O meu momento de maior relaxamento e paz é no palco. Às vezes me perguntam se eu não fico nervoso lá, e eu sempre digo que o nervosismo vem antes. Antes de chegar no palco meus amigos, existe um turbilhão de preocupações e ansiedades. Criar o show, selecionar o repertório, pensar num roteiro. Escolher os músicos que irão participar, pensar em como cada um pode contribuir para aquele projeto com a sua singularidade. Show pronto, vem a hora de vender esse show. Bater em várias portas, ouvir um monte de 'não' até conseguir um 'sim'. Depois do sim vem a logística da coisa, o som, os equipamentos necessários, estudar a identidade do lugar para saber como aquele projeto pode funcionar nesse lugar da forma mais eficiente possível. Ah, ainda tem a divulgação disso. Quanto mais você entender de marketing digital, melhor. Tem a criação das artes, as fotos, os vídeos, o network. O artista independente hoje joga nas 11, não pode esquecer nada, tem que tentar agregar valor em tudo o que faz. Depois e só depois de tudo isso, vem o palco. Depois do primeiro acorde, da primeira música, depois que você sabe que está tudo no lugar, aí vem a paz. E logo depois disso, vem a parte mais chata desse nosso ofício, que é fazer as contas. Conferir a bilheteria pra saber se deu lucro ou principalmente, se não levou um prejuízo. Pagar os cachês de todos, ouvir o feedback do público e da casa, analisar erros e acertos. Desmontar tudo e pensar no próximo. No próximo. #artistasindependentes #artenacovid #artistasnaquarentena #marcelobenjá #camposrj #show #opalco #bastidores #vidadeartista https://www.instagram.com/p/CK1NVTJpxPJ/?igshid=dri52eb2y55d