caderno de Petróleo e Gás. Volume II - Retrospectiva (on Wattpad) https://www.wattpad.com/1479810097-caderno-de-petr%C3%B3leo-e-g%C3%A1s-volume-ii-retrospectiva?utm_source=web&utm_medium=tumblr&utm_content=share_reading&wp_uname=MarciaGioseffi53 No segundo volume da coleção vamos abordar política internacional e técnicas de segurança de trabalho no ramo offshore. Aprender com mais detalhes do funcionamento de equipamentos e o trabalho de técnicos em laboratórios na extração de hidrocarbonetos. Abordaremos ainda fontes de energia sustentáveis, observando comentários sobreo Protocolo de Quioto. Efeitos climáticos e desastres ambientas de grande repercussão na história petroquímica. Conhecer com mas alguns detalhes a vida do dia-a dia dos embarcados. E também do pessoal onshore. E penetrar no mundo dos hidrocarbonetos com explicações mais detalhadas, depois da abordagem inicial do conteúdo.
Quando se fala em hidrocarbonetos e energia, é preciso ter responsabilidade. Não se trata apenas de prospecção e exploração ou extração. Estamos lidando com ecossistemas, tanto marítimos ou terrestres e desastres naturais podem levar algumas décadas para a recuperação do ambiente e algumas vezes talvez nem haja a possibilidade de reverter danos.
A falta de ação das autoridades é sempre lamentável. Tivemos um dos mais recentes o vazamento no Nordeste na costa marítima. Assistimos nos jornais e nas redes sociais desastres que não são filmes de cinema ,mas na a verdade o próprio apocalipse em matéria de desastre ambiental como a mancha de óleo no oceano Atlântico que acabou afetando a costa do Nordeste. Existe pouco investimento neste setor da indústria de petróleo para planos de emergência e mais ainda para atuação rápida de especialistas na área.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/fotografia/2019/10/fotos-revelam-gravidade-do-derramamento-de-petroleo-no-nordeste
Estou aqui tentando mostrar que existe um mundo por trás dos bastidores da indústria de petróleo que nós cuidamos como técnicos em segurança de trabalho, porque não é apenas a saúde dos colaboradores que podem sofrer riscos irreparáveis à saúde.
E a situação é grave. O último relatório em matéria de incidentes levantado pela ANP mostra as piores estatísticas com vazamentos de óleo. Estamos falando de enormes manchas negras no mar. O governo é lento para medidas de precaução e está sempre à procura de desculpas para evitar enfrentar um problema que um relatório com 62 incidentes de vazamento é sério num contexto mundial em que vivemos de alterações climáticas e de ciclones extratropicais.
A situação não é nem um pouco insignificante com os estudos de projeção do aumento do nível do oceano. São vários litros cúbicos de óleo num ecossistema já bastante debilitado. 217 metros cúbitos de vazamento também não é pouca coisa. É óleo cru e pior, óleo diesel. Só no ano de 2019 um dos piores acidentes apontou em torno de mais de 400 metros cúbicos de vazamento. Para um leigo ter noção do que significa, 200 metros cúbicos equivale a uns mil barris. E um barril de petróleo tem em torno de 159 litros.
Um dos piores acidentes que já ocorreu foi no México no poço de Macondo. Algumas vezes offshore temos a natureza reagindo a ação da exploração humana mostrando correntezas fortes e ventos violentos. A responsabilidade é enorme. No campo Tupi a projeção é de produção de 8 bilhões de barris.
Vazamento de óleo significa micropartículas e devem se apurados para saber e foram criminosos ou não. Já no Parque nacional de Abrolhos tivemos um desastre com o vazamento em 2019 no Nordeste. Não é definitivamente pouca coisa 4,500 toneladas. Para termos noção uma baleia pesa em torno de uns 190 quilos. Estudos apontam que um dos maiores dinossauros que já existiu foi o Patagotitan, também conhecido como Titã Patagonico.São em torno de 70 toneladas e uma altura estimada de 37 metros de cumprimento. Um prédio de 10 andares teria uns 30 metros.











