O subtexto do universo criado por Suzanne Collins fica ainda mais óbvio no filme, mas lamentavelmente ainda deve passar metros acima das cabeças de grande parte do público, que está ali, ironicamente, apenas pelo espetáculo que ele representa. Apesar de tratar de abuso de poder, de direitos e deveres do estado, de sacrifícios pessoais, "pãe e circo" e o papel do cidadão, lê-se por aí comentários do tipo "como seria legal viver em Panem", prova do estado da capacidade de raciocínio crítico de uma fração desta geração. Pelo que representa, Jogos Vorazes - Em Chamas merece uma análise de seus fãs que vá além das curvas dos belos jovens selecionados para o abatedouro midiático.
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