Olhe melhor
Por: Lari Freitas
Não me olhe como se eu fosse mais uma de suas cartas.
Desse baralho que tens em tuas mãos, nunca fiz parte. Não sou tua dama, tua valete, e muito menos uma carta coringa. (Não faço parte desse jogo de desinteresse.)
Não me julgue pelas poucas atitudes que tu presenciou, ou pelo pouco que me conhece, ou pelo pouco que me viu.
Mas bem sei que de longe tu já me reconhece. Sou ansiosa por natureza, e confusa por conta das incertezas alheias. Mas isso, tu não sabes, pois não ficou tempo suficiente para perceber.
Ou melhor, sentiu pavor só de pensar que poderia ficar (eu vi isso daqui).
O que tu não entende, é que dá mesma forma que tu está sentado à mesa, eu também estou. Não compreende? Eu explico.
Nem todas as garotas do mundo ficam aos seus pés e se apaixonam perdidamente por você, como tal, não fiquei aos seus pés.
Assim como tu, algumas só querem encontros e reencontros casuais entre os lábios, entre os corpos, e até mesmo entre as almas. (pois vamos admitir, muitas coisas se conectam bem)
Pois veja, sempre estive bem na sua frente, na mesma altura, na sua linha de visão. Se isso aqui fosse um jogo, o que em hipótese alguma é, tenha a certeza de que eu seria sua oponente mais forte.
Afinal, olhe pra cá, o que vê?
Nota algo além do que foi dito pelo seu amigo? Ou não?
O que enxerga? Além das mil interpretações que já formulou a meu respeito? O que percebe?
P.s.: sou surpreendente










