Repleta de pensamentos impuros, deixando que eles tomem conta de toda minha lucidez, guiada somente pela memória.
Delirando sentindo seu toque sob minha pele sem se quer estar aqui.
Me imaginando acordando ao seu lado, te observando dormir.
Beijando seu pescoço, sentindo seu respirar ir do sono ao prazer.
Te sentindo me puxar para perto, se aninhando a mim.
Passando meus dedos suavemente por suas costas, te apertando com sutileza e carinho, ouvindo sua respiração no meu ouvido com a voz calma e sedutora dizendo que esse é o tipo de bom dia que ama receber.
Te levando café na cama e bebendo toda a sua sobremesa direto da fonte.
Em calmaria deitando sobre você e sentindo seus dedos acariciando minha pele.
Maldita e abençoada perversão.
Julgada e culpada, condenada pela saudade.
Como sinto falta das nossas manhãs, como sinto falta de você.
Acordando sozinha, suspirando sozinha.
Sob o toque dos meus próprios dedos chamo seu nome sabendo que não virá.
As memórias e os delírios são todos meus, esse corpo e todo esse prazer ainda são seus.












