tinha mais de dez minutos que hansol havia se abrigado da neve, mas os flocos acumulados sobre seus ombros e cílios ainda o faziam tremer. à primeira vista, era difícil sorver uma impressão do lugar em que havia entrado; podia ver alguns pequenos ramos verdes e embalagens detalhadas que pareciam ter sido feitas à mão, mas o final do dia projetava sombras e fazia da aura daquele espaço algo místico, quase impenetrável. de imediato, hansol constatou que gostava de lá. pôs-se na ponta dos pés, mordiscando o lábio inferior ao espiar sobre as prateleiras atrás de alguém que pudesse atendê-lo; “olá?”









