Acabei de chegar da rua com a duna, com uma vontade louca de escrever este texto. Preciso de expressar os sentimentos que tenho ca dentro, e não o posso fazer com ninguem..
Sinto a tua falta. Não me sais do pensamento. Recordo os nossos momentos, recordo o teu riso, recordo o quão aconchegada me fazias sentir, recordo os nosso beijos apaixonados, aquele nosso beijo no cinema. Aquele beijo no cinema. Aquele beijo, parecia que estava noutro mundo. Parecia que tudo á minha volta tinha desaparecido. Mas depois lembro-me que esse beijo ja aconteceu á tanto tempo, e que depois desse beijo passou-se tanta coisa....
Tantas vezes que dou por mim no transito a comentar carros como se estivesses ao meu lado. Ou quando ouço uma musica na radio e me lembro que me envias-te e dou por mim a ouvir-te a dizer “eu descobri essa musica primeiro! Como é possivel ja passar na radio?” Qualquer coisa do genero... Aquelas tuas expressoes que, sem tu saberes, deixavam me com um sorriso na cara por te conhecer tão bem.
Ando com uma vontade enorme de ir a Cascais passear, mas tenho medo. Medo que me volte tudo á cabeça e cai na tentação de falar contigo...
Mas quando essa tentação me vem á cabeça, vem me outras imagens á cabeça. Como a ultima mensagem que recebi tua. Lembro-me o quão intolerante eras comigo e as coisas que me disseste. Sem saberes de nada disseste-me aquilo. Eu já não aguentava estar na nossa relação. Estava me a sentir mais sufocada do que nunca. Porque, uma pessoa, dizia te tudo, fazia tudo para te deixar feliz, para te fazer parte da minha vida, e não recebi nada em troca. Não sei como foste capaz de deixar-me á escura tantas horas, até as 5h da manhã e esperar que no final ficasse tudo bem entre nós. Depois de tudo o que falamos, como foste capaz de acabar assim connosco? Como foste capaz de me fazer tal coisa? Continuo sem perceber. E para mim, o pior de tudo foi mesmo culpares-me disso. Como se eu tivesse culpa! Tantas vezes me deixas te responder porque querias e eu continuava a falar para o nada... Tenho mesmo pena que isto tudo tenha acontecido. Nao queria que nos afastássemos mas eu nao aguentava mais, nao aguentava ser a unica a remar. Tu não tens a minima noçao como eu estava essa semana... tu nao sabes, mas nessa semana eu sai de casa. Tu nao tens a minima noçao o quao má a minha vida estava e eu so queria um abraço teu, nada mais. Queria partilhar contigo tudo o que estava a acontecer na minha vida. Mas tu nao quiseste saber de mim, so te lembraste de mim quando para mim ja nao dava mesmo mais.
Para teres noçao, a minha mãe so soube que acabamos para ai tres semanas depois, porque nao falavamos... Queria desabafar tudo contigo. Mas mais uma vez, sempre que tinha a tentaçao de falar contigo, relembrava a tua ultima mensagem. “Antes cabrão do que puta como tu és.” Depois de tudo nao sei como foste capaz de escrever isto. Com esta frase acabaste com qualquer possibilidade de algum dia sequer voltarmos a falar, mesmo como amigos...
A minha vida continua igual, eu faço exatamente as mesmas coisas. Tenho as mesmas rotinas. Sinto-me só. Sinto que parte de mim morreu. Sinto que me falta algo, e esse algo és tu. Porque metade de mim eras tu. Tu eras a minha metade. Fazes me falta. Mas so metade de ti é que me faz falta, porque a outra metade era a metade que só pensava negativamente de tudo, era a metade que me prendia, que me sufocada, que nao queria saber de mim nem dos meus sentimentos, a parte egoista. Mas tirando isso tudo, sinto a tua falta pestinha
Sempre te amarei pestinha do meu coração
Para sempre A tua cachopa