Chapter 12 - Just Hug Me Now! - Vitória's POV
Durante toda aula, fiquei olhando para mensagem de Harry que havia recebido no dia anterior: ''Quando eu falei que iria mudar por você não era brincadeira. Eu estou com saudades e esse sentimento é novo Vitória, queria que você me ajudasse a entende-lo. xx Harry''. Era difícil acreditar naquela mensagem, naquelas letras digitadas tão corretamente. Como Harry pode se apaixonar por mim sendo quem ele é? O sinal para o recreio bateu e peguei uma bandeja sem a mínima fome sentando-me ao lado de Sam e Harry puxou a cadeira ao meu lado.
- Ei Vi! - Deu um beijo estalado em minha bochecha e sentou-se ao meu lado.
- Oi Harry. - Falei brincando com o garfo na minha comida.
Não troquei mas nenhuma palavra com ele, estava sem coragem, medo de que se falasse com ele tentaria me agarrar ali na frente de todo mundo e eu sabia que se ele fizesse isso eu não resistiria, queria Harry, desejava aquelas lábios carnudos com todas as minhas forças.
Dei graças a Deus quando decidimos subir. O vento no terraço soprava forte deixando-me arrepiada por baixo do cardigan.
- Toma aqui. - Harry tirou o moletom da jack wills e colocou sobre meus ombros.
- Harry, você precisa do moletom, ta frio. - Tirei de meus ombros.
- Tenho isso aqui. - Balançou a garrafa de uísque e deu um longo gole. Revirei os olhos e vesti seu moletom, que ficaram quase por meus joelhos.
- Você quer dar um volta depois da aula? - Perguntou sorrindo de lado.
- Acho que não devíamos. - Falei pensando no que poderia acontecer.
- Só amigos Vi, quero só conversar, te conhecer melhor. - Bebeu mais uísque.
- Você? Conversar? - Levantei as sobrancelhas.
- Vocês me subestimam, eu posso ficar ao seu lado e só conversar, mesmo querendo mais que isso. - Olhou sério para mim.
- Tudo bem, eu vou. - Cedi revirando os olhos.
- Acho que você merece um gole… - Riu estendendo-me a garrafa de uísque.
Senti tudo queimar dentro de mim e o cheiro forte ficar impregnado na minha boca. A sensação que ficou depois que ardência passou era ótima então dei mais alguns goles mas parei em seguida, queria ficar sóbria para o passeio com o novo Harry Styles.
O sinal bateu e deixamos Becca com Zayn. Avisei Sam que iria dar um volta com Harry e caminhamos na direção do carro. Perto da escola, havia um parque lindo, ar árvores altas balançando com o vento forte, os bancos de madeira pintados de com tinta branca e as flores que estavam fechadas.
- Então Harry Styles, o que faz além de ser o maior pegador de todos? - Puxei assunto enquanto afundava a mão no seu moletom que eu ainda vestia.
- Engraçadinha. - Mostrou a língua. - Mas eu tenho um banda.
- Banda é? - Adorava meninos que tocassem algum tipo de instrumento. - Você faz o que na banda?
- Sou vocalista. - Fez uma cara de convencido.
- Deve canta que é uma coisa de louco né? - Falei irônica rindo sozinha enquanto ele me olhava sério. - Ta, qual o nome?
- White Eskimo, é uma banda com uns meninos que moram lá no meu bairro que conheço desde criança. - Deu de ombros. - Gostei, queria assistir um ensaio, quanto tiver me leva? - Fiz bico.
- Claro que sim. - Apertou minhas bochechas. - Mas e você princesa, me conta sobre sua vida, não sei nada sobre você.
- Hm vejamos, Vitória Smith Sonenclar, 17, Canadá. - Apresentei-me. - Acabou de saber sobre a minha vida.
- A não é justo, pode falar mais! - Disse como uma criança.
- O que quer saber? - Perguntei olhando para os meus pés.
- Hm vejamos, qual sua comida preferida? - Muito criativo Styles.
- Sei lá, morango, amo morango. - Decidi por fim.
- Bom saber. - Fez uma cara engraçada como se estivesse pensando. - Como você sonha seu namorado?
- Sério mesmo? - Arqueei as sobrancelhas.
- Se você quer que eu mude… - Levantou os ombros.
- Eu quero que você mude Harry não que faça o que eu quero, apenas seja você só tirando a parte de que fica com todas. - Esclareci.
- Entendi. - Abaixou o rosto. - Mas me conta mesmo assim. - Insistiu.
- Bom, eu quero alguém que quando me beije, eu sinta meus pés fora do chão, que me faça rir, que diga que estou bonita mesmo quando estiver horrível, que não se importe com meu peso, que me ame do jeito que eu sou. Quero alguém que faça serenatas, traga morango com chocolates e buquê de flores sem precisar de uma data. - Sonhei. - Mas claro que estou descrevendo alguém de um filme.
- Você é exigente ein. - Ele riu passando a mão no cabelo e jogando-o para trás como fazia costantemente, eu amava isso.
- Tem que ser. - Fiz ar de superior.
- Lá no Canadá, você morava com sua mãe? - Perguntou mudando de assunto.
O assunto que eu mais temia, minha mãe. Desde que vim para Londres esse era meu medo que alguém perguntasse sobre ela e eu tivesse que contar: minha mãe morreu faz um mês por isso vim para cá, morar com meu pai. Um bolo se formou na minha garganta e não pude evitar que as lágrimas escorressem e os soluços subissem para minha boca enquanto todo meu corpo tremia.
- Vitória você tá bem? Eu disse algo errado? - Suas mãos seguraram meus ombros, sua voz desesperada.
- Não Harry, não é culpa sei. - Falei tentando controlar as lágrimas.
- Por que esse choro? Saudades? - Nossa Harry, por que você ficava repetindo essas coisas? As lágrimas começaram a descer rápido de novo. - Me conta o que ta acontecendo por favor!
- Minha mãe morreu Harry! - Gritei entre as lágrimas que caíam tentando tirar dentro de mim aquela dor recente e a saudade que aumentava a cada dia.
Ele não disse nada, apenas abraçou-me puxando para seu peito. Deitei a cabeça ali e chorei enquanto a camiseta dele absorvia todas as minhas lágrimas deixando-a encharcada. Uma de suas mãos alisavam meus cabelos enquanto a outra estava na minha cintura. Minhas mãos agarravam a camiseta dele enquanto tentava conter o tremor que corria pelo meu corpo.
- Vem cá. - Afastou-se um pouco, segurou minha mão e puxou-me para sentar em um banco. - Respira fundo. - Fiz o que ele disse. - Isso, mais um vez, fica calma. - Respirei fundo novamente com os olhos fechados sentindo os soluços passarem e o tremor passar. - Agora me conta devagar o que aconteceu.
- Tudo bem. - Respirei fundo novamente antes de continuar. - Estávamos indo até a farmácia de carro, então eu saltei para pegar o remédio e ela ficou. Deu um estrondo e corri para rua, quando vi um caminhão havia perdido o controle e esmagado o nosso carro. - Quando terminei de contar os soluços já estavam presentes de novo.
- E mais alguém sabe disso? - Harry ignorou meu estado.
- Só você. - Passei a mão no rosto e vi que meu rímel já estava por toda minha bochecha.
- Nem sua irmã, nem Becca? - Ele riu.
- Só você, por que ta rindo? - Perguntei furiosa.
- É que achei legal você falar para mim sendo que ninguém mais sabe. - Parecia feliz. - Olha aqui Vi, pensa que sua mãe ta em um lugar legal, protegendo você e ela ta feliz. Sua mãe não ia querer te ver triste, por isso põe um sorriso ai nesse seu rosto lindo, vamos lá.
- Aw Harry, obrigada! - Sorri abraçando ele sem pensar duas vezes.
Seus braços corresponderam ao abraço e ficaram a minha cintura por um bom tempo.
- Ta melhor linda? - Olhou bem nos meus olhos e colocou meu cabelo para trás da orelha.
- Sim. - Desviei meu olhar olhando para baixo. - Canta para mim Harry?
- Claro. - Sorriu sincero. - Deita aqui.
Apoiei minha cabeça em sua perna e encolhi as minhas para que coubessem no banco. Suas mãos deslizavam pelo meu cabelo enquanto cantava baixo Let Me Love You. Sua voz ecoava pelo meus ouvido causando-me arrepios, como se estivessem fios elétricos dentro de mim. Era uma sensação boa, ouvir a sua voz me deixou bem como qualquer outra coisa. Foi impossível não sorrir ao ouvir aquela melodia tão linda.

















