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BT25 - 1. Grow / Sannie's Jack / Scrog / Mars II 700W LED ...
BT25 – 1. Grow / Sannie’s Jack / Scrog / Mars II 700W LED (310W echte Leistung) Dieses Thema im Forum „Kulturberichte (Kunstlicht)“ wurde erstellt von … (nur registrierte User sehen den Link, login oder registriere dich)
BT25 – 1. Grow / Sannie’s Jack / Scrog / Mars II 700W LED … was originally published on ask grower.ch
Picked up a 1978 Ampeg B25-B 215 bass cab to go with my '71 BT-25 head.
Breathless | Capitulo 25 | I always back for you
Julie estava sentada nos degraus da varanda observando a casa à sua frente. Lembrava-se perfeitamente de muitos momentos felizes que passara ali com sua família. Pai e mãe. Lembrava-se dos almoços em família, de brincar com Justin correndo em volta da casa, de subir nas arvores. Lembrava-se das inúmeras vezes que via seus pais discutirem por motivos bobos e que, no final de todas as brigas, seu pai vencia a marra de sua mãe com um beijo e a mesma ficava sorrindo por horas.
Foi assistindo seus pais que a garota decidiu que queria encontrar um amor verdadeiro. Queria entender o que era aquilo que todos os inúmeros filmes de romances diziam, o que eram as tais borboletas no estômago. Queria entender o que era se apaixonar. E agora que ela sabia o que realmente era amar alguém e ser amada, a vida estava levando tal pessoa para longe.
Aquilo não era justo. Não mesmo.
Justin não deveria ser obrigado a desistir de seu sonho, nem deveria ser obrigado a ficar longe dela.
A garota se perguntava sobre o que seus pais fariam a respeito disso se ainda estivessem vivos. Talvez a proibissem também de seguir aquilo que sempre quis?
Não, eles não fariam aquilo.
Pelo contrario, fariam de tudo para que a filha realizasse seus sonhos. Até se mudariam com ela para Nova Iorque se fosse preciso. Venderiam a casa, carro... Deixariam tudo para trás sem olhar para trás se isso fosse fazê-la feliz.
O ultimo pensamento deu um estalo na mente de Julie e a garota sorriu para si mesma. Como não tinha pensado nisso antes?
Entrou dentro da casa parecendo um furacão, assustando Pattie que estava sentada no sofá e Justin, que descia as escadas com uma cara de sono tão fofa que Julie quase quis apertar suas bochechas. Talvez se não estivesse tão eufórica com a ideia que havia acabado de ter.
- Céus! Julie, o que aconteceu? – Pattie perguntou.
- Tia, eu tive uma ideia maravilhosa. – Começou, sentando-se ao seu lado. – Não sei se você vai concordar, mas...
Deixou a frase no ar enquanto Pattie tentava entender sobre o que a garota estava falando.
- Você pode explicar melhor, por favor?
- O que você acha, de eu vender a casa dos meus pais e comprar um apartamento em Nova Iorque? Quer dizer, eu não tinha pensado ainda em como vou viver lá, e poxa a casa está ai à tanto tempo vazia.
- Julie...
- Não, é sério, preste atenção: Com o dinheiro da casa eu poderia viver muito melhor lá. Daria para comprar um apartamento e ainda sobraria um pouco. Talvez eu compre um carro, porque não dá pra morar em Nova Iorque e não ter um carro. Ou eu poderia guardar o dinheiro e usar um pouco a cada mês, porque não sei como vai ser viver só da pensão que eu ainda recebo do governo. O que você acha tia?
Pattie suspirou.
- Só quero saber se você tem certeza disso. Você sempre disse que queria deixar aquela casa da mesma forma que sua mãe deixou. Não quis nem tirar os móveis de lá para que não perdesse o pouco de sua mãe que você ainda tinha. Se você tiver certeza disso, eu não posso impedi-la querida. A decisão final é sua.
Julie mordeu o lábio inferior e encarou Justin que estava escorado no corrimão da escada. O garoto sorriu, fazendo-a sorrir também e soltar o ar que nem sabia que estava prendendo.
- É isso que eu quero. Tenho certeza.
Pattie concordou com a cabeça.
- Se é assim que quer, assim vai ser. – Sorriu.
***
Justin não agüentava mais ouvir a palavra “casamento” dentro daquela casa.
Fazia horas que Julie e Pattie estavam sentadas no chão da sala com inúmeras revistas de bolos decorados e vestidos. Vestidos de noivas, de madrinhas, damas de honra e convidadas. Além das outras revistas com ternos para o noivo, padrinhos e convidados. E ele nem sabia que havia diferença entre nenhum deles.
Quando o tédio tomou conta do seu ser, ele decidiu sair. Ligou para Ryan e o garoto combinou de se encontrarem.
- Mãe? Amor? – Pattie e Julie ergueram os olhares para ele que estava parado na porta. – Estou saindo, ok?
- Aonde você vai? – Julie perguntou, com uma pontinha de ciúmes em sua voz.
- Vou me encontrar com o Ryan. Não volto tarde, prometo.
Julie assentiu e soprou um beijo para ele, que sorriu e passou pela porta fechando-a atrás de si.
Caminhou calmamente pelas ruas até chegar ao Starbucks mais próximo, onde Ryan já o esperava sentado em uma das mesas ao fundo do estabelecimento. Andou até ele e o cumprimentou com um toque de mãos.
- Eai, bro.
- Fala, Butler. – Justin se sentou do lado oposto da pequena mesa. – Obrigada por vir.
- Imagina. Você chamou, aqui estou eu. Sempre as ordens.
Ambos riram e o garçom logo chegou para anotar os pedidos, saindo em seguida.
- E então, como você está? – Justin perguntou.
- Estou ótimo, tudo as mil maravilhas com a Mel, se é que me entende.
- Você não presta mesmo Ryan Butler. - Justin riu balançando a cabeça negativamente.
- Nunca prestei. Mas e você?
- Estou péssimo.
Ryan ficou sério e o encarou.
- O que aconteceu?
- Meu pai aconteceu. – Justin respirou fundo antes de continuar. – Ele quer que eu vá morar com ele no Canadá.
- O que? Por que? – Ryan perguntou, perdido.
- Segundo as explicações da minha mãe, ele quer que eu vá pra lá, ai ele paga a minha faculdade e eu cuido da empresa dele. É fácil não? Engravida minha mãe, deixa tudo pra trás, faz uma nova vida, ganha dinheiro, nunca vem atrás de mim, e só me procura quando convém a ele.
- Mas eu pensei que você fosse pra Nova Iorque com a Ju.
- Pois é. Eu também pensei.
Justin fixou seu olhar em um ponto distante e só acordou quando o garçom apareceu novamente, deixando seus cappuccinos e se distanciando logo depois. Justin tomou um gole da bebida quente.
- O que você vai fazer?
- Eu sinceramente não sei. Eu não quero ficar longe da Julie ou da minha mãe, mas também não quero ficar longe das crianças. Jazzy e o Jaxon agora são parte de mim também, não posso me distanciar deles assim. Tenho certeza que se minha mãe pudesse ia para aonde eu estivesse. Se eu fosse com a Julie para Nova Iorque tenho certeza que ela iria morar lá também. Mas se eu for pro Canadá ela não vai poder ir comigo, primeiro porque a Julie vai ficar aqui e segundo porque ela vai se casar e o Ian não pode sair dos Estados Unidos. Eu não tenho ideia do que fazer. Eu queria tanto ir pra Nova Iorque com a Julie, mas eu tenho um pai que vai ficar na minha cola até eu aceitar a proposta dele.
- Eu acho que você deveria dar uma chance pra ele. – Ryan falou sem pensar, mas não se arrependeu.
- Pra quem?
- Pro teu pai. Eu to aqui pensando, mas eu não consigo enxergar maldade nele. Quer dizer, pode até ser que ele tenha vindo atrás de você só por interesse, mas eu me lembro muito bem de você me contar que ele tinha acabado de perder a esposa e se arrependeu de ter te deixado...
- Ah não Ryan, você não vai cair nessa, vai?
- Justin, para e me escuta. O que você tem a perder? Nada. Você não tem nada que te prenda nessa cidade. A Julie vai estudar dança em Nova Iorque, sua mãe vai se casar e vai morar sabe Deus aonde... Mas e você irmão? Você não se decidiu ainda. Se ir pra Juilliard está completamente fora de cogitação pra você, vai pro Canadá. Pelo menos você vai aprender alguma coisa, e não vai ficar longe das crianças. Se ficar ai sentado vai se arrepender muito de ter deixado as oportunidades passarem. Agora, se não der certo, se você não gostar, ai você senta e conversa civilizadamente com teu pai. Ele vai entender. Mas pelo menos dá uma chance pra ele.
Justin ficou sem palavras diante de tal declaração.
- Eu tenho certeza que tudo vai melhorar depois, Bieber. Pelo menos tenta.
O garoto assentiu.
- Ok. Eu posso tentar.
Ryan sorriu satisfeito com o melhor amigo.
***
Julie folheava as revistas na intenção de achar o vestido perfeito para Pattie, enquanto a mesma revisava a lista de convidados no tablet pela milésima vez nos últimos dez minutos.
- Porque eu sinto que estou esquecendo alguém? – Pattie perguntou para si mesma.
- Por que você está nervosa.
Julie pegou o tablet de suas mãos, salvou a lista e travou a tela do mesmo, colocando-o em cima da mesa de centro.
- Relaxa, ok? Vai dar tudo certo.
- Não tem como relaxar, Julie Ann. O casamento está marcado pra daqui um mês e meio e eu não organizei nem a metade.
- Fica calma. Eu vou te ajudar com tudo. Vamos revisar algumas coisas ok?
- Ok.
- A cerimônia e a recepção serão na casa do Ian certo?
- Certo. A escolha foi minha. Eu queria uma coisa mais simples, mas não nem nada de simples naquela mansão que ele mora então...
Julie riu.
- Então já temos o local. Amanhã a noite o pessoal do Buffet vai à casa do Ian para que vocês experimentem algumas coisas e montem o cardápio da recepção.
- Ok.
- Ian já falou com o padre e marcou a data. Mas ele quer conversar com vocês antes.
- Vou falar com ele para marcar para a semana que vem.
- Certo. Amanhã nós vamos ver seu vestido e o meu, e acho que o Justin tem que ir junto.
- O que tem eu? – Justin surgiu na sala.
- Amanhã você vai ver o seu terno para o casamento, Justin. – Pattie respondeu.
O garoto se sentou perto de Julie e passou um braço em sua cintura, e encaixou o queixo em seu ombro.
- Eu fui e voltei e vocês ainda estão falando sobre o casamento.
Justin revirou os olhos e recebeu um tapa da namorada.
- Pois é e eu já não aguento mais. A gente continua amanhã, Julie?
- Claro tia. – Sorriu.
- Ok. Boa noite crianças.
- Boa noite. – Responderam em coro e ficaram observando até que ela sumiu no topo da escada.
Justin beijou levemente o ombro nu da garota. Julie virou-se para olhar em seus olhos.
- Eu preciso te falar uma coisa. – Justin sussurrou.
- Fala.
- Eu decidi que... Que eu vou pro Canadá com meu pai.
Julie soltou um suspiro.
- É isso que você quer?
- É isso que eu tenho que fazer.
- Não, você não tem que fazer isso.
Justin fechou os olhos e assentiu levemente. Quando os abriu, encontrou os olhos de Julie marejados.
- Ryan me disse para dar uma chance a ele. O que de certa forma é o que eu preciso fazer.
- Mas Justin...
- Se eu for pra Nova Iorque ele vai ficar no meu pé e eu não vou conseguir viver em paz.
Julie fungou e algumas lágrimas desceram por seu rosto. Mesmo com a dor em seu peito, ela assentiu, concordando com aquilo.
- Tudo bem. Se você acha que é o certo a fazer.
Justin secou suas lágrimas com a ponta dos dedos e depois a beijou.
- Mas você tem que prometer uma coisa.
- Faço qualquer coisa por você.
Julie sorriu com as bochechas coradas, mas logo ficou séria novamente.
- Promete que vai voltar pra mim? – Sussurrou.
Justin mordeu os lábios e soltou um riso fraco. Segurou seu rosto e olhou em seus olhos antes de sussurrar:
- Eu sempre volto pra você.