Queria que teu toque e os teus beijos fossem apenas para mim. Queria que teu corpo quisesse apenas o meu.
Larissa Freitas
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Queria que teu toque e os teus beijos fossem apenas para mim. Queria que teu corpo quisesse apenas o meu.
Larissa Freitas
Por: Larissa Freitas
Sinto sua falta,
Falta das tuas explicações mirabolantes para as coisas que não faziam sentindo algum.
Falta das tuas teorias loucas.
Sinto falta da tua forma de olhar o outro, de pensar no outro e de estender as mãos ao próximo.
Sinto falta do jeito que tu explodia em sentimentos, mesmo fingindo não os ter ou sentir.
Eu sinto.
Sinto tanto.
Tua risada,
Não aquelas descritas em textos que abro a boca pra falar o quanto são "genéricos",
Não. Não é essa risada "matinal",
Até porque nunca tive o prazer de te ver sorrindo pela manhã.
Me refiro aquela que tu tens
Meio desajeitada quando ganhas um elogio.
Aliás,
Garota, tu não sabe receber elogio sem ficar sem graça,
E mesmo assim todos insistem em dizer quem tu é.
Porque na boa, esses elogios, e eu sei que tu sabe, é apenas quem tu é,
Nada a mais.
(Talvez até mesmo seja a menos do que tu mereça e tão menos do que tu é)
Sinto falta do brilho que tu traz.
Sabe, o caminho se ilumina quando tu vem.
Nota?
Todos se sentem a vontade e confortável com a tua presença.
Deve ser por isso que tu não para de tagarelar.
Mas é incrível,
O jeito que tu fala.
As coisas que tu diz.
O modo, como tu seduz com tua retórica.
É absolutamente,
TU.
(Sinto a minha falta)
Faça arte
Por: Lari Freitas
Eu faço arte com meus pensamentos
Arte, com meus sentimentos
Mas isto não quer dizer que tu podes pintar e bordar comigo.
Mas se quiseres, pode.
Isso vai dizer mais sobre ti do que de mim.
Mas se tua arte me engrandecer, saiba que podes ficar ainda mais a vontade.
Se tua arte for me envaidecer
Vá com calma, vaidade demais nunca é bom.
Se tua arte for me transbordar
Me dê as mãos, e me deixe te transbordar também.
Se quiseres, pode ficar
Eu deixo
Eu quero
Eu desejo que fique.
Se não quiseres,
Não te obrigarei.
Não irei implorar.
Doei a ti o que tenho de melhor,
Eu.
Se isto não for o suficiente pra que fique
Então se vá.
Sei que as vezes é preciso ir, pra lá na frente saber que poderia ter ficado.
Ou que queria ter permanecido.
Mas sei também que as coisas duram o tempo necessário.
Então lhe desejo que liberte-se, e
Faça arte onde seu coração habitar.
Sou aquele meio tempo
A pausa
O descanso
Sou o espaço que separa a tua boca da xícara de café
Mas o que eu queria mesmo é ser teu pensamento mais sórdido
Ter um espaço reservado na tua playlist
Mas parece que tenho talento para ser um momento
(Não que eu não seja importante ou não me ache importante, pois sou)
Mas sabe,
Sou aquela garota no terraço bebendo vinho que estava na geladeira, escutando músicas que nem de longe fazem parte da tua playlist
Sou muito
Sou exagero
Mas nunca o pensamento matinal
Sou a foto no celular
A que se olha ferida, mas não consegue ver o outro machucado ou
Confuso
Ou exausto
Mas sou tudo isso
Eu não quero ser mais uma vez a pausa divertida na vida de alguém
Talvez, mesmo que eu não fale, eu quero alguém que queira ficar
Que demonstre querer estar, e apenas “ser” ao meu lado
Mesmo que por pouco tempo, só preciso sentir que não me sinto só
Creio que neste momento é hora de eu me retirar um pouco do meio dessa bagunça
Eu preciso de um hiato.
Será que é tão estúpido assim eu pensar que um dia nossos caminhos irão se cruzar novamente?
Tirando todo esse lance de: com olhar mais maduro, mais decididos e blá blá blá…
Só se reencontrar mesmo.
Virando na esquina de um barzinho, desses que ambos frequentamos.
Sem toda aquela ladainha de: Nossa quanto tempo…como você tá?
Prefiro: -“Eaí, vamo beber?”
“VAMO”
Sabe, sem todas aquelas coisas sem noção que alguns filmes tentam implantar nas nossas cabeças de que é daquela forma que nossa vida sentimental irá se resolver.
Pois cara, eu e você sabemos,
NÃO É ASSIM QUE ESSA MERDA SE RESOLVE!
Aliás, acho que nenhum de nós dois sabemos como resolver essas “paradas”, ou melhor, a gente nem acredita em uma maldita solução pra essa bagunça.
“A gente só vai vivendo”
Lari Freitas
Naquela noite eu roubei quase tudo,
A cena,
Alguns olhares,
O copo de catuaba,
Alguns beijos teu,
Um pouco de ti.
Mas o que eu queria mesmo, era ter te roubado por inteiro, mesmo que apenas por pouco tempo.
Sabe, só pra te ter de vez em quando.
Lari Freitas
Nunca fui quem eu dizia ser.
Nem tampouco quem aparentava ser.
Sempre fui tudo aquilo que eu tentava esconder, por medo.
Medo do que pensariam a meu respeito.
Na verdade, acho que meu temor maior era de não gostarem de mim por quem eu sou.
Pura bobagem!
O que me faltava era amor, o próprio.
Me sentia rejeitada, pela vida, pelos sentimentos, pelas pessoas, eu mesma me rejeitava, todos os dias.
Queria entender, por que eu, questionadora que sempre lutava por tudo em que acreditava, não lutava por mim mesma?
Quando me deparei com a resposta foi um pouco dolorido, pois percebi que eu não acreditava em mim.
Parte disso foram os danos causados por outras pessoas, mas sabe, me pergunto: por que eu deixei que eles me afetassem?
Mas já não cabia mais esse questionamento, tem uma hora que temos apenas que lidar com as consequências dos nossos atos e também de tudo aquilo que nos afetou ou continua de certo modo causando certos incômodos.
Chegou a hora de crescer, acreditar no meu potencial.
Entender, que sou capaz de seguir em frente não importa o que aconteça.
Aliás, minha única meta ou “lista de desejos” para 2018 é acreditar em mim mesma, e em tudo aquilo que eu realmente sou.
Me sinto constantemente rejeitada pelo universo. Talvez seja a vida tentando dar umas boas risadas, mas, tem que ser da minha cara? É sério? Por que não junto a mim? Vida, por favor, vamos fazer as pazes, rir juntas, sem ficar nessa disputa ridícula de queda de braço.
Noites de insônia
Por: Lari Freitas
Minhas noites de sono não tem sido tão boas.
Fico inquieta, sinto frio, levanto, desligo o ar.
Me deito.
Em segundos, bate um calor, me levanto novamente, e religo o ar.
Fico nesse vai e vem, com dificuldades de pregar os olhos. São os meus pensamentos, eles me metralham.
Porém, me canso facilmente de lutar contra a minha falta de sono e volto minhas forças para me concentrar nas coisas que devo fazer, e sempre acabo resolvendo ler um pouco.
Tenho passado as minhas noites na companhia de Montesquieu, Weber, Rousseau e outros tantos.
Mas meus pensamentos, de vez em quando, ainda insistem em deslizar até você. (Me culpo).
E me vejo no meio dessa estranha confusão, paro, e observo meu rosto refletido no espelho. Fico tentando esvaziar minha mente. Te tirar de dentro dela.
Mas, te desejo.
E nossa! Como é complexo e tão simples nossos desejos, não é mesmo?
Sim, eu sou um desastre.
P.s.: pela primeira vez eu admiti em voz alta que você fode o meu psicológico
“Sabe o que é foda?”
Por: Lari Freitas
Sabe o que é foda? Nós!
Sim, nós. No meio dessa bagunça toda.
Cara, olha a porra do governo, tá falindo nosso país todo.
Sabe o que é pior?
É que dessa foda ninguém goza!
Ninguém tem um cacete de um orgasmo.
Aliás, desviaram na cara dura todo nosso prazer.
Nessa foda quem se fode somo nós.
Mas ainda me dá um tremendo tesão tentar mudar a merda toda, é isso que me faz permanecer crente que o mundo gira e que boas mudanças dependem de nós, que fazemos tudo com gosto.
Com tesão de verdade!
"Somos feitos de danos"
Por: Lari Freitas
As vezes é agoniante pensar em ti. Não queria ficar com você preso na minha mente, mas está aqui, na minha cabeça. Tento me distrair, pensar até no vazio que me bate de vez em quando, mas minhas memórias vão de imediato para algum trecho de nossas conversas. Não sei. É algo automático. Vai além do que eu possa controlar. Mas sabe o que é verdadeiramente agoniante nisso? Eu ter me envolvido tanto. Deveria ter ficado quieta na minha. Mas sabe, ao mesmo tempo, não consigo gostar de você. E a culpa é sua, e obrigada por isso. Você me impede de gostar de verdade de você, me impede de mergulhar em ti. E nesse ponto, somos iguais. Parecemos uma final de campeonato que se encerra com penalidades máxima, só que não jogamos em lados opostos, e nem sabemos o que é ganhar ou perder. Somos do mesmo time. Sem mergulhos. Seja ele raso ou profundo. Apenas estamos ali, nos observando. Com olhares fuzilantes. O pensamento sussurra “pode dar certo”. Mas nós dois, parecemos gritar repetidamente com o nosso ser “Não! Você não quer. Deixa como tá! Nem ouse pensar nisso! Só vai deixando como tudo está”. Eu - O problema é que somos feitos de danos. Tu te calas, apenas me olha. Ponto. Acho que mais uma vez concordamos. Em segredo me questiono “e se não fossem por esses nossos danos? Como estaríamos?”. Não consigo imaginar, porque estou muito ocupada observando teus gestos e teu jeito de olhar ao redor, mas principalmente, muito ocupada te olhando enquanto repara no meu jeito. É engraçado né? Como as coisas acontecem. Sim, ninguém cruza o caminho de ninguém só por cruzar. Deve ter algum motivo, alguma explicação para nós dois sentandos ali. Vai saber.
Mudei tanto. Será a idade? Serão os tempos? Perdi aquela necessidade de me apaixonar toda semana.
Caio Fernando Abreu. (via delator)
Confesso
Por: Lari Freitas
Sabe qual é o problema daquelas cadeiras amarelas de bar?
É que elas fazem eu me sentir tão à vontade a ponto de eu ser eu mesma.
A cada gole de cerveja, a cada troca de olhares, fico mais à vontade com meu próprio eu.
É desconcertante ser eu mesma, parece que não sei lidar com isso.
Com minhas opiniões, meu riso frouxo, com minha emoção e sentimentos, com meus pensamentos, com minhas ideias e sonhos, com meus planos, com minha loucura, com minha dose de exagero e com mais tudo aquilo que sou, ali, bem à minha frente, tudo posto à mesa.
Mas principalmente, parece que não sei lidar com as pessoas que me fazem ser eu mesma sem esforço algum. Não, definitivamente não sei.
É como diz um de meus poemas favoritos, de Clarice Lispector, “logo de início se sente um constrangimento”, ser eu mesma. É pesado.
Porque parece que eu tenho uma certa doçura que não cabe em mim, mas que mesmo assim fica alojada aqui dentro.
Vejo muitas pessoas confundindo isso com ingenuidade, inocência, mas não, não é isso.
Eu apenas acredito nas pessoas, nos sentimentos e nos meus sentidos, o que me faz questionar: desde quando acreditar nessas coisas virou sinônimo de ingenuidade?
Outra coisa: por que esse constrangimento passageiro que tu me fez sentir, me fez tão bem?
Sabe? Aliás, não sabes não. Mas sim, foi a melhor sensação. Uma coisa que eu não sentia a certo tempo, confesso.
“(Siêncio)
- Me beija.
- Te beijo.” – Caio Fernando Abreu (Morangos Mofados)
Pequenos devaneios
Por: Lari Freitas
Não sou tão frágil quanto pensas, nem tão forte quanto os meus pensamentos. Tento manter um certo equilíbrio, entre minha loucura incomum, e minha estranha normalidade. Sou certamente indecisa, e erroneamente certa. Não sei quando ir, nem quando voltar. As vezes fico no meio do caminho, sem saber a hora certa de avançar, ou se ao menos devo. Mas acredito que lá no fundo, todos são um pouco assim, porque afinal, “QUANDO É ESSA BENDITA HORA CERTA?”. Nós nunca sabemos quando vamos quebrar a cara, ou partir o coração alheio. Nós não sabemos no quão raso estamos navegando, ou o quão profundo é. E olha, que eu nem estou falando de amor. Falo da vida mesmo. Se bem, que é preciso ter amor para vivê-la.