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C6: EU PRESTO ATENÇÃO EM TUDO QUE VOCÊ DIZ MATTHEW. (Parte 2)
O dia amanheceu. Raios de luzes saindo a beira da janela contra a cortina pousaram sobre minha cama. Um barulho devastador invadiu meu quarto. Era da porta e com umas pegadas fortemente estrondosas vieram em minha direção. Estava correndo e efetivamente se jogou contra minha cama me fazendo pular para cima. Me viro assustado para visualizar quem estava em meu quarto. Era Vivien, estava empolgada, com um sorriso de orelha á orelha e apertada os dedos uns nos outros como se quisesse quebra-los, ainda estava com a mesma roupa da noite passada, parecia que ao acordar veio direto para o meu quarto. – Como foi? – pergunta. – Como foi o que? – respondo meio sonolento. – A saída? O carinha? Anda quero saber de tudo. – Ah… Hum… Bom, a gente saiu da festa, fomos a uma cafeteria e conversamos, depois ele me trouxe pra casa, encontrei você jogada no sofá, te cobri e vim dormir. – Só isso? Apenas isso? E o beijo? A pegada? O finalmente? – pergunta indignada. – Calma aí querida. Eu não vou sair beijando um homem que conheci nem tem vinte quatro horas. Muito menos transar com ele. Se bem que quase aconteceu um beijo. – O que?! – Vivien se levanta da cama sorrindo e me encara diante de mim. – Não acredito que você não deixou aquele homem gostoso beijar seus lábios. – Não, não deixei e não deixaria até que eu conhecesse ele exatamente bem. Agora se me der licença eu preciso me trocar, tenho umas coisas para fazer. – O café está na mesa, babaca. Não demore. Vou tomar um banho. – Vai mesmo que o cheiro não está tão agradável assim. Vivien agarra o travesseiro da cama. Joga no meu rosto enquanto aponta o dedo do meio em minha direção. – Babaca – sussurra. – Também te amo. – grito enquanto Vivien vai saindo do quarto. Hoje era o grande dia, eu iria conhecer meu primeiro cliente. Estava um pouco nervoso. Quem diria Srto. Russell o garoto que nunca fazia nada errado, o “certinho”, está se submetendo a servir homens de porte grande, luxuoso, a base de uma boa vida. Reage Matthew, agora não é hora de andar para trás, pense na sua vida daqui em diante, é o que você realmente precisará pra ser feliz. Faço minha rotina de sempre, escovo meus dentes, tomo banho e me arrumo. Vestir meu suéter listrado de cinza com preto, minha calça de sarja azul escura e meu sapatenis preto e fui até a cozinha. Vivien me olhar com admiração e surpresa enquanto levava sua xícara de café até a pia. – Fiquei até sem palavras com essa arrumação toda. – Não vou tomar café hoje tá? Preciso ir o mais rápido possível e volto o mais rápido possível. Tudo bem? – Matt, se eu te conheço bem você tá aprontando alguma coisa e antes você costumava me contar tudo. Suspiro e ajeito a borda do meu suéter. Vivien está com suas mãos apoiadas na cadeira e em encarava com desgosto. – Sim, costumava te contar tudo, mas perdi o interesse desde que você começou a sair com o Casey e não me contou. – Ah, então é assim? Pagar na mesma moeda? Tem alguma coisa mais que queira jogar na minha cara? Olha Matt... Interrompo-a. – Casey? Sério Vivien? Você costumava ser mais gostosa e pegar homens mais atraente. O Casey não é boa pessoa e eu não me sinto bem sabendo que você está andando com esse maluco por aí. Ele agrediu a ex namorada dele Vivien... Ela me interrompe. – Ele mudou certo? Ele me disso isso, ele parou com isso. Eu acredito nele e você precisa acreditar em mim Matthew. – Eu acredito em você, só que não acredito nele. Escuta, estou atrasado agora, vou pegar seu carro beleza? Deixa que eu coloco gasolina. A campainha toca. Me aproximo para abrir a porta, era o Casey. Olho para Vivien com raiva e no mesmo instante volto a encarar o Casey. – Bom dia Casey. – Bom dia Matt, não é? – pergunta com uma cara de duvida. – Sim, Matthew. Pra você é Matthew. – MATT! – Vivien grita do fundo. – Ah, foda-se. Tenho que ir. Tchau meu amor e tchau pra você, Casey. Pego a chave da Mercedes da Vivien que estava pendurada no cabide de guardar chaves ao lado da porta. Saio pela porta e dou um empurrão no ombro de Casey, normalmente queria provoca-lo, pude sentir que ele reconheceu a provocação e sussurrou baixo “Idiota”. Caminho em direção ao elevador com um sorriso no rosto.