“Aula dos sentidos e da empatia”
Oi gente, Hoje dia 05/08/2015 presenciei minha décima e última aula de experiência do sensível, e juro que um sentimento de triste vem sobre mim, ao relembrar como eu era antes desse componente e as coisas que eu não reparava e não via de forma mais humana e passava despercebida aos meus olhos. Essa aula foi uma enorme surpresa, primeiro porque já cheguei na aula e vi a sala arrumada de forma diferente e uma dinâmica diferentes que seria feita, e eu já estava toda ansiosa pra saber qual era. Enfim, tínhamos que ir pegando objetos e fuça-los com os olhos fechados, engraçado que lembro que no finalzinho da dinâmica eu já não estava mais aguentando ficar com os olhos fechados por tanto tempo, e foi então que eu parei pra pensar nas pessoas que não tem a opção de “abrir os olhos” e enxergar novamente o mundo ao final do jogo.
Outro momento da aula, foi ministrada também por Irlando, representante da associação dos portadores de deficiência, que por coincidência eu já conhecia e admirava como pessoa e como amigo. E como de esperar, essa segunda parte foi incrível. Ao entender o real significado dela e ainda com as palavras motivadores de Irlando explicando e nos ensinando algumas coisas relacionado aos deficientes, praticamente me emocionei com toda a aula, montei uma muleta com braçadeira usada por pessoas que machucou a perna de alguma forma.
No momento final dela, era a hora de colocarmos nos lugares dos outros, no lugar de pessoas que por causa de alguma fatalidade, não tem a visão ou precisa de muletas ou cadeira de roda para locomover. Lembro que “passear” na cadeira de rodas ou andar com os olhos vendados de alguma forma, foi interessante e “legal”, mas quando a experiência acabou, eu pude levantar ou tirar a venda, e minha vida voltou ao normal. Porém, muitas pessoas não têm essa opção, e tem que viver o resto de sua vida, lutando contra calçadas mal feitas, sendo ignorado e inferiorizado, pelo mundo.
Depois disso tudo, ainda passamos por um vídeo motivador e pelas palavras emocionantes e reais de Irlando, admito que segurei para não chorar. Gostaria de nesse meu ultimo texto, agradecer a professora Lívia, por ter me proporcionado essa aula e de nos fazer refletir sobre os acontecimentos do cotidiano, as pessoas ao nosso redor que precisam de nossa amizade e companheirismo, não de pena como muitos pensam, admito que disse que outras aulas foram as melhores, na realidade todas foram especiais de alguma forma e essa então me tocou profundamente... Percebi que estou na universidade, não só para estudar e ser uma boa engenheira, mas sim um pessoa, uma profissional que pense não no próprio umbigo e sim nos outros, nas necessidade do próximo, afim de ajuda-los de verdade a vive normalmente como qualquer outra pessoa.
Até uma próxima, sejam empáticos, beijos.










