@alex-brandao
O final de semana de Heloísa havia se tornado uma espécie de rotina. Depois do expediente do emprego recém-adquirido num restaurante requintado, ela voltava para casa para conversar um tempo com os pais, passava um tempo com sua nova cadela, e ia se arrumar para sair com as amigas. Às vezes iam ao pub de Rafael, às vezes iam em hamburguerias ou lugares mais simples, e às vezes passavam a noite e madrugada inteira na Aspicuelta. Naquele dia específico, estava marcado para que fossem para a Vila Madalena, e Heloísa e mais outras três pararam em num restaurante para comer antes da verdadeira diversão. Não delongaram muito para terminar. Satisfeita e checando se a comida não tinha arruinado a roupa da noite, atravessou o salão distraída, até duas silhuetas lhe chamarem atenção pelo canto do olho. Erguendo o rosto, procurou pelo reconhecimento e avistou Alexandre e o que poderia ser Natan ou Davi -- ela ainda não sabia dizer quem era quem, mas, julgando que Alexandre era médico e Natan também, deveria ser ele. Animada por vê-los ali, principalmente o homem mais velho, Heloísa avisou para as amigas que esperassem um pouco, pois vira alguns amigos, e que as encontraria no andar de baixo. Sem antes entenderem até notarem quem ela indicava com o queixo, deixaram-na ali com sorrisos chocados e surpresa em cada semblante. Com sutileza, aproximou-se deles, que pareciam estar sozinhos, e manteve uma expressão amigável e simpática. “Não imaginava encontrar vocês por aqui,” disse, abraçando ambos, mas demorando-se um pouco mais em Alexandre. Ela se apoiou em uma das cadeiras livres e, ao que foi indicado para que se sentasse, sentou. “Eita, ‘cês resolveram fazer uma noite de garotos ou algo assim?” perguntou, curiosa e divertida.










