIVAL. É de conhecimento geral que ela possui 21 ANOS e foi escolhida por THOR, mas isso já tem um tempo. Podemos falar sobre como existe uma semelhança incrível entre ela e COURTNEY EATON?
❛ ✦ HEREDITARIEDADE
A família Ashfall é conhecida pelo intelecto e pela sua contribuição inventiva para a Corte Outonal. A maioria dos integrantes dessa linhagem permanecem na mesma corte, porém, nenhum deixa de ser preparado para a possível separação. Callyx fora uma das poucas a ser escolhida por um deus que não Tyr, e jamais olhou para trás. Com a nova vida, cortou os laços com os familiares, embora saiba que ainda é filha única.
❛ ✦ UM POUCO SOBRE O PERSONAGEM
— Há certas coisas que aprendemos com nossos pais que, de tão enraizadas, tão nossas que se tornam, esquecemos de onde vieram. Para Callyx, tal afirmação estava relacionada à crença. Passara pouquíssimo tempo com os progenitores, dois estudiosos da outonal, tanto que sequer recordava direito de suas fisionomias. Era incapaz de visualizar o sorriso da mãe ou descrever a voz do pai; mas as palavras ditas por eles… Ah, essas estão incrustadas em seu corpo, mente e alma. “O sacerdócio é o caminho mais digno a se seguir em nossa sociedade”, “Midgard decai porque não há, entre toda gente, um sacerdote como os de outrora”, “Como sacerdotes podem se denominar como seguidores dos deuses quando vivem como elfos ordinários?”. As reclamações eram muitas, as opiniões conservadoras e sete anos fora o suficiente para a jovem luminosa transformá-las no seu objetivo de vida. Desde que ingressara em Fimbulvetr, dedicou-se não só a aprender as matérias comuns, mas também a conhecer mais e mais sobre os deuses, todos eles. Estudava as profecias e escritos antigos, participava de tudo que pudesse leva-la a ser a melhor sacerdotisa que a estival, seu lar, teria.
— Entretanto, num mundo em que os deuses desempenham papel ativo, nada é tão simples de ser explicado. Callyx foi a primeira criança a nascer do casamento de, até então, cinquenta anos entre Helion e Arwen. O casal já experimentava por anos o desespero de não ter o anseio por uma criança correspondido, tendo sofrido com a perda de dois filhos cujos rostos jamais chegaram a ver. Ponderavam que a ausência da mate bond entre eles era uma das causas para aquela tortura, porém, tantos outros tinham sorte naquele campo. Deviam estar sendo castigados, assim, quando a segunda gestação resultou em um aborto, uma promessa foi proferida e reforçada no templo de Tyr. Menina ou menino, caso os deuses lhes concedessem uma criança, ela os serviria e exaltaria, tal qual acontecia antigamente. Dessa forma, no momento em que a mais nova Ashfall deu seu primeiro respiro, ambos sabiam que a vida daquele pequeno ser estava destinada ao sacerdócio. Nenhuma palavra fora dita em vão naquela casa, ou um ensinamento oferecido displicentemente; a separação entre eles era certa, precisavam prepará-la. No entanto, não cogitaram que seria Thor a reivindicar a devoção da filha, levando-a para longe, ao sul. Calaram-se, contudo, afinal era esse o acordo — e uma parte de Arwen sabia, como só uma mulher poderia, que engravidaria novamente.
— Promessa ou ambição incutida, fato era que o desejo de ser sacerdotisa guiava toda as escolhas de Callyx. Bem, pelo menos as conscientes. Sabia que sua vocação era se dedicar aos deuses, escutar o que sopravam-lhe no ouvido e decifrar as entrelinhas por trás de cada mensagem. Seu trabalho como voluntária na biblioteca do instituto servia como treino para isso, já que textos antigos e desafiadores jaziam nas prateleiras da área restrita. Bem, não tinha permissão para xeretar ali, mas dos seus pecados, aquele certamente era o menor. Envergonhava-se ao admitir aquilo inclusive para si mesma, porém, não podia controlar os pensamentos libidinosos que invadiam sua mente com frequência assustadora. Era constrangedor, sinceramente. Numa hora estava conversando em paz sobre livros e no momento seguinte encarava os lábios de quem estivesse à sua frente, perdida em visões do que a boca alheia poderia fazer com ela além de falar. Não ajudava que seu rosto fosse um livro aberto, tornando complicada as tentativas de disfarçar suas expressões de desconforto ou frustração. Uma Alta Sacerdotisa não deveria ter tais anseios carnais, muito menos sonhos tão vívidos com seus conhecidos que a fazia acordar ofegante. Uma provação, convenceu-se. Tudo não passava de uma provação e, se havia uma característica da qual se orgulhava, essa era sua determinação. Infelizmente, quanto mais difícil fosse o alvo, mais o deus da trapaça se divertia.
❛ ✦ PODERES & HABILIDADES
Portais. Essa habilidade fora tanto confusa quanto incrível de se descobrir. Capaz de abrir portais de água e atravessar não só a si mesma, como a outras pessoas através dele, Callyx consegue vagar entre diversos lugares em curto tempo. Na verdade, na duração de uma passada. Existem, porém, algumas limitações. A jovem apresenta certa inabilidade com a definição de seus destino, assim como distâncias extremamente longas estão fora de seu alcance.
Evolução Reativa. A dádiva concedida por Thor à jovem Ashfall era, no mais puro sentido da palavra, uma benção. Tendo em vista sua dificuldade para “aterrissar” dos portais que abria, ser capaz de se adaptar às mais diversas condições era uma mão na roda. Tornar-se resistente ao frio ou poder respirar debaixo d’água, entre outras coisas, evitou que acabasse morta vezes incontáveis.
❛ ✦ ATIVIDADES EXTRACURRICULARES
Voluntariado (Biblioteca), Meditação e Danças Tradicionais.









