É uma boa pergunta: e agora, José? Mais um ano passou e os votos não se realizaram. E agora, José? O ano acabou e o que veio de bom escorreu com as lágrimas. E agora, José? O ano voou e a ansiedade bateu como o coração acelerado de viver. E agora, José? O ano virou e eu não sei mais o que fazer. E agora, José? O ano terminou e a solidão começou. Forte. Martelando. Desamparada. E agora, José? Como resolve? O ano acabou mas o mundo não parou. O tempo acelerou. O relógio se esgotou. E agora, José? Para onde foi todo mundo? A gratidão se estilhaçou. A confiança se quebrou. A expectativa evaporou. E agora, José? Como não enlouquecer? A tranquilidade se espatifou. O coração sangrou. A insegurança se vangloriou. E agora, José? O que tem pra não perder? Pensando bem, a família ligou. A amizade ficou. A boa saúde se confirmou. E agora, José? O que tem pra buscar? A calma gritou. A força chamou. A resiliência berrou. E agora, José? O ano acabou, o outro começou. E agora, José?