Sonhei com você. Mas não era você. Num lugar que não era exatamente aquele lugar, com atitudes que eu acho que não tomaria, embora eu desejasse (ao menos algumas delas). Por que estou perdendo meu tempo escrevendo essa balela? Acho que é pra poder usar este tempo pseudoinerte pra pseudoficar com você. Estou nervoso, como faz? Podemos ao menos ser amigos? Podemos ter aquela conversa boa madrugada adentro ou pelo dia afora? Posso abraçar você, beijar e tocar seu rosto, sentir seu cheiro e ser finalmente satisfeito disso tudo? Você pode cumprir sua promessa de me convidar para ver um filme? Posso arriscar nossa relação ao tentar cozinhar para você? Esse texto bem é para mim, mas pode ser para você também. Pergunto se um dia você virá a lê-lo, se enterrarei meu passado e se o futuro que espero se abrirá. A última frase começou para você, mas terminou pra mim mesmo. Tá. Acabo de considerar, não pela primeira vez, se você será a pessoa que tenho idealizado, porque algum sofrimento pode estar à minha espera se não. Mas não se preocupe, não é responsabilidade sua atender às minhas vãs demandas. Eu é que sou esse adolescente imaturo, com frio na barriga e certo turbilhão na cabeça. Um monte de coisas pra acontecer, sem previsão de quando ou como. E aqui fico eu.