Aquamarine in the Save the Light Art Style
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Aquamarine in the Save the Light Art Style
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eu não
Eu não sei me relacionar com as pessoas, não é falta de aptidão, não sou contra elas. Gosto delas. Mas simplesmente esbarro. Isso mesmo, eu esbarro em uma parede invisível, eu esbarro em um objeto que antes não estava ali, eu esbarro e deixo ou sobre mim, ou sobre o outro. E então o outro me revela. Em relação com o outro sou jogado para todos os lados, eu caio em confusas afirmações, e reafirmo certezas. O outro é o erro, há outros que são o horror, vales de putrefação. Outro é o amor em algum estante, é a confiança criada nos gole de café pela manhã, ou goles de saliva quentes, ou goles de sabedoria, ou goles assombrados de carinho. O outro revela o eu. Eu sou o outro, sou o confuso universo, onde teorias podem ser quebradas, afirmaremos o inalcançável, e onde talvez more a mesma sensação de haver outro universo onde realmente o outro sou eu, e eu sou o outro e a utopia é alcançada, pois estamos sendo o outro de algum eu, que é outro eu. É confuso.
Não sei me relacionar, muitas vezes não sei como falar palavras de carinho, não sei como mexer na terra. Eu e o outro somos completos desconhecidos, e quando conhecidos, somos aprofundados um no outro e nós perdemos, e de novo, outro desconhecimento. Se relacionar e mergulhar no mais profundo “não saber do outro”. A certeza total de conhecer a pessoa que ama, é muita das vezes, a perda. É está aprisionado a uma imagem, congelada, não mutável, que não faz escolhas, não aprende. É a perda.
O relacionamento em qualquer forma que apareça ele é constituído, hoje em dia, com uma matéria misteriosa, liquida. Aprofundar não é a única escolha, às vezes não é a escolha mais saudável, mas mergulhar, aprofundar, se lambuzar de liquido e mistério com certeza é uma aventura.
Eu não sei nadar, não sei me relacionar, e nem sei mexer na terra.
Eu não sei.
AQMA
A fera gargalha.
Aqueles que me veem feliz não imaginam o quanto eu poderia ser mais. Eu poderia se não fosse essa mania de evitar a felicidade que eu ganhei, não sei como, nem quando entrei nessa. Pelo menos agora minhas crises são tão calmaria, pois aprendi a ser amigo delas, não grito, não xingo, perco a cabeça, mas acho os meus pé, como um bebê que puxa o pé e põem ele na boca. É bom poder colocar algumas coisas na boca. Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem e eu? E eu que tento todos os dias liberar essa alegria de não está bem, aqueles que me veem não imagino o quanto eu poderia ser feliz se não fosse esse auto-boicote. Nos boicotamos não é? E o processo continua fazendo-se riacho, nada de tempestade. Pelo amor de deus, a minha primeira adolescência já me iludiu muito com essa historia de ser forte. Hoje aqueles que me veem feliz não imagino que amanha estarei feliz e cada vez mais feliz, ate que dentro de mim aquela fera vai gargalhar.
AQMA
O primeiro passo é dado, nem percebemos como acontece. Assim que olhamos para o mundo, tudo já tinha começado. O mundo começo antes de nós. E é a construção de quem você é, esse momento é navalha. Não é fácil. Não depende só de nós mesmo, e isso às vezes demora a aprender. Eu e o mundo viveremos, e sairei do mundo e talvez pela sorte que temos, eu e você, o mundo não vai sair de nós. E se por acaso você seguiu, nem se envergonhe ou tenha medo, seguimos sempre juntos e cada um na sua jornada separada. Às vezes sair cortando pela mata assusta, eu me assustei a primeira vez que olhei.
A vida acontece. O aqui e agora, é um fato de conhecimento ancestral, foi passado, foi futuro, foi presente e perpetuado. E em mim despertou um negocio de querer aproveitar a vida. Porque eu não tenha me distraído com a TV, ou achei mais interessante a sorte da conversa. Penso em construir.E mesmo que acuada a vontade de meter o pé na estrada, está ai, o pé sentindo a vontade de estrada.
Ela pode tá dormindo, soníferos são dados diariamente para o povo. E ate mesmo aqueles que não usam as toxinas virtuais, as químicas que colorem as notas de dinheiros.
Eles também têm seu véu, artesanal, macio, natural, excludente e pomposo, que olha pro sapato ao lado e sente que as indústrias estão desgastando as solas do mundo. E estão. Mas desconfio dessa certeza de que o Nike e mais sujo que a sandália de coro, pois quando ponho em meu pé um sapato usado percebo o pisar diferente. E no mundo, eu quero pisar bem seguro, calçado ou descalço. E ao olhe para o lado, veja caminhos não trilhados. E ate mesmo no próprio caminho o terreno e variável, e às vezes não dá para usar o Nike prata e mostra o quanto descolado você é.
Apego.
Ficamos apegados até em nós mesmo, em como somos, do modo que respiramos, e as vezes pegamos a primeira onda que aparece, ainda de sapatos, no meio do mar, em cima de um pedaço de pau, não olhamos as condições, não tiramos o sapato e se jogamos no mar, afinal, na hora de paga as contas, o mar, a água e a luz pesam em nossos bolsos, mesmo que estando nu. E quando avistamos o torso molhado dos que falam do próprio sal, da pelagem dourada em volta do umbigo. Reagimos de diversas formas,pois o outro também é o mundo. É o mar. É todas as metáforas desconexas que poderia criar.
A cada passo, percebo que fico calejado, e algumas coisas ficam, dentro do meu guardadas, tenho roupas favoritas. E me enalteço por te determinado habito. Pode ser apenas para auto se afirma, pois bate uma em segurança tanto na hora de mudar, como na hora de permanecer. O mar não é seguro. A mata não é segura - E você sabe muito bem como completar esse trecho – não é seguro. E se arriscar? Existem tantas formas. E a falsa zona de conforto também se mascara de tantos jeitos, ou na verdade ela nem exista, que usem mascara, talvez, sejamos nós mascaras que não olham o mundo de frente.
AQMA
ESSA ETAPA QUE É UM TANTO GLORIOSA,
UM CANTO NA ALMA CHEGA A DOE
DOE FUNDO NO BOLSO.
DOÍ NO JUÍZO
DOÍ E CRIA VIDA. O DESEJO NÃO TARDA
O FRUTO ESTÁ CADA VEZ MAIS PRÓXIMO( MAS TEM QUE SER LANÇADA A SORTE)
TEM QUE PERDE O PENSAMENTO
TEM QUE REGAR, CUIDAR, DÁ CARINHO E UM PEDAÇO DE SI
UM TANTICO .
E COMO COMPENSAR, A MENTE
COMO ACALANTAR, A ALMA
COMO É SAFADO O CORAÇÃO
SINTO QUE ESSA DELICIA AMARGA
É MANIA
DOM
SORTE
OU DESILUSÃO,
MAS CONFESSO TER FÉ E ALMEJO UM POUCO MAIS DE DESEJO,
DE CORAGEM E UM VASO.
UM VASO MAIOR QUE CAIBAM AS RAÍZES DO TOMAIS
QUE CAIBA UMA TERRA GOSTOSA. QUE FAÇA TOMAIS
CRESCER DE CIMA PARA BAIXO.
E EU QUE CRESCI DE BAIXO PARA CIMA
SÓ CONSIGO PENSAR NA SORTE
AQMA
Luar
Não sei escrever para crianças. Não me veem imagem alguma na cabeça. Infância. Eu me sentia estranho quando vinha uma boca gigante, me tratar como algo inferior. A única coisa que eu não quero criança é que você seja cortado no caule, que não estoure a semente. Tu é tão potente, tem tantos caminhos. Tantas coisas nascem. Nasce em mim uma vontade de passar um tempo com você, ver progredir e aprender. Sorrir com a queda já lhe foi ensinado. Agora luar. As vezes ficaram irritado contigo, pois nesse mundo não há só amor, e às vezes ate mesmo o amor vem em flechada. Mas não se defenda com escudo, use os dinossauros, os pandas, o bichinho de pelúcias todos que você irá ganha, os use, seja como eles, jogados no chão ou esfarrapados, ainda há ternura neles. Criado para o mundo, melhor forma de ser criado. Pois no mundo a muita imaginação, basta você pegar com o seu sorri. Eu já fui capturado, e agora luar tu talvez vá me ler ou nem entender, eu também não entendo muitas das vezes que você fala, mas nossa comunicação tem uma guia, uma tradutora, confie nela, acaricie ela, o teu calor já aquece o peito dessa mãe e ela dorme tranquila. Que seja tranquila, doce e leve. Um dia irei escrever para crianças, falarei de sapos, grilos, papagaios, macacos e tudo mais que você quiser. Queira muito, queira a lua, aproveite o sol, sinta o vento em sua juba, ouça o som, tem cuidado com o frio e a chuva. Lá na frente, no luar, ou um dia na rua, você talvez entenda que teu nome está detrais pra frente nesse texto que escrevo pensando em cantar.
AQMA
O Amor me visitou 12 vezes
1 visita - Eles usavam óculos.
2 visita - Confesso que sentir o enorme desejo de ter os lábios tocados pelos objetos. Elas chegaram com violão e lápis.
3 visita - Ele esta escrevendo sobre amor e eu pensando em ama-lo.
4 vista - Eu não sei escrever
5 visita - O amor é performativo
6 visita – Eu escrevi uma carta. E amassei seu haikai
7 visita – Eu fiz perguntas.
8 visita – Eu suei.
9 Visita – Ele chegou me deu um copo de água.
10 visita – Ele dançou
11 visita – Eles estão longe.
12 visita – acabou de chegar.
AQMA
Eu perguntei coisas
Você põe o feijão em cima ou embaixo do arroz? Toma leite puro? Usa um sabonete ate ele acabar, ou quando ele ta no finalzinho você junta ele com outro novo?Gosta de escutar musica enquanto faz sexo? Que tipo de musica? Diga uma musica que você sempre teve vontade de transar ao escuta-la. Amarra o cadarço como? Coelho entra na toca ou duas orelhas? Come brigadeiro antes da festa? Quantos?
Você não respondeu e a curiosidade não passou.