calendário: um pouco depois do aniversário da june, ela recebeu uma ligação da irmã fazendo um dramalhão porque "agora que tava com o nate, só dava bola pra ele" e a may decidiu que queria fazer um calendário compartilhado pra elas verem em tempo real o que a outra tava fazendo. como a june não anota nada nem se a vida dela depender disso, ficou isso aí (e os morangos são um easter egg da última thread de wes&emily em que ele falou sobre a compra absurda de morangos que a june fez sem querer).
playlist "songs that crash windows 95": mais uma das tantas playlists que a june decide montar e mandar pro nate. essa é temática anos 90/2000 com músicas icônicas e caóticas.
mensagens: eu ia colocar os dois ships ogs, mas decidi colocar a irmã dela porque a coitada ficou esquecida no churrasco, então o sebastian acabou ficando de fora, coitado
trio de fotos na diagonal: são três fotos do mesmo momento, que aconteceu há alguns dias quando eles decidiram que seria a coisa mais normal do mundo tirar aquelas fotos "só na amizade". se tivessem pensado mais a fundo, teriam se lembrado do beijo no festival, mas os dois andam em negação sobre o que aconteceu meses atrás e preferem pensar que amigos tirariam fotos assim.
outras fotos: hazel e seu bolo de aniversário | a june comendo uma pizza da atwood's num sábado | a may fazendo uma careta pra ela | sebastian e seu drink (num copo de menininha, como reclamou pra june antes de tomar de bom grado) | o nate de bigode segurando um garfo enquanto esperava os brownies ficarem prontos | a june fazendo graça segurando a cerveja dela e do nate, fingindo que as duas eram dela
personality headcanon: apesar de ser extremamente inteligente como a sua mãe, do tipo de pessoa que pega conceitos complexos com uma facilidade desconcertante, stephen raramente faz questão de demonstrar isso. é tranquilo e centrado, costuma transmitir calma e leveza para quem está perto. extremamente responsável, o que o torna uma pessoa muito confiável. entretanto, ele tende a carregar o mundo nas costas, assumindo responsabilidades que muitas vezes não são suas. costuma colocar as necessidades dos outros acima das suas, subestimando suas próprias emoções no caminho. ainda, stephen é bastante teimoso em seu modo de pensar, sempre relutante em aceitar ideias que sejam contrárias a sua lógica e racionalidade.
did they get in trouble in school: nunca. na escola, stephen sempre foi popular e admirado por fazer parte do time de futebol americano da escola. levava muito a sério o fato de pertencer ao time e pensava dez vezes antes de fazer qualquer coisa que pudesse colocá-lo em problemas.
which parent were they more attached to: a personalidade de stephen é uma mistura interessante entre os jeitos de matt e libby. em aspectos diferentes, sempre se identificou muito com ambos, apesar de libby ser a primeira pessoa que costuma procurar quando precisa.
what was their favorite toy: seus brinquedos favoritos eram aqueles que permitiam uma brincadeira ao ar livre. no entanto, o seu favorito era um patinete que ganhou no seu aniversário de seis anos. na época, stephen enlouqueceu libby completamente por querer passar 100% do tempo do lado de fora, andando com o patinete no meio da rua.
did they cry a lot as a baby: bastante, especialmente entre os três e os seis meses.
movie they watched over and over: por alguma razão, stephen teve uma época em que era fissurado pelo filme do karate kid e ponto de assistir ao filme toda semana e encher o saco dos pais até que lhe colocassem em aulas de luta.
what was their favorite subject in school: sua matéria favorita mesmo era educação física, mas sempre adorou as aulas de física e se interessava muito pelo assunto, além de ter, disparado, as maiores notas de sua turma.
were they social growing up or quiet: um pouco dos dois. nunca foi uma criança que chamava a atenção, costumava ficar mais na sua. porém, sempre teve vários amigos e, com os anos, acabou adquirindo bastante popularidade na escola.
what do they grow up to be: quando a idade de decidir o que gostaria de fazer de sua vida profissional chegou, stephen se viu extremamente indeciso em relação ao caminho que gostaria de seguir. é apaixonado por esportes e, assim como o seu pai, uma área relacionada à performance esportiva lhe atraía bastante. porém, seu lado mais analítico e científico o fazia querer algo que também pudesse estar ligado à ciência e à inovação. no seu primeiro ano da faculdade, conheceu alguns professores que trabalhavam em algumas áreas de engenharia e se encantou pela área, percebendo que juntava muito do que gostava de fazer - passou a trabalhar para empresas que desenvolviam equipamentos e tecnologias para reabilitação.
random headcanons: é ambidestro | quando está nervoso, fica dobrando as mangas das camisas sem perceber | é fascinado por aviões e consegue identificar modelos apenas de olho | é excessivamente pontual | não gosta de redes sociais | tem uma mecha de cabelos cinza bem na parte da frente de seus cabelos desde a infância | sua letra é horrorosa e todo mundo fala isso para ele | adora livros de ficção científica | quebrou o braço direito duas vezes num intervalo de sete meses quando era criança | também quebrou um dedo da mão esquerda uns dez dias depois quebrado o braço e levou mais de uma semana para que falasse aos pais - por causa disso, tem um dedo levemente torto na mão esquerda | quando criança, queria ser astronauta | tem medo de altura
a primeira aula que tiveram juntos foi numa quarta-feira, na mesma semana que catalina chegou em bend. não teve como sebastian não notá-la de imediato: primeiro porque era a única pessoa ali que não conhecia desde sempre. segundo, porque era a menina mais linda que já tinha visto em toda a sua vida. seus olhos verdes astutos e os cabelos escuros brilhantes faziam com que o seu olhar recaísse sobre ela como se tivesse um ímã em sua direção. pensou em se aproximar no fim da aula, porque, apesar de ser um garoto de quinze anos, ainda era um cdf de carteirinha. durante aquela aula de química, porém, um interrompeu o outro mais vezes do que poderiam contar. não sabia por quê, mas ela parecia não gostar dele.
how long have your muses known each other ?
tinham quinze para dezesseis anos quando se conheceram.
what was the last place your muses went to together ?
como bend é conhecida por ser uma cidade extremamente fofoqueira, nos últimos tempos eles têm preferido ficar no apartamento de catalina. não querem que june ou nate descubram que estão juntos e a possibilidade de algum deles aparecer do nada é bem grande em qualquer lugar da cidade. o último lugar que foram juntos provavelmente foi no cinema drive-in da cidade.
do your muses want children ?
ainda não conversaram sobre isso, se não catalina provavelmente já teria fugido para o mais longe possível. sebastian sinceramente não sabe se quer ter filhos. a ideia o agrada, mas tem uma relação tão ruim com seus próprios pais que não sabe se poderia ser um bom pai para filhos hipotéticos.
when did your muses realize they had fallen for each other ?
sebastian sim, catalina não.
who’s most likely to apologize first after an argument ?
como catalina nunca tá errada, quem acaba se desculpando primeiro depois de discussões é sempre sebastian - a contragosto, porque também é muito teimoso e não gosta muito de estar errado.
do your muses have a ’ song ’ thats just for them ?
yellow, do coldplay.
quando estavam fazendo um ano de namoro, sebastian decidiu levá-la para passar um fim de semana em portland. planejou tudo nos mínimos detalhes, desde o hotel que ficariam até os programas que fariam em cada dia. no sábado à noite, levou-a de surpresa em um concerto à luz de vela. a primeira música tocada pelos musicistas foi yellow, do coldplay. naquele momento, catalina entrelaçou sua mão na dele e descansou a cabeça em seu ombro, levada pela música. foi um momento tão puro que o fez perceber que poderia ficar ali para sempre, desde que estivesse ao seu lado.
personality headcanon: kennedy é introspectiva, sensível e muito guiada pela intuição. é uma pessoa contemplativa e muito observadora, prefere ouvir antes de falar e costuma captar detalhes do ambiente ao seu redor com facilidade. durante boa parte da vida, sentiu-se apagada por comparações com a irmã mais velha, o que a levou a se retrair e duvidar do próprio valor. porém, com o tempo aprendeu a valorizar o seu olhar sobre o mundo e se tornou uma pessoa bastante segura de seus ideais e autêntica em seu estilo. é extremamente empática, mas muito relutante em se abrir com os demais, o que pode fazer com que pareça distante ou desinteressada pelo outro.
did they get in trouble in school: algumas vezes, normalmente por estar distraída em seu próprio mundo enquanto deveria estar prestando atenção nas aulas.
which parent were they more attached to: kenny se comparava com scarlett até mesmo pela relação da mais velha com os pais. ao mesmo tempo que a irmã era a "princesa" do pai, era também muito parecida com a mãe e tinham muitos assuntos em comum. kenny, por outro lado, era mais na dela e não costumava requisitar tanta atenção deles quanto a irmã. isso a fez se sentir um pouco distante em dados momentos, mesmo sabendo que os pais a amavam incondicionalmente. em diferentes fases da vida, viu-se mais próxima de um do que de outro, mas encontra nos pais seus maiores apoiadores.
what was their favorite toy: mais do que qualquer brinquedo, kenny sempre foi apaixonada por desenhar. em qualquer lugar que estivesse, divertia-se com seus lápis de cor e canetinhas.
did they cry a lot as a baby: quase nada. kenny sempre foi muito tranquila, mesmo quando bebê.
what was their favorite subject in school: suas duas aulas preferidas na época da escola eram artes e história. nunca se entendeu bem com números e tinha muita dificuldade com todas as matérias que envolvessem cálculos e coisas mais teóricas.
were they social growing up or quiet: sempre foi mais quieta, desde a infância.
what do they grow up to be: aos doze anos kenny decidiu que seria artista de alguma forma. não sabia exatamente como faria isso, mas muito impulsionada por sua avó decidiu ir atrás de faculdades voltadas para arte quando chegou na hora de aplicar para uma universidade. acabou se tornando ilustradora por profissão, mas é fotógrafa nas horas vagas por hobby.
random headcanons: adora filmes com finais em aberto | coleciona cristais para todas as ocasiões e sempre anda com o seu colar de proteção no pescoço | escreve em diários desde os seus onze anos | sabe ler cartas de tarô, mas é algo que só faz para quem ela confia | ama acender velas em seu quarto | vive perdendo coisas pequenas, mas nunca esquece palavras ou gestos | tem dois perfis nas redes sociais - o seu pessoal que é privado e não tem praticamente nada e um outro anônimo em que posta fotografias de paisagens tiradas por ela | tem medo de altura, mas adora lugares altos como terraços e mirantes | é excelente em organizar playlists temáticas para outras pessoas | gosta de dias nublados, mas não chuvosos | é alérgica a abacaxi | tem a mania de colocar alarmes em horários quebrados, como 7:03 ou 8:47 | dá nomes para seus eletrodomésticos | adora ler abas aleatórias da wikipedia quando está entediada | tem 1,74 de altura
— o primeiro beijo de Libby foi aos catorze anos. Na época, os amigos de Matt estavam obcecados por jogar verdade ou desafio nas festas feitas nas casas de algum deles. libby nunca gostou de participar, se achava inocente demais para esse tipo de jogo e tinha pânico de acabar sendo desafiada para um dos famosos sete minutos no paraíso. porém, após meses ouvindo matt falar que ela devia participar, libby finalmente aceitou entrar na roda. e foi um desastre: uma das meninas (que claramente gostava de matt), desafiou olivia a beijar um dos meninos que estava fora do jogo, um que todo mundo achava extremamente esquisito. libby aceitou o desafio e foi até ele, mas não conseguiu sequer falar oi antes de ouvir risadinhas no fundo. foi nesse momento que entrou em pânico e saiu correndo para o lado de fora. matthew acabou indo atrás dela e libby, que se sentia extremamente envergonhada e humilhada, confessou que aquele seria o seu primeiro beijo. não tinha a ideia de que só beijaria alguém quando casasse ou algo do tipo, mas não suportou a ideia de que acontecesse daquela forma, com alguém que achava asqueroso. foi nesse momento, talvez em uma tentativa de fazê-la melhor, que matt a beijou. até hoje libby não sabe por que ele fez isso, mas se sentiu muito agradecida pelo gesto do melhor amigo.
— libby é apaixonada por musicais desde a infância e, quando criança, um de seus filmes favoritos era uma gravação de uma peça inspirada no mágico de oz. quando se mudou para nova york, prometeu a si mesma que iria ao maior número de shows da broadway que conseguisse. por anos, comprou ingressos de última hora por preços ridículos que eram vendidos quando faltava poucos minutos para começar uma peça. aquele era um dos únicos programas que gostava de fazer nas noites de sexta.
— morou no dormitório estudantil da columbia durante toda a sua graduação. mesmo que quisesse alugar um apartamento maior, um aluguel era completamente fora de seu orçamento e precisou se adaptar. durante todos aqueles anos, sua colega de quarto foi uma aluna da área de química, mackenzie bedford. libby e kenzie sempre foram muito diferentes, apesar de ambas estudarem coisas relacionadas à ciência. kenzie adorava sair nos fins de semana, deixava suas tarefas todas para última hora e nunca sabia onde suas chaves estavam. porém, era completamente brilhante e sempre tinha alguma ideia para contribuir às pesquisas de libby. após se formarem, kenzie se mudou para a california para seu mestrado e doutorado. até hoje, as duas mantém contato, ainda que seja bem menor do que na época em que moravam juntas.
— fez duas viagens para o exterior em sua vida adulta, ambas para congressos/conferências. a primeira foi aos vinte e seis anos, quando levou um de seus trabalhos para uma conferência em paris. aproveitou para tirar férias e acabou ficando vinte dias passeando na frança. a segunda foi para londres, que foi para acompanhar o seu namorado na época, já que ele iria palestrar em um dos dias do congresso. amou todas as palestras, mas não há como negar que amou passar dez dias na capital britânica.
— libby usa em seu pescoço uma correntinha que ganhou de seu pai pouco antes dele falecer. faz quase vinte anos que ela a usa todos os dias e hoje já a considera praticamente parte de seu corpo.
— libby tem uma única tatuagem em seu corpo, que fez no seu aniversário de vinte e cinco anos. fez uma flor de hibisco na lateral de seu peito, no lado direito. nunca imaginou que teria vontade de fazer uma tatuagem, mas foi visitar mackenzie na california e a acompanhou em um estúdio quando se apaixonou por um desenho que viu lá. passou alguns dias pensando sobre a ideia, mas decidiu fazer antes de voltar a nova york.
— libby nunca se imaginou sendo mãe. ela tem uma relação muito complicada sobre a sua visão de futuro para si mesma e, por mais que brinque dizendo que está bem solteira, no fundo ela é apavorada pela possibilidade de ficar sozinha para o resto da vida. assim, prefere pensar que não gostaria de ter filhos como mecanismo de defesa à chance de nunca vir a tê-los. quando era mais nova, tinha a ideia de ter filhos com nomes em homenagem a cientistas famosos e sonhava em ter um menininho chamado stephen, mas na vida adulta tal sonho se tornou mera lembrança de uma outra época de sua vida.
— durante sua infância e adolescência, todo mundo, seja família, amigos ou conhecidos, chamava-a como libby. até mesmo seus professores na escola, praticamente ninguém a conhecia como olivia. porém, nos seus últimos anos de faculdade quando se inseriu em um grupo de pesquisa um dos seus professores, percebeu que não era muito levada à sério por seu apelido. assim, passou a se apresentar como olivia. seus amigos mais próximos seguem chamando-a por libby, mas o restante do meio acadêmico a conhece como olivia.
— libby é completamente fascinada pelo espaço, mas é absolutamente amedrontada pelo oceano. seu pior pesadelo é se ver em alto-mar, sem nenhuma terra a vista. só a ideia de ir a um cruzeiro já lhe faz ter calafrios e não consegue entender como tem gente que gosta tanto de se aventurar mar adentro.
— já teve uma tartaruga de estimação quando criança, ela se chamava sra. finkle. nunca soube de onde surgiu aquele nome, ela tem certeza de que foi ideia do seu irmão e ele jura que foi coisa dela.
Apesar de sua formação em gastronomia, seus hábitos alimentares não são nada elaborados num cotidiano. Preza pela boa comida e é o que busca sempre em seus pratos, mesmo que sejam para um simples café da manhã numa segunda-feira corrida. Seu café da manhã favorito depende de quanto tempo tem para prepará-lo. Gosta muito de fazer omeletes e variar nos temperos e combinações. Ultimamente, tem gostado de fazer sua receita de omelete com queijo feta, tomate e azeitona, numa receita que decidiu recriar após ver um vídeo de um chef de cozinha grego.
How do they see themselves 5 years from today?
Atualmente, não gosta muito de pensar em como se vê daqui dois, cinco ou dez anos. Quando morava em Chicago, Wes tinha bem definidas suas metas de carreira e mais ou menos o que precisaria fazer para chegar onde gostaria. Entretanto, com o passar do tempo foi percebendo que aquela vida não o estava fazendo tão feliz quanto achava que faria e acabou mudando sua vida completamente ao retornar para Bend. Tem planos de abrir um restaurante nos próximos dez anos, mas nenhuma ideia ainda chamou sua atenção o suficiente para que valesse a pena o investimento enorme que teria de fazer.
What is their biggest regret?
Não ter ido ao Superbowl que os Hawks ganharam – nunca foi ao Superbowl e provavelmente nunca irá (devido ao preço absurdo dos ingressos), mas sempre que é perguntado sobre isso tem a mesma resposta na ponta da língua.
What makes them feel guilty?
Ser grosseiro com seus irmãos ou pais por estar irritado ou estressado com outra coisa. Seus pais nunca toleraram que fosse uma criança e um adolescente que respondia aos adultos, mas de vez em quando acaba descontando alguma frustração na primeira pessoa que chega para falar com ele. Sente-se da mesma forma quando isso acontece entre ele e Finn ou Maddie, que são como irmãos para ele também.
What recharges them when they’re feeling drained?
Wes é uma pessoa bastante sociável, então normalmente recarregar suas energias em um dos encontros rotineiros dos seus amigos (para ver algum jogo) é o suficiente para que se sinta melhor. Porém, existem algumas situações específicas em que se sente cansado demais até para estar com os amigos e, nesses momentos, gosta de se jogar no sofá para comer uma pizza (normalmente preparada por ele mesmo) e ver qualquer coisa que faça-o sair do ar por alguns minutos.
i want everyone to know that you’re mine // jack & mick
– flashforward.
“Eu percebi... Aliás, todo mundo percebeu.” respondeu ao fitá-lo, séria. Apesar disso, sua irritação não era exatamente com ele. Não achava que fosse possível sentir tanta vergonha quanto a que tinha sentido instantes atrás. Depois de alguns meses corridos, finalmente conseguiram reunir o grupo inteiro de amigos para um fim de semana em Canon Beach. Tinham bebido bastante na noite anterior e, quando acordou, Mick estava de ressaca demais para prestar atenção no seu próprio estado. Saiu do quarto para pegar uma água na cozinha, os olhos ainda pesados e sem a menor intenção de encontrar alguém de pé aquela hora – apesar de já passar das onze. Porém, como a sorte não estava ao seu favor, encontrou quatro pessoas acordadas (e, inconvenientemente, tomando café). O olhar arregalado de Cass deveria ter servido de aviso, mas Michaela só entendeu tarde demais. Phil apontou em sua direção, riu e comentou que a noite devia ter sido boa, a começar pelo chupão visível em seu pescoço.
“Todo mundo já sabe...” resmungou depois, já de volta ao quarto, onde Jack seguia deitado na cama.“Você só não precisava ter sido tão… empenhado.” acrescentou distraidamente enquanto tentava passar corretivo na região para esconder o hematoma. Entretanto, por mais que a cobertura de sua maquiagem fosse boa, Mick sabia que aquele esforço era meio inútil. Phil, como sempre, faria questão de contar para absolutamente todo mundo. Maldito fofoqueiro.
“ he doesn’t deserve you. and i’m not— i’m not tryna be that asshole that says i do. but sure as hell would never hurt you like that. ” // thomas & nali
( flashforward. )
Fazia meses que não tinha notícia alguma de Carter e, sinceramente, esteve muito bem sem saber absolutamente nada sobre a vida do ex-namorado. Entretanto, cruzar com a atual dele (e sua ex-amiga) e ver o anel em seu dedo anelar foi como se alguém tivesse lhe dado um soco no estômago. Não tinha mais sentimento nenhum por Carter além de certo nojo, mas, ainda assim, foi involuntário sentir uma pontada esquisita em seu peito. Era quase como se tivesse sendo traída outra vez, de forma tão profunda e dolorosa quanto no momento em que viu mensagens dele com outras mulheres, contrariando tudo o que um dia pensou de sua relação. Um bom tempo havia se passado desde o término e não imaginava que estivesse sentindo falta dela, mas ver com seus próprios olhos ele firmar um compromisso justamente com a pessoa com a qual a trocou era doloroso em diversos sentidos. Enquanto voltava para casa, diversas lembranças de seus últimos meses de relacionamento com Carter imundavam sua mente. Em como um dia mencionou como sempre tinha sonhado em ter um anel de noivado com uma esmeralda e, agora, a pedra verde reluzia no dedo daquela que a substituiu, como uma tragédia cômica (ou seria uma comédia trágica?).
Só percebeu que estava chorando quando abriu a porta do apartamento e se deu de cara com Thomas. Quem era sempre tão solícito, a primeira pessoa que vinha em sua mente quando pensava em conforto e segurança. A pessoa a qual seu corpo buscava naquele instante. Era injusto que fosse chorar por causa de outro nos braços dele. Porém, não chorava por sentir falta de Carter. Pelo contrário. Nalini sentia raiva de ter perdido tempo de sua vida e ter contado sobre seus sonhos a alguém que, não apenas pisou neles, como também utilizou-os com outra pessoa. Também chorava pela traição de quem um dia pensou que fosse sua melhor amiga. Quando Carter ficava distante, era com ela que desabafava. Agora, sentia-se absolutamente estúpida por ter aberto o seu coração a alguém que provavelmente ria de sua cara pelas costas.
Não queria que Thomas se sentisse mal por ela estar chorando pelo que estava chorando, mas não pôde mentir e acabou contando sobre a conversa que tivera com a ex-melhor amiga. E sobre o anel, que era ridiculamente semelhante às referências que tinha guardadas em seu celular há anos. Como o bom ouvinte que era, Tom a deixou desabafar enquanto Nali ficava sentada com Marty em seu colo. Alguns minutos se passaram até que ela se acalmasse e ele finalmente tomou coragem para falar. Nalini o escutou atentamente, sorrindo de canto com suas palavras. “Eu sei disso. Ele não merece nem um fio de cabelo meu.” estava completamente certa disso. “E sei que nunca faria isso. Você é a melhor pessoa que eu conheço, Tom. É sério, não estaria mais aqui se não fosse por você.” na verdade, Thomas era um dos motivos de ainda morar em Bend mesmo após tantos meses. Se quisesse, poderia ter se mudado para a casa dos pais até encontrar um emprego em Nova York. E, apesar de ter dito que jamais voltaria a morar com os pais, a verdade era que o mero pensamento de não vê-lo mais lhe deixava triste. “À essa altura, a questão nem é mais essa. A sensação que tenho é que roubaram uma coisa de mim.” não sabia se Thomas a entenderia, mas tinha muito mais ali do que apenas Carter. Era o sonho que alimentava desde os seus quinze anos sendo arrancado de si. Contornou seus braços ao redor da nuca dele, abraçando-o de forma desajeitada - os dois seguiam sentados no sofá e Nali estava com as pernas cruzadas. “Obrigada por me escutar.” murmurou, afastando-se alguns centímetros. “E, só pra registrar, você é mais do que eu mereço. Muito mais.” sorriu lateralmente, respirando fundo após. “Até ele concorda, viu?” Marty cutucava a perna de Thomas com o fucinho, pedindo carinho.