Esse é o theremin de luz, que por enquanto tá sem nome.
É um Arduíno nano rodando um preset do Mozzi, software de sintetizador muito potente, ainda não exploramos quase nada dele. Foi o único software de Arduíno que não fizemos nenhuma alteração no código.
Uma das coisas mais legais dele é que já veio com um timbre mais “macio” e com um delay bem forte que caiu bem pro nosso repertório.
Mais informações: http://sensorium.github.io/Mozzi/
O que a gente fez de mais interessante nesse projeto foi o desenvolvimento da interface até se transformar num vestível (wearable).
Pra isso, vamos primeiro ver como era o primeiro protótipo, desenvolvido pela nossa equipe de engenharia.
A placa do Arduíno Nano rodando o Mozzi pode ter mais controles, mas a gente implementou o mínimo:
- Um sensor de luz (LDR), que é uma resistência variável em função da luz que recebe (quanto mais luz, mais passa sinal). Esse sensor envia um sinal que controla tanto o volume sonoro como a altura (nota).
- Saída de áudio via plug P10.
- Entrada de bateria 9v.
Esse protótipo era um bloco único, com tudo em um.
A partir daí começamos a separar as partes.
O LDR foi colocado num anel improvisado (um velcro dupla-face de prender fios de eletrônicos) e soldado a dois fios de garra-jacaré (amarelo e branco). Não precisava dessa garra, foi pela incerteza de quanto de fio precisaria, mas acabou ficando assim.
A placa foi presa no braço com outro velcro desses de prender fio.
O plug P10 a princípio ficava com aquele fêmea* pendurado, o que era bastante incômodo e pouco prático.
(* recentemente descobri que P se refere a Plug e J se refere a Jack, então o correto seria conector J10 acho, mas nunca vi as pessoas falarem isso na vida real)
Outro problema era a bateria 9V, que é pesada e atrapalhava os movimentos. Pra isso desenvolvemos uma caixinha que une a bateria 9V e o conector P10, que vamos apresentar em outro post.
Essa caixinha pode ser vista na foto a seguir e tem três fios (também com garra jacaré), o positivo da bateria, o sinal de áudio e o terra. Os jacarés prendem em terminais criados apenas enrolando fios sem capa na placa (na foto de cima dá pra ver na parte traseira, perto dos fios vermelho e preto).
O último elemento pra fechar esse projeto é a luz utilizada.
No começo utilizamos lanternas (no vídeo do início, por exemplo). Depois conseguimos viabilizar uma lanterna wearable também, com um anel de velcro similar ao da outra mão.
O primeiro protótipo foi com um led e uma resistência pra regular a corrente da bateria de 9V. Depois, pesquisando sobre os cálculos de led, percebi que dava pra colocar 3 leds em linha e eliminar a resistência - o que alguns dizem ser arriscado, mas até agora não queimou.
Com isso, chegamos num resultado que é bastante cênico, pois o theremin precisa das duas mãos para ser acionado, e também traz um conjunto de elementos eletrônicos - placas, fios, leds - que evoca um universo estético cyberpunk que a gente está pesquisando.
Ainda tem bastante problemas.
O cabo P10 ainda é muito pesado e precisa ser preso em dois velcros, um em cada braço.
O esquema dos velcros no braço ainda não tá muito bom, demora muito pra montar e não fica seguro.
A placa ainda está um pouco exposta demais e o circuito todo tá na base do jacaré, que já soltou ao vivo e desligou o theremin (na foto acima a gente tá reconectando o jacarezinho maroto).
A gente tem equalizado na mesa de som, cortando bem os graves e um pouco do agudo. Os graves porque ele gera sons indesejados com a entrada da luz ambiente e a gente usa mais pra sons “de frente”, como solo. E o corte de agudos é por conta de um chiado constante que ele tem. Ainda vamos testar implementar uns filtros na saída.
Vamos postar aos poucos aqui detalhes de projetos que desenvolvemos e utilizamos nas musicas da banda!
Esse é o vídeo que preparamos para a apresentação no ArduinoDay 2018 São Paulo, que aconteceu no dia 12/06 na Praça das Artes, que apresenta um pouquinho de cada equipamento.