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Silly rabbit, Trix are for kids!
Por Tudo Que For
E depois, A luz se apagou E eu não consigo mais ficar sozinho aqui Sem você é tão ruim, não tem sentido, prazer Não há nada Por favor, Não me interpreta mal Eu não queria nem devia te magoar O vento vem, o tempo vai Passa por mim meio assim, meio assim devagar Vou dormir sentindo O que a solidão pode fazer Há um ser ferido, por saber que o erro era meu (só meu) Já passou, Agora já passou Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar Ver você, ter você E querer mais de nós dois não tem nada demais E pensar Você aparecer Pela janela tão bonita de manhã Vem pra mim e não vai mais Me abraça, me abraça, me abraça Por tudo que for...
A luz do dia é tão triste sem você.
Algia
– Ora, ora. Vejo que você resolveu acordar, não? – A voz conseguia ser tão grave quanto macabra, o que fazia John se retorcer de medo na cadeira. Não sabia ainda o motivo daquilo, não sabia o porquê de tudo o que estava acontecendo naquela noite. Por trás, a pessoa retirou a fita que lacrava a boca de John, deixando então sua voz escapar.
– Por que você está fazendo isso comigo? Poderia ser qualquer outra pessoa, por que comigo? – O rapaz falava afoito e quase sem ar. Seja qual fosse o motivo daquilo tudo, ele queria logo ser liberto mesmo sem saber quem era.
– Vejamos caro John. Talvez esse seja o grande motivo de se encontrar aqui. Não gosto de pessoas que acreditam que sua existência seja mais efetiva ou mais importante que outras pessoas, mas compreenda, não é de todo bom acreditar em um maníaco qualquer você não acha?
Por segundos o rapaz não sabia o que falar para o louco que o mantinha ali naquele lugar horrível. Sem poder ver seu rosto, o colegial caçava algo que o fizesse claro no meio de tudo aquilo. Suas mãos paralisadas para trás, quase que atrapalhando a passagem do sangue, o fazia ter leves espasmos quando sentiu algo puxar brutalmente seu dedo indicador. Um grito soou e um choro no fundo questionava a ação.
– Por que isso? Por quê? Eu não fiz nada! – A agonia que se era passada através do som ensurdecedor do choro misturado com o grito, não deu nenhum impacto ao violento assassino, que por nenhum momento deixou de ser frio e calculista.
– Agora, John… Você nunca mais vai apontar esse dedo para ninguém para julgá-lo. Nem sendo a pessoa mais inteligente que você ou mais burra. – Falou por fim arrancando o outro indicador, fazendo o rapaz gemer de dor novamente. Alguns passos foram dados e então a luz ascendeu-se. Um rapaz alto e atlético apresentou-se a sua frente. Usava uma calça jeans surrada e uma blusa regata preta. Seu rosto era encoberto por uma máscara de oxigênio preta, deixando pedaços de cabelo vermelho saírem por debaixo dela.
– Por que faz isso comigo? Eu não o fiz nada. Por favor, me deixe ir. – Dizia assim que vira aquele homem a sua frente.
– Não deixarei você ir, vai ser divertido pensar que eu matei alguém por algo que eu acho injusto, quem sabe assim eu não vá para o inferno. – E então sorriu, arrastando uma cadeira, ficando frente a frente com o rapaz ensanguentado. Por segundos, examinara o rapaz com delicadeza e frieza. Levantara seu cabelo, arregalara seus olhos e até mesmo observara a pigmentação de sua córnea. Ao mesmo passo, levantou-se e dentre muitas facas, facões e armas, retirara um bisturi, fazendo um corte em seu próprio dedo e com o sangue que saia, desenhava a face do rapaz atônito. – Sabe, até que um pequeno corte não dói. – Dera alguns passos a frente e então o fincara em um dos olhos do garoto. – Pena não poder dizer o mesmo da sua dor. – Já se antecipou fazendo um novo corte no rapaz.
Com a boca cheia de sangue, John tentava falar e a cada vez mais se engasgava com seu próprio sangue que agora jorrava por vários lugares. Ao ver que o menino já estava à beira da morte, o assassino frio chegara novamente próximo ao mesmo e retirara a faca fincada em sua barriga, com a outra mão tirara a máscara e por fim dissera: - Lembre-se, eu serei a sua última lembrança infeliz. – E então com a mesma faca que ele havia tirado da barriga do rapaz, ele lhe cortou a garganta, matando-o por fim.
No dia seguinte, a única coisa encontrada no local do crime, fora o corpo, estranhamente limpo e sem sangue.
(Letícia M. e Jéssica M.)
Prelúdio: 2/2
Algia
Ainda esbaforido e com um imenso corte feito na diagonal dos largos ombros, ele andava por uma imensa escuridão sem saber aonde ir e por onde deveria seguir. Seus sentimentos estavam totalmente entulhados em meros pensamentos que circundavam sua cabeça àquele momento. Apesar da caminhada o sangue que escorria pelo seu corpo ainda não cessara, mas ainda sim conseguia ouvir passos, pequenos e embaralhados. – De onde viria? – Pensava consigo mesmo. Mais a fundo, na rua escura, uma pequena brecha de luz aparecera e dera-lhe certo alívio, deixando-o com vontade de correr até aquele pequeno pedaço de esperança que ainda se via em seus olhos. Normalmente John não era assim. Não era de impulso, não fazia nada por sentimento, era tudo pela razão. O rapaz era um dos quase nerd’s da sala, que não faltavam à aula e muito menos tirava notas abaixo da média, então por que ser ele ali? O medo, a dor e a perda de sangue iam sugando cada pedaço de vitalidade de John o fazendo cair pouco a pouco no chão empoeirado de um beco qualquer da Rua Sefdown. Sua regata rasgada e ensanguentada mostrava os rastros do que havia acontecido há pouco. O tênis já havia se perdido em alguma parte do caminho, mas para o menino o mais importante era chegar a salvo em casa. Seus dentes escondidos por alguns ferros de um aparelho qualquer, trincavam a todo o instante, assim como o lado direito dos óculos do rapaz. Por um instante os barulhos que vinham de alguma parte mais escondida do local pararam, deixando o menino mais nervoso e apreensivo do que já se encontrava. Em poucos movimentos, ele retirara sua camisa para cobrir o corte grande e profundo. Seus batimentos eram intensos e sua respiração demasiado ofegante. Andando com certa dificuldade e os olhos atentos a todos os cantos, avistara um vislumbre, fazendo-o parar antes mesmo de encontrar-se na metade do caminho. Uma de suas mãos foi diretamente ao bolso da calça rasgada pelas várias quedas anteriores à procura do celular que havia se desligado sozinho. Não haveria mais nada a fazer, agora sim estava perdido. – Pensava consigo mesmo enquanto continuava a dar pequenos passos. - Surpreso ao chegar ao fim do escuro beco e não encontrar ninguém soltou o ar em um pequeno suspiro, vago e suave quando sentiu uma dor aguda nas costas. O sangue quente que ainda existia em seu frágil corpo jorrou agora para fora, o colocando de joelhos perante alguém que não podia ser visto. Os restos dos óculos caíram quando seus cabelos pretos foram puxados para trás. Quando sentiu bater a cabeça no chão, a última coisa que ouviu foi a gargalhada grave que envolvia a tudo. O tilintar dos pingos no chão ecoavam nos ouvidos do rapaz a ponto de o deixar aflito. Sua boca encontrava-se tampada com uma fita adesiva grande e ainda com a mesma, lhe envolvia os braços e as pernas por de trás da cadeira. A sua volta, o ambiente continuava o mesmo. Uma escuridão imensa e nada mais. Pelo fato de não estar mais usando os óculos, sua visão era um tanto quanto precária e seus ferimentos haviam, por ora amenizado.
(Letícia M. e Jéssica M.)
Prelúdio: 1/2
– Ora, ora. Vejo que você resolveu acordar, não? – A voz conseguia ser tão grave quanto macabra, o que fazia John se retorcer de medo na cadeira. Não sabia ainda o motivo daquilo, não sabia o porquê de tudo o que estava acontecendo naquela noite. Por trás, a pessoa retirou a fita que lacrava a boca de John, deixando então sua voz escapar. – Por que você está fazendo isso comigo? Poderia ser qualquer outra pessoa, por que comigo? – O rapaz falava afoito e quase sem ar. Seja qual fosse o motivo daquilo tudo, ele queria logo ser liberto mesmo sem saber quem era. – Vejamos caro John. Talvez esse seja o grande motivo de se encontrar aqui. Não gosto de pessoas que acreditam que sua existência seja mais efetiva ou mais importante que outras pessoas, mas compreenda, não é de todo bom acreditar em um maníaco qualquer você não acha? Por segundos o rapaz não sabia o que falar para o louco que o mantinha ali naquele lugar horrível. Sem poder ver seu rosto, o colegial caçava algo que o fizesse claro no meio de tudo aquilo. Suas mãos paralisadas para trás, quase que atrapalhando a passagem do sangue, o fazia ter leves espasmos quando sentiu algo puxar brutalmente seu dedo indicador. Um grito soou e um choro no fundo questionava a ação. – Por que isso? Por quê? Eu não fiz nada! – A agonia que se era passada através do som ensurdecedor do choro misturado com o grito, não deu nenhum impacto ao violento assassino, que por nenhum momento deixou de ser frio e calculista. – Agora, John... Você nunca mais vai apontar esse dedo para ninguém para julgá-lo. Nem sendo a pessoa mais inteligente que você ou mais burra. – Falou por fim arrancando o outro indicador, fazendo o rapaz gemer de dor novamente. Alguns passos foram dados e então a luz ascendeu-se. Um rapaz alto e atlético apresentou-se a sua frente. Usava uma calça jeans surrada e uma blusa regata preta. Seu rosto era encoberto por uma máscara de oxigênio preta, deixando pedaços de cabelo vermelho saírem por debaixo dela. – Por que faz isso comigo? Eu não o fiz nada. Por favor, me deixe ir. – Dizia assim que vira aquele homem a sua frente. – Não deixarei você ir, vai ser divertido pensar que eu matei alguém por algo que eu acho injusto, quem sabe assim eu não vá para o inferno. – E então sorriu, arrastando uma cadeira, ficando frente a frente com o rapaz ensanguentado. Por segundos, examinara o rapaz com delicadeza e frieza. Levantara seu cabelo, arregalara seus olhos e até mesmo observara a pigmentação de sua córnea. Ao mesmo passo, levantou-se e dentre muitas facas, facões e armas, retirara um bisturi, fazendo um corte em seu próprio dedo e com o sangue que saia, desenhava a face do rapaz atônito. – Sabe, até que um pequeno corte não dói. – Dera alguns passos a frente e então o fincara em um dos olhos do garoto. – Pena não poder dizer o mesmo da sua dor. – Já se antecipou fazendo um novo corte no rapaz. Com a boca cheia de sangue, John tentava falar e a cada vez mais se engasgava com seu próprio sangue que agora jorrava por vários lugares. Ao ver que o menino já estava à beira da morte, o assassino frio chegara novamente próximo ao mesmo e retirara a faca fincada em sua barriga, com a outra mão tirara a máscara e por fim dissera: - Lembre-se, eu serei a sua última lembrança infeliz. – E então com a mesma faca que ele havia tirado da barriga do rapaz, ele lhe cortou a garganta, matando-o por fim. No dia seguinte, a única coisa encontrada no local do crime, fora o corpo, estranhamente limpo e sem sangue.
Algia - Prelúdio 2/2
Ainda esbaforido e com um imenso corte feito na diagonal dos largos ombros, ele andava por uma imensa escuridão sem saber aonde ir e por onde deveria seguir. Seus sentimentos estavam totalmente entulhados em meros pensamentos que circundavam sua cabeça àquele momento. Apesar da caminhada o sangue que escorria pelo seu corpo ainda não cessara, mas ainda sim conseguia ouvir passos, pequenos e embaralhados. – De onde viria? – Pensava consigo mesmo. Mais a fundo, na rua escura, uma pequena brecha de luz aparecera e dera-lhe certo alívio, deixando-o com vontade de correr até aquele pequeno pedaço de esperança que ainda se via em seus olhos. Normalmente John não era assim. Não era de impulso, não fazia nada por sentimento, era tudo pela razão. O rapaz era um dos quase nerd’s da sala, que não faltavam à aula e muito menos tirava notas abaixo da média, então por que ser ele ali? O medo, a dor e a perda de sangue iam sugando cada pedaço de vitalidade de John o fazendo cair pouco a pouco no chão empoeirado de um beco qualquer da Rua Sefdown. Sua regata rasgada e ensanguentada mostrava os rastros do que havia acontecido há pouco. O tênis já havia se perdido em alguma parte do caminho, mas para o menino o mais importante era chegar a salvo em casa. Seus dentes escondidos por alguns ferros de um aparelho qualquer, trincavam a todo o instante, assim como o lado direito dos óculos do rapaz. Por um instante os barulhos que vinham de alguma parte mais escondida do local pararam, deixando o menino mais nervoso e apreensivo do que já se encontrava. Em poucos movimentos, ele retirara sua camisa para cobrir o corte grande e profundo. Seus batimentos eram intensos e sua respiração demasiado ofegante. Andando com certa dificuldade e os olhos atentos a todos os cantos, avistara um vislumbre, fazendo-o parar antes mesmo de encontrar-se na metade do caminho. Uma de suas mãos foi diretamente ao bolso da calça rasgada pelas várias quedas anteriores à procura do celular que havia se desligado sozinho. Não haveria mais nada a fazer, agora sim estava perdido. – Pensava consigo mesmo enquanto continuava a dar pequenos passos. - Surpreso ao chegar ao fim do escuro beco e não encontrar ninguém soltou o ar em um pequeno suspiro, vago e suave quando sentiu uma dor aguda nas costas. O sangue quente que ainda existia em seu frágil corpo jorrou agora para fora, o colocando de joelhos perante alguém que não podia ser visto. Os restos dos óculos caíram quando seus cabelos pretos foram puxados para trás. Quando sentiu bater a cabeça no chão, a última coisa que ouviu foi a gargalhada grave que envolvia a tudo. O tilintar dos pingos no chão ecoavam nos ouvidos do rapaz a ponto de o deixar aflito. Sua boca encontrava-se tampada com uma fita adesiva grande e ainda com a mesma, lhe envolvia os braços e as pernas por de trás da cadeira. A sua volta, o ambiente continuava o mesmo. Uma escuridão imensa e nada mais. Pelo fato de não estar mais usando os óculos, sua visão era um tanto quanto precária e seus ferimentos haviam, por ora amenizado.
– Ora, ora. Vejo que você resolveu acordar, não? – A voz conseguia ser tão grave quanto macabra, o que fazia John se retorcer de medo na cadeira. Não sabia ainda o motivo daquilo, não sabia o porquê de tudo o que estava acontecendo naquela noite. Por trás, a pessoa retirou a fita que lacrava a boca de John, deixando então sua voz escapar. – Por que você está fazendo isso comigo? Poderia ser qualquer outra pessoa, por que comigo? – O rapaz falava afoito e quase sem ar. Seja qual fosse o motivo daquilo tudo, ele queria logo ser liberto mesmo sem saber quem era. – Vejamos caro John. Talvez esse seja o grande motivo de se encontrar aqui. Não gosto de pessoas que acreditam que sua existência seja mais efetiva ou mais importante que outras pessoas, mas compreenda, não é de todo bom acreditar em um maníaco qualquer você não acha? Por segundos o rapaz não sabia o que falar para o louco que o mantinha ali naquele lugar horrível. Sem poder ver seu rosto, o colegial caçava algo que o fizesse claro no meio de tudo aquilo. Suas mãos paralisadas para trás, quase que atrapalhando a passagem do sangue, o fazia ter leves espasmos quando sentiu algo puxar brutalmente seu dedo indicador. Um grito soou e um choro no fundo questionava a ação. – Por que isso? Por quê? Eu não fiz nada! – A agonia que se era passada através do som ensurdecedor do choro misturado com o grito, não deu nenhum impacto ao violento assassino, que por nenhum momento deixou de ser frio e calculista. – Agora, John… Você nunca mais vai apontar esse dedo para ninguém para julgá-lo. Nem sendo a pessoa mais inteligente que você ou mais burra. – Falou por fim arrancando o outro indicador, fazendo o rapaz gemer de dor novamente. Alguns passos foram dados e então a luz ascendeu-se. Um rapaz alto e atlético apresentou-se a sua frente. Usava uma calça jeans surrada e uma blusa regata preta. Seu rosto era encoberto por uma máscara de oxigênio preta, deixando pedaços de cabelo vermelho saírem por debaixo dela. – Por que faz isso comigo? Eu não o fiz nada. Por favor, me deixe ir. – Dizia assim que vira aquele homem a sua frente. – Não deixarei você ir, vai ser divertido pensar que eu matei alguém por algo que eu acho injusto, quem sabe assim eu não vá para o inferno. – E então sorriu, arrastando uma cadeira, ficando frente a frente com o rapaz ensanguentado. Por segundos, examinara o rapaz com delicadeza e frieza. Levantara seu cabelo, arregalara seus olhos e até mesmo observara a pigmentação de sua córnea. Ao mesmo passo, levantou-se e dentre muitas facas, facões e armas, retirara um bisturi, fazendo um corte em seu próprio dedo e com o sangue que saia, desenhava a face do rapaz atônito. – Sabe, até que um pequeno corte não dói. – Dera alguns passos a frente e então o fincara em um dos olhos do garoto. – Pena não poder dizer o mesmo da sua dor. – Já se antecipou fazendo um novo corte no rapaz. Com a boca cheia de sangue, John tentava falar e a cada vez mais se engasgava com seu próprio sangue que agora jorrava por vários lugares. Ao ver que o menino já estava à beira da morte, o assassino frio chegara novamente próximo ao mesmo e retirara a faca fincada em sua barriga, com a outra mão tirara a máscara e por fim dissera: - Lembre-se, eu serei a sua última lembrança infeliz. – E então com a mesma faca que ele havia tirado da barriga do rapaz, ele lhe cortou a garganta, matando-o por fim. No dia seguinte, a única coisa encontrada no local do crime, fora o corpo, estranhamente limpo e sem sangue.”
– Algia - Prelúdio