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Atendi o telefone e uma moça falou: -Para aceitar, pressione 1. Para tentar de novo, pressione 2. Não sei muito bem do que ela estava falando, mas tenho quase certeza de que era sobre o caminho que a minha vida estava levando.
Isabela Salvetti
e eu não sei se você sabe, mas eu não aguento ficar longe sem pensar em você, não consigo ficar do seu lado sem me sentir diferente, não consigo olhar pro seu rosto e não querer chegar ainda mais perto, não consigo fingir, não quero fingir, não sei se você sabe, mas eu sei
Como você pode conhecer uma pessoa se nem conhece a si próprio?
Isabela Salvetti
As pessoas tem uma mania de ver a gente de um jeito diferente do que realmente somos.
Isabela Salvetti
Por que vivemos?
Por que vivemos? Ora, responder a essa pergunta não é complicado: porque o coração pulsa, o sangue circula, o pulmão se enche de ar. A medicina nos responde desse jeito. Mas por que nós realmente vivemos? O que viemos fazer no mundo? O que o mundo quer de nós? Qual o sentido da vida? Esta última pergunta é a que ainda assombra toda a humanidade, e muitos já tentaram responde-la: Jesus, Buda, Maomé... Muitas de suas ideias foram aceitas e são cultuadas ainda nos dias de hoje. Mas então a religião seria a resposta?
Para responder a essa pergunta, devemos fazer outra: do que o homem mais tem medo? De morrer, é claro. As religiões cumprem o papel de esperançar a humanidade, prometendo uma vida após a morte. Elas pregam que a vida é uma prova e a morte uma recompensa. Mas os chamados profetas pregavam isso quando vivos? Jesus não era cristão, Buda não era budista, Maomé não era muçulmano, eram apenas homens com ideias revolucionárias sobre amor e felicidade.
Seria a felicidade a chave para o sentido da vida? O que é ser feliz? E então por que há ateus? Por causa da sociedade. Ateus não têm esperança? Vivemos em uma sociedade que nos impede de morrer e nos mata ao mesmo tempo. Temos de ter família, formação acadêmica, trabalho, casa própria, carro, aposentadoria, filhos, netos, família. E temos de morrer, e morrer felizes. A sociedade impõe-nos inúmeras coisas que devemos fazer e, sem perceber, acaba nos tirando o tempo para fazer coisas que nos deixam felizes. Mata-nos por dentro.
Nascemos para morrer. Felicidade é um estado de espírito e quando não estamos felizes, temos de ser corajosos, porque é muito mais fácil morrer, do que cumprir todas essas obrigações e buscar a felicidade. Mas calma, ainda temos uma vida toda pela frente. Ansiedade é excesso de futuro. Vivendo um dia de cada vez podemos encontrar a verdadeira felicidade. Alguém uma vez disse: o dia mais feliz na vida de um homem é quando ele descobre por que veio ao mundo. E então? Por que vivemos?