I'll try to fix you || Beatrice & Xenophilius
A cada nome que soava no rádio, mais agonizado Xenophilius se sentia. Parecia que a qualquer momento o nome "Theodore Lovegood" iria soar e pronto, Xenophilius seria oficialmente um órfão, o que seria apenas mais um desgosto em sua vida. Com a varinha em sua mão, o garoto sentia vontade de explodir aquele rádio, queria poder fazer ele virar pó mas como não era seu rádio, era obrigado a ouvir sem reclamar. De sua cama o loiro observava a lua que subia para o topo do céu, através da janela. Talvez fosse 9:00 ou 10:00 horas. Não importava, o garoto não podia ouvir mais nenhum nome sequer. Levantando de sua cama em apenas um empulso, pegou sua jaqueta que estava sobre a estante e sua mochila no chão logo ao lado e se dirigiu a porta do dormitório nas pontas dos pés, mais silencioso do que nunca.
O garoto não fazia ideia de para onde iria. Sair de Hogwarts não era o problema, pois a segurança era tanta que ele não percebiam as pequenas coisas como as saídas principais, então, atravessando pelas sombras, o garoto se deparou com a fria noite fora do castelo. Do topo da colina em que se encontrava, avistava a velha cabana de seu amigo Hagrid, com as luzes acesas e fumaça saindo pela chaminé. - Talvez devesse visita-lo - Pensou o garoto, mas o pensamento foi descartado quando lembro que se alguém o visse com Hagrid colocaria o gigante em problemas, então decidiu que iria apenas passear pela floresta que ficava a direita da casa.
Medo daquele lugar definitivamente era algo que o garoto não sentia. Aliás, era onde ele mais se sentia em casa. Criaturas em todos os cantos, plantas maravilhosas, tudo que um explorador almejava. Lógico que ali haviam animais perigosos, mas Xenophilius poderia dar um jeito. Livros não são só leitura, ensinam muito, então o garoto sabia que acharia uma escapatória. Depois de andar um pouco, procurando um canto confortável, o garoto achou um belo tronco para se sentar e ler um pouco. O tronco estava realmente em um propício pois ficava em um pequeno espaço sem árvores, então a luz da lua clareava as páginas do livro de uma maneira ótima para leitura.
Já passavam-se algumas horas desde que o garoto havia começado a ler quando ouviu um alto grito vindo a norte de onde estava. Inicialmente o garoto hesitou, pois vindo da floresta deveria ser alguma criatura faminta, mas quando ouviu o som novamente, era como o grito de uma garota. - Uma Aluna – murmurou agarrando sua mochila no chão e correndo pela floresta atrás da fonte dos gemidos. Se guiando pelos gritos que apareciam de segundos em segundos o garoto se deparou com uma perseguição. Três pequenas acrômantulas correndo atrás de uma aluna. Seguindo a perseguição o garoto sacou sua varinha do bolso e disse com ela apontada a uma - Arania Exumai - e a aranhaa voou para longe com o flash de luz azul que nocauteou. Repetiu o feitiço mais uma vez e a segunda voou acertando um duro tronco com força. Quando estava prestes a repetir pela terceira vez, viu a que a garota havia sumido. Na verdade ela estava no chão. Talvez tivesse tropeçado em uma raiz ou perdido o equilíbrio, ele não sabia, mas não tinha tempo pra pensar nisso. O filhote de acrômantula estava no ar pronta para pular sobre a garota e dar um bote. O sangue do garoto esquentou e ele conseguiu puxar ar suficiente para repetir o feitiço uma terceira vez fazendo a aranha voar mais longe do que qualquer uma das outras duas.
Após alguns momentos respirando para se recompor o garoto se aproximou correndo da menina que ainda estava caída sobre a grama. – Por Merlim, você está bem? – perguntou tentando não soar assustado e ajudando a garota a se sentar. Ele não se lembrava de ter visto menina em Hogwarts mas tinha certeza que era uma aluna pela idade que ela aparentava ter. Seu longo cabelo preto corria pelo seu rosto, cobrindo em parte seus cristalinos olhos claros, que com a luz da lua, o menino não podia garantir se eram azuis ou verdes mas pode perceber que eles estavam focados em algo ao lado dele, então ele os seguiu e seus olhos chegaram ao pé da garota. Ele estava muito mal. Não havia quebrado nem nada, estava torcido e mesmo por baixo do calçado, era de se notar que estava inchando. - Meu Merlim, temos que te levar pra enfermaria! -
















