Contatar deuses e afins nunca lhe fora uma prioridade ou algo que lhe interessasse de fato. O que levava à Dragonova ao evento de celebração era a possibilidade de levantes rebeldes, encontros bem-sucedidos com alguém que fosse de seu interesse e especialmente o álcool. Talvez ela fosse um tanto viciada demais no líquido entorpecente, mas esse ajudava-lhe a driblar seu sexto sentido, mantendo espíritos e sua mente elevada, assim como outros tipos de substâncias que eram, nesse caso, ilegais. Ophelia pegou o primeiro copo com o primeiro líquido alcóolico que viu na bandeja dos garçons, certificando-se que a substância psicotrópica estava presente naquele copo e virou-se para ninguém em particular, simplesmente para fingir falsa simpatia e iniciar a socialização da noite. ‘ Você vai acabar nos colocando em problemas, Laelia, que decepção. ’ A voz draconiana da terceira cabeça de Gannicus soou em sua mente como um sibilo. ‘ Deixa de ser careta, qual o sentido de uma festa sem problemas? ’ A voz do bode então a respondeu e a única resposta da cabeça felina foi um rosnar baixo, mas ameaçador enquanto balançava sua juba. Ophelia respirou fundo com o copo de álcool na mão, escutando sussurros que não deveria escutar, focando-se nos sons á sua volta que faziam parte da realidade. —— Um brinde à nova pitonisa! —— Um brinde a minha embriaguez e possíveis prazeres a serem adquiridos durante a noite, era o que realmente pensava e gostaria de ter dito a quem estava ao seu lado.










