Chapter 16 - We're Falling In Love - Zayn's POV
- Vocês estão sendo chamados na diretoria. - Professor disse apontando para mim, Louis, Harry e Andrew que estava com o rosto todo deformado, mereceu.
Levantei devagar, arrastando meus pés pelo corredor atrás de Louis. Já havia me metido em confusões bem piores na antiga escola, pouco me preocupava ter socado a cara de um idiota qualquer. Sentei na poltrona da secretária e vi um Andrew com a cara inchada sentando-se ao meu lado. Minha mão formigou na vontade de socar o resto do rosto dele ainda intacto.
- O que vamos falar? - Perguntei baixo para Louis e Harry desviando minha atenção de ''Andy''.
- Não podemos expor o relacionamento de vocês. - Louis olhou para mim pensativo.
- Já pensei, apenas sigam minha linha de raciocínio. - Harry disse e concordamos
- A diretora está esperando. - Ouvimos uma voz atrás do balcão anunciar.
Andei lentamente atrás de Harry até a sala com a porta já aberta. Os olhos da diretora estavam baixos sobre algum documento mas nos encontraram assim que entramos na sala. Vimos sua boca se abrir quando encarou o rosto de Andrew.
- O que aconteceu? - Perguntou ainda perplexa.
- Esse otário ofendeu minha noiva, a princesa, a Senhora sabe quem é não sabe? A futura rainha… - Harry falava, a raiva escorrendo por seus olhos mas não por causa de Becca e sim devido a Vitória.
- Claro que sei Sr. Styles. - Afirmou. - Mas o que seria um xingamento tão forte a ponto de deformarem o rosto de Andrew? - Perguntou curiosa.
- Nada que possa valer a pena repetido. - Louis falou calmo sentando na poltrona e cruzando as pernas.
- Eu preciso saber o porquê da briga, é necessário que me falem. - Olhou séria para nós.
- Ele disse que queria usar Rebecca, se aproveitar dela com se ela fosse apenas um pedaço de lixo, que ele usaria e jogaria fora em seguida. - Falei aumentando o tom de voz, sentindo nojo daquele otário.
- Abaixe o tom quando falar comigo Sr. Malik. - Olhou furiosa. - E pelo que eu saiba você não devia ter nenhuma relação com a Srta. Tomlinson. - Disse desconfiada.
- Ele pode não namorá-la, mas ele ainda é amigo dela e de todos nós. - Louis mantinha sua voz calma, enquanto eu tentava não deixar minha raiva transparecer.
- Tudo bem senhores. - Disse por fim respirando fundo. - Os quatro suspensos, por cinco dias.
- Quatro? Mas eu sou a vítima! - Andrew falou com uma certa dificuldade devido ao extremo inchaço de seus lábios.
- Você tinha intenções de agir com má fé contra a Srta. Tomlinson, culpado também. - Rabiscou algo em sua agenda. - Estão dispensados, passem na sala para pegarem seus pertences e espero ver vocês aqui apenas daqui a uma semana.
Caminhei rápido até a sala, só queria sair dali logo, não aguentava mais respirar o mesmo ar que Andrew. Entramos na sala e todos nos encararam. Andei até minha carteira e demorei-me para guardar meus pertences. Becca olhava fixamente para mim, medo e preocupação transbordavam de seus lindos olhos. Queria abraçá-la e dizer que estava tudo bem.
- Eu te amo. - Sussurrei e botei a mochila nas costas.
- Te amo. - Falou mais baixo que eu.
Sorri e segui os outros garotos para fora da sala. Caminhamos em silêncio até o lado de fora do portão, onde fomos praticamente barrados.
- Tudo em pé para o poker dos garotos amanhã? - Louis disse animado esfregando uma mão na outra.
- Claro né cara, dependo disso para conquistar Vitória. - Harry sorriu.
- Como? - Perguntei já não entendendo mais nada.
- Harry vai tocar para ela amanhã. - Louis revirou os olhos, como se algo tão romântico o deixasse enjoado. - Te vejo lá Zayn?
- Não posso ir na sua casa lembra? - Levantei as sobrancelhas.
- Vou falar com a mamãe, mando sms, tchau meu amor. - Disse beijando a bochecha de Harry, viados. - Tchau Zayner.
- Zayner? Sério? - Fiz uma careta.
- Não gostou? Poxa, achei massa pra caramba. - Fingiu estar decepcionado.
- Não força cara. - Falei e rimos.
- Tchau babe. - Harry mandou beijou para Louis enquanto ria.
Ambos entraram cada um em carros diferentes e resolvi voltar para casa a pé, preparando-me psicologicamente para explicar aos meu pais e minhas irmãs porque havia sido suspenso. Bati a porta de casa e sentei no sofá jogando a cabeça para trás.
- Yasser? - Ouvi a mamãe da cozinha.
- Não, sou eu mãe! - Levantei caminhando até lá.
- O que faz em casa essa hora? - Parou de lavar os pratos e olhou séria para mim.
- Não te ligaram ainda? - Perguntei e ela fez que não com a cabeça. - Eu fui suspenso por cinco dias.
- ZAYN MALIK, O QUE VOCÊ FEZ? - Olhou com raiva para mim jogando a toalha de louça em mim.
- Calma. - Escorei-me na porta. - Eu e os garotos brigamos com um merda, ele ofendeu a Rebecca!
- E VOCÊ PRECISAVA BATER NELE? - Gritou com as mãos na cintura.
- Mãe eu não consegui segurar ele falava de Rebecca de um jeito estranho, como se quisesse abusar dela e me deu um nojo, eu não aguentei. - Desabei na cadeira do cozinha.
- Filho, ta tudo bem, mas o que ele falou de tão grave? - Sentou ao meu lado fazendo carinho em minha nuca.
- Ele disse que ela é gostosa e que só virou amigo dela para pegá-la mas quando ele falava o olhar dele era meio maníaco, psicótico e de alguma forma senti que ele podia machucar a minha princesinha, então perdi a razão. - Falei com a voz embargada ao lembrar da feição amedrontada tomando conta do rosto de Becca.
- Você gosta mesmo dela não gosta? - Perguntou sorrindo para mim.
- Eu a amo mãe. - Desabafei.
- Ahhh querido, é por isso que você anda tão distante. - Abraçou-me.
- Eu sei mãe, tudo que eu sei fazer é pensar nela, sonhar com ela, sentir o cheiro dela e desejá-la 24 horas do meu dia. - Falei pensando se aquilo era realmente possível.
- Filho, isso é normal na sua idade, é tudo mais intenso mas não deixe isso te fazer mal. - Alertou-me.
- Mas mãe, como um sentimento tão puro pode fazer mal? - Perguntei confuso. - Olha, fico arrepiado só de pensar nela. - Mostrei meu braço.
- Ok querido, mas acalma esse coração ai porque daqui a pouco seu pai chega da reunião do consulado, não vai gostar de saber que você foi suspenso. - Beijou minha testa e voltou para pia.
Deitei no sofá, ligando a televisão passando os canais sem nenhum ânimo, só conseguia pensar em Rebecca para variar. Estava pegando no sono quando meu celular vibrou no bolso do moletom despertando-me. Peguei-o no susto e vi as letras brilharem na tela: ei meu amor, estou preocupada, o que aconteceu? quando ver essa mensagem, responda o mais rápido que puder. te amo! xx sua princesa
Um sorriso iluminou meu rosto quando li as últimas palavras: ''sua princesa''. Nada iria mudar isso, ela era minha para sempre, a minha pequena, minha princesa, minha rainha. Digitei um texto bastante grande explicando tudo que havia acontecido tentando acalmá-la de alguma formas mas achei difícil já que provavelmente ficaríamos pouco mais de cinco dias sem nos ver.
Ouvi o motor do carro morrer na garagem, meu pai havia chego. Endireite-me no sofá já esperando pela bronca.
- Zayn, que história é essa de ser suspenso? - Soltou a pasta em cima de mesa afrouxando a gravata.
Contei toda a história novamente, acrescentando alguns fatos para aliviar minha barra. Por incrível que pareça, não alterou o tom de voz e nem se quer deu bronca, apenas pediu para que eu não perdesse o controle novamente. Minhas irmãs chegaram atacadas da escola falando sofre a festa de Doniya, elas podiam mudar um pouco de assuntou ou era difícil?
- Zayn? - Safaa disse sentando ao meu lado no sofá, os olhos daquele jeito pidão.
- Oi pequena. - Sorri terno para ela.
- Entrega isso para Becca? A gente queria que ela viesse. - Pediu fazendo bico. - Claro meu anjo. - Peguei o convite com carinho de sua mão.
- Você acha que ela vem? - Os olhos brilhavam.
- Acho que sim. - Falei esperançoso.
- UMA PRINCESA DE VERDADE NA FESTA DA DONIYA! - Disse animada batendo palmas. - Obrigada Zayn.
Apena beijei sua testa e mamãe nos chamou para almoçar.
Louis' POV
Era sempre bom ser suspenso, adorava chegar cedo em casa. Meus pais me esperavam ao pé da escada, apenas joguei a mochila no chão e apoiei as mãos na cintura.
- Vamos, podem falar. - Dei de ombros.
- Louis Tomlinson, você sabe que tem uma imagem a manter, não pode sair por ai distribuindo socos em seu colega meu filho, cade seus modos? - Mamãe disse irritada.
- Desculpa mãe mas ele ofendeu Rebecca e Vitória. - Contei.
Depois disso ela falou por mais alguns minutos e fiquei viajando, até bocejei uma vez ou outra.
- Terminou? - Tanto eu quanto papai já estávamos cheios do sermão que ela me dava.
- Sim, Louis, terminei. - Falou por fim.
- Ótimo, os meninos estarão aqui amanhã por volta das sete. - Juntei minha mochila. - E Zayn virá.
- Não quero esse garoto aqui! - Disse, os olhos se arregalando de raiva.
- Ele vai estar aqui sim. Mesmo você não querendo que ele seja namorado de Becca, ele ainda é nosso amigo. - Rebati.
- Querida, Louis está certo, além do mais ele não fez nada de errado. - Por isso que eu te amo pai, pensei. - E vou adorar jogar poker amanhã filho.
- Opa, ai sim! - Abracei papai e depois subi para dormir um pouco, ou talvez muito.
- Vai Louis, acorda. - Rebecca me balançava.
- Que foi? - Falei com a voz sonolenta botando a cabeça embaixo do travesseiro.
- Eu quero falar com você poxa. - Sentou na beirada da minha cama.
- Fala. - Sentei de frente para ela passando a mão no cabelo jogando-o para trás.
- O que aconteceu? - Perguntou cruzando as pernas.
- Fomos suspensos, 5 dias. - Contei dando de ombros.
- Ah não, 5 dias sem ver o Zayn! - Falou tristonha. - Eu já to com saudades.
- Ta brincando né? - Olhei para ela erguendo as sobrancelhas.
- To não. - Fez uma cara foto, vontade de esmagar essa minha irmã.
- Meu Deus como é possível. - Falei sozinho. - Não se preocupe, amanhã ele virá aqui.
- O QUE? COMO ASSIM? - Arregalou os olhos azuis, um sorriso aparecendo no rosto.
- Sim, ele vem para noite do poker. - Contei e o sorriso dela só aumentava.
- Ai meu Deus, não acredito! - Jogou-se em cima de mim. - Eu te amo Louis, obrigada!!!!!!!!!!!!
- Ta ta, mas ele vem para o poker não para ficar de namorico. - Falei enquanto ela me abraçava e beijava meu rosto.
- Poxa Louis. - Fez bico.
- To brincando pequena. - Abracei-a. - Te amo ok?
- Eu te amo tanto! - Falou aconchegando a cabeça em meu peito, acabamos que por dormir em poucos minutos.
Harry's POV
Meus dedos já estavam rachados, fazia horas que eu dedilhava as notas no violão de Niall, ensaiando a música que eu cantaria para Vitória. Passava um pouco das sete da noite quando resolvi começar a me arrumar para ir até o castelo. Liguei o chuveiro no mais gelado possível, precisava acordar. Meu nervosismo só aumentava. Será que eu conseguiria cantar? Talvez a letra que eu sabia de trás para frente fugisse da minha boca e eu ficasse mudo ou até esquecesse por alguns segundos as notas que deveriam ser tocadas. Muitas eram as possibilidades, tudo podia acontecer, mas a pior de todas vinha me assombrando fazia uns dias. E se ela detestasse? Se ela falasse não? Eu não seria capaz de suportar isso.
Sai do banho com os dedos enrugados. Procurei uma roupa no armário mas nenhum seria boa o suficiente. Acabei escolhendo a minha camiseta do Ramones para dar sorte, uma calça jeans qualquer e o all star branco para finalizar. Borrifei meio frasco de perfume e arrumei o cabelo em seguida. Joguei o violão sobre os ombros enquanto procurava a chave do carro na mochila. Precisava arrumar aquilo, parecia que um furacão havia passado dentro de minha mochila, pensei depois de cinco minutos procurando a chave.
Enquanto segurava o volante, sentia minhas mãos tremiam e fui obrigado a respirar fundo repetidas vezes para me conter. Cheguei no castelo depois de muito esforço, deixando o carro bem na porta principal. Peguei o celular digitando rapidamente algo para Louis:
''Posso entrar com o violão? Vitória está lá em cima? xx''
''Pode vir, ela está dormindo no quarto da Becca xx''
Respondeu no mesmo segundo então tratei de sair logo do carro para não ser pego. Subi as escadas vacilante, tropeçando em alguns degraus até chegar ao saguão.
- Ei cara! - Louis correu até mim.
- Oi babe. - Falei enquanto subíamos para seu quarto.
- Cara, você ta legal? Ta muito pálido. - Perguntou parecendo preocupado.
- Eu estou muito nervoso, nunca me senti isso. - Disse mostrando a ele minha mão ainda trêmula.
- Meu Deus! Fica calmo cara, é só mais uma garota. - Louis fechou a porta atrás de si.
- Ela não é só mais uma garota babe, ela é a Vitória. A garota que acelera meu coração, me tira do sério, faz eu ficar acordado a noite inteira pensando em seu sorriso e quando adormeço, ainda consigo vê-la. É ela que arranca o sorriso do meu rosto só com o som de sua voz e você já viu aqueles olhos? - Falei sentindo meu coração acelerar como de costume e minha boca se curvar em um sorriso.
- Você ta doente Harry, é sério? - Louis disse botando a mão na minha testa para checar temperatura.
- Para cara, eu to bem, é só paixão ou será amor? - Falei pensativo.
- QUERO MEU MELHOR AMIGO DE VOLTA! - Sacudiu meus ombros.
- Eu ainda to aqui babe. - Beijei sua bochecha.
Ouvimos duas batidas na porta e Spencer entrou.
- Senhor, seus amigos já o esperam lá embaixo. - Avisou e fez uma referência.
- Obrigada Spencer, estamos descendo. - Louis disse e deixei o violão com cuidado em cima da cama.
Encontramos Liam, Niall e Zayn conversando descontraídos.
- Ei cara, preparado? - Liam sorriu dando-me um tapinha nas costas.
- Nem um pouco. - Olhei para ele desesperado.
- Fica calmo Harry, vai dar tudo certo. - Zayn incentivou.
- É fácil você falar, já conseguiu a princesa. - Falei nervoso.
- Ok né. - Ele deu de ombros. - Falando na Becca…
- Mais tarde cara, agora é hora da pizza e depois poker. - Louis cortou Zayn puxando-nos para sala de jantar.
Formas de pizza estavam distribuídas por toda a mesa, nunca vi tanta variedade de sabores. Sentei de frente para Louis, ao lado do rei que sempre participava da nossa noite para homens. Uma pedaço de quatro queijo foi colocado em meu prato. Segurei os talheres e bati um no outro devido as minhas mãos trêmulas.
- Harry, está tudo bem? - O pai de Louis perguntou e todos olharam para mim.
- Claro, eu to ótimo. - Falei nervoso soltando os talheres e colocando as mãos para baixo da mesa.
- Certeza? - Zayn perguntou e apenas afirmei com a cabeça perdendo totalmente a fome sentindo meu estômago revirar.
Depois de longos minutos, enquanto os meninos saboreavam as pizzas, tentei manter foco na conversa masculina como o jogo polêmico de futebol ao qual tínhamos ido essa semana, mas em um segundo que eu estava voltando a pensar em Vitória e como seria bom ter seus lábios nos meus novamente.
A toalha de mesa foi trocada e as mãos de Louis distribuíam com habilidade as cartas para cada um de nós. Peguei as minhas tentando focalizar os números, avistei lá o número nove então lembrei que foi exatamente nesse dia que vi Vitória pela primeira vez. Ótimo, nem poker, o jogo que eu melhor me saia, eu conseguiria jogar.
- Harry, é a sua vez! - Louis estalou os dedos na minha frente.
- An? O que? Ah, ok. - Falei jogando qualquer carta que fez com que Niall ganhasse. - AE!!!!!! - Disse pegando todas as fichas para si.
- Meninos, vou me retirar, aproveitem. - Pai de Louis disse deixando a cabeceira da mesa.
- Chegou a hora Harry. - Niall fez o favor de me lembrar.
- Fudeu. - Fui a única coisa que consegui falar enquanto minhas mãos trêmulas tiravam o celular do bolso digitando uma mensagem para Becca:
''Diz para Sam descer e para Vitória ir para o quarto, chegou a hora.''
'' OMFG hahah Vitória já foi para o quarto faz tempo, Sam está descendo. Boa sorte noivinho xx''
Ri ao ler a mensagem e tive certeza que poderia subir quando Sam desceu as escadas em segundos pulando no colo de Liam. As bocas dos dois logo se uniram formando uma só. Queria fazer isso com a Vitória logo. Levantei da cadeira com as pernas procurando equilíbrio para manter meu corpo erguido.
- Boa sorte babe. - Louis mandou beijo e os meninos desejaram o mesmo.
Subi um degrau de cada vez, respirando fundo a cada passada tentando achar um ritmo entre a respiração pesada e as batidas mais que aceleradas de meu coração. Entrei no quarto do Louis, pegando com carinho o violão em cima da cama.
A porta do quarto de Vitória estava bem a minha frente. Respirei fundo repetidas vezes e dei leves socos esperando que ela atendesse.
- Harry, posso entrar? - Girei a maçaneta colocando minha cabeça dentro do quarto.
- Harry? Oi, ã, pode entrar claro. - Disse surpresa sentando-se na cama.
Ela nunca esteve tão linda. Os olhos caindo de sono, o cabelo preso em um rabo de cabelo bagunçado, o pijama curto cobrindo pequenas parte do corpo e os lábios rosas mostravam um fraco mas sincero sorriso.
- O que está fazendo aqui? - Perguntou confusa olhando para o violão em minhas mãos.
- Bom, você me disse que sempre sonhou com alguém que faça serenatas, como não posso fazer isso, resolvi cantar um pouco para você aqui no seu quarto, espero que não se importe. - Sentei na beirada de sua cama.
- Ai meu Deus. - Foi só o que ela disse antes que eu começasse a dedilhar as primeiras notas de Kiss Me.
Nossos olhos estavam fixos um nos outros. Meus dedos dançam pelas cordas do violão sem esforço algum, tão automático quanto as palavras que saíam de minha boca. Algumas lágrimas começaram a escorrer pelas bochechas rosadas de Vitória enquanto um sorriso mal cabia em seu rosto. Ver aquela maravilhosa curva, fez eu perder o fôlego entre uma frase e outra. Minhas mãos pararam de tremer assim como as minhas pernas, parecia que aquilo havia virado algo natural. A letra da música corria pela minha mente de trás para frente, de um lado para o outro, como se aquilo fizesse parte de mim. Enquanto a música chegava ao fim, as lágrimas e o sorriso de Vitória só aumentavam.
- This feels like falling in love, falling in love, we're falling in love. - Cantei a última frase e soltei o violão no chão.
Ficamos um tempo nos encarando, sem trocar uma palavra, até achei que havíamos parado de respirar. Vitória nem piscava quando decidiu quebrar o silêncio.
- Me beija Harry. - Disse, a voz confiante.
Ela não precisou pedir duas vezes. Abracei sua cintura puxando-a para perto de mim. Sem nenhuma cerimônia, encostei finalmente, meus lábios naquela boca rosada e carnuda que eu estava desejando a tanto tempo. Suas mãos aninharam-se em meus cachos. Minhas mãos estavam firmes em sua cintura, não queria soltá-la nunca mais. Sua boca parecia fazer parte de mim e era como se tivesse sido moldada como um quebra cabeça, para se encaixar perfeitamente em mim. Sua língua se enroscou na minha quando ela juntou mais seu corpo no meu deixando-me logo. Afastamo-nos ofegantes, colando nossas testas.
- We're falling in love. - Repetiu com um sorriso sapeca no rosto.
- Errado, nós já estamos apaixonados. - Disse não demorando para beijá-la novamente.
Vitória's POV
Os dedos de Harry começaram a dedilhar pelo violão, deixando-me extasiada. Seus olhos fixaram-se nos meus e sua boca abriu-se deixando que as primeiras palavras ecoassem pelo quarto. Meu coração parou quando o som de sua voz chegou até meus ouvidos. Nunca havia escutado algo tão belo. Sua voz soava rouca e sexy assim como ele. Cada palavra parecia abraçar-me, como se aquilo fosse tudo que eu precisava. Não consegui seguras as lágrimas que transbordavam de meus olhos e um sorriso se formou em meu rosto. Harry Styles estava no MEU quarto, tocando violão para MIM. Era bom demais para ser verdade, cheguei a me beliscar disfarçadamente para ver se era verdade e não é que era mesmo? Seus olhos verdes nem piscavam, deixando-me cada vez mais fora de mim. Eu senti-me flutuando em uma nuvem alta, onde o oxigênio não existia. A vontade de tocá-lo e devorar aquela boca era tão grande que parecia sair de mim.
- This feels like falling in love, falling in love, we're falling in love. - Cantou a última frase soltando o violão.
Ficamos em silêncio, eu não conseguiu esboçar uma reação, não sabia o que devia falar ou o que fazer. Pudesse eu ficar ali olhando para aqueles olhos verdes para sempre, mas era necessário que algo fosse feito, então falei a primeira coisa que veio-me a cabeça.
- Me beija Harry. - Quase implorei com a voz firme.
Seus braços fortes a abraçaram minha cintura e meu corpo encontrou o dele. Sem delongas, sua boca checou-se na minha e senti meu estômago desencaixar de meu corpo. Minhas pernas que antes tremiam agora amoleceram, não conseguia mais senti-lá. Sua boca beijava-me de forma carinhosa mas com muito urgência. Minha mãe agarrou forte seus cachos. Suas mãos enormes fecharam-se com mais força em minha cintura de uma forma um tanto grosseira mas eu gostei. Gostava de qualquer toque dele em meu corpo, qualquer contato. Seus lábios tão deliciosos, eu queria conhecer cada extremidade daquela boca apenas em um beijo. Nossas bocas foram diminuindo o ritmo conforme sua mão se afrouxava de minha cintura. Nos separamos e encostei minha testa na dele abraçando seus pescoço.
- We're falling in love. - Repeti sorrindo que nem boba para ele.
- Errado, nós já estamos apaixonados. - Disse sem demorar para beijar-me novamente.










