Coleção Marinoni & Arenhart featuring Mitidiero: primeiras impressões
Hoje, depois de semanas de espera, recebi o pacote da RT com a minha coleção de livros de Processo Civil que elegi para uma reciclagem, diante do novo Código. Deixei de lado a de Fredie Didier, porque, a princípio, não pareceu ter sido reescrita, apenas adaptada (o que não é algo ruim, pois muita coisa nova do CPC é apenas incorporadora do que a doutrina já proclamava, ou simplesmente, repete a sistemática do texto anterior); não gostaria, portanto, de fazer releituras de capítulos inteiros.
Vendo o Facebook de Daniel Mitidiero, eu me deparei com esta foto, que parecia indicar que a dupla Marinoni/Arenhart, com a participação do autor gaúcho, estava escrevendo tudo de novo:
Minha intuição era a de que até mesmo o primeiro volume da coleção anterior, peça solo de Marinoni, teria sido deixado de lado, para a construção de uma coleção mais enxuta, em apenas três volumes.
Ledo engano...
Abri o primeiro volume, e dei de cara com os mesmos parágrafos que me iniciaram no Processo Civil em 2006:
Percebo aproveitamento literal de inúmeros capítulos dos volumes 1, 2, 3 e 5, e essa é a razão pela qual, também, considero que Mitidiero está mais como um rapper que faz um flow de trinta segundos num hit famoso, do que como um verdadeiro coautor - as partes que ele escreve são facilmente detectáveis ("Código Buzaid", "processo justo" aqui, "processo justo" acolá - Marinoni também gosta da expressão), embora não identificadas pela editora.
Como já fiz a compra, vou (re)ler a coleção, mas fica o alerta para quem buscava a aquisição, pensando que as obras teriam sido reescritas do zero. Talvez fosse pedir demais...
Em qualquer momento da sua vida, por favor, leia essas palavras e saiba que estarei sempre presente para você. Seja forte, seja corajoso, ame muito e de verdade, e você não terá nada a perder.
O que acontece comigo é problema meu, se você não gosta de mim, eu realmente não me importo porque ninguém passou pelo que eu passei e eu não faço o que as pessoas querem que eu faça.