OH, Céus!!!
Ao velejar em mim, torno-me tripulante de primeira viagem.
Caminhante entre as mazelas do inconsciente desmaterializado.
Entre espelhos rachados do passado e areias de um futuro,
sou um tudo nesse cosmos (inter)pessoal.
Torno-me sã ao que penso e me vejo insana no que faço;
me atento ao que posso, mas me degrado no invisível.
Percalços insolentes da procrastinação,
labuta imoral — a dor degradante de não agir.
Ao que noto, sou uma alma inconsistente:
se quero, me petrifico; ao que não desejo, é derramado em mim.
Meus medos me destroem como uma facada entre os seios,
algo inato ao que posso realizar.
-Aneumann












