“ i know you’re feeling it too." // serena&edward
@giulietas
serena passou alguns segundos, de cara fechada, encarando edward. não conseguia acreditar que ele estava se declarando. ou tentando, se ela permitisse — não iria —. era muita audácia do duque de devonshire de pensar que ela deixaria que ele proferisse aquelas palavras, era muita audácia dele pensar que serena aceitaria deixar seu noivado de lado apenas porque o garotinho mimado pediu. não importava o quanto estava balançada com suas palavras e a sinceridade em seu olhar, não poderia permitir. serena windsor é muito melhor que suas irmãs, sabia disso: é inteligente, ambiciosa e egoísta. características que, para uma mulher, são má vistas na sociedade, mas se fosse um homem… já teria uma coroa em sua cabeça. e sabia que teria, logo. estava noiva do príncipe alaard orange-nassau (cujo nome é tão chato quanto a personalidade) e estava apaixonada por ele. ou, pelo menos, era isso que dizia a si mesma sempre que apertava o braço do noivo ao se pegar sorrindo demais perto de edward.
“ — yes, edward. in fact, i can’t deny the feeling. the feeling you’re annoying me.” respondeu, seca e fria. um mecanismo de defesa, é claro ; ele nunca conseguia irritá-la, mesmo que qualquer um o fizesse com facilidade. com ele, serena windsor era uma garotinha sorridente e apaixonada. sempre que estavam juntos, sentia-se como a mesma garotinha de treze anos, encantada com tudo que ele dizia e fazia. “ — you’re being mean, eddie.” deu um passo para trás, balançando a cabeça com exasperação. chamou-o pelo apelido de infância, que geralmente usava quando ele não estava perto, por pura distração. respirando fundo, encarou para o céu azulado e iluminado pelo sol, não tão quente por culpa da chegada do outono britânico, para impedir e esconder as lágrimas que queriam aparecer. quando voltou-se para ele novamente, secou a única lágrima que insistiu em cair, usando sua luva (de seda, é claro). serena windsor, você é uma vergonha, pensou, irritada consigo mesma. sempre fechada, mas nunca com ele. “ — you don’t get it, you hear me? you just… don’t. i’ve been second, third, fourth to my sisters my whole life. i spent my whole life watching them having beautiful fairytales and i always wondered… when will my time come? when will the goddamn aphrodite finally get someone to love me back?” a voz estava embargada e precisou pigarrear algumas vezes para que ela ficasse no seu tom normal. “ — and paulie… always perfect paulie. i love her, everybody does. i never blamed you for loving her, you know? because i’m such a fool. but i won’t be the person you settle for just because she can’t love anyone but her books and herself. i won’t!” quase gritou, mas ao receber olhares tortos dos funcionários do castelo, deu uma balançada de mão apologética pelo barulho. “ — not when i spent my whole life loving you. waiting for you to come to your senses and love me back. so, please, don’t say you love me because it’s hurting me. ever.”












