Tenho muitos sonhos bobocas e impossíveis e um deles é que um dia algumas pessoas se deem conta de que gosto delas mesmo não estando ali *o tempo todo*. Deixa explicar: eu não preciso estar no gtalk ou no msn puxando aquelas conversas que não levam a lugar nenhum para demonstrar o quanto o sr. x ou a sra. y são importantes na minha vida. Para quê ficar sabendo uma ou duas vezes por semana que fulano foi para o bar em Manaus ou em Porto Alegre se estou em Curitiba e daqui três semanas mudarei de cidade mais uma vez? Para quê explicar piadas que só eu e mais cinco pessoas entendem para alguém que não tem nada a ver com o negócio? Apenas manutenção de amizade? Sei não.
Amizade a gente mantém mandando uma mensagem de celular às três da manhã depois de ouvir uma música que é a cara da pessoa. Ou vendo uma situação engraçada e pensando naquela criatura que é a única do universo que daria risada do fato junto com você. Não com "oi, tudo bem, e as novidades? ah, nenhuma? poxa rcrcrc!" e amenidades que no fim das contas não acrescentam grande coisa a ninguém.
Não tenho tal hábito nem com meus pais, sabe? Fulano ontem perguntou como tinha sido meu Natal; eu disse que foi ótimo mas que não havia ligado para minha mãe porque esqueci o telefone em casa. "Nem para a tua mãe?" foi a resposta. Ora. Falei com ela rapidinho pelo im do itouch e o Feliz Natal digitado certinho apesar das mil dificuldades da autocorreção valeu do mesmo jeito.
É claro que se a meia dúzia de pessoas que considero como ~miguxos de fé irmões coragem camarada~ precisar de mim eu tô lá. Se não for possível fisicamente, vale e-mail, bilhetinho, macumbinha esperta ou o simples gesto de mandar quem merece ir se ferrar porque, afinal, mexeu com você, mona mi, mexeu comigo. E espero que essas pessoas entendam que o meu amor por elas é grande, resiste às distâncias, é regado a poucas palavras, porém sempre consegue florescer mais um pouquinho.