Eu nunca deixei você ir de verdade. Só aprendi a fingir que sua ausência cabia em mim. Você diz que nunca existiu na minha vida… mas como explicar então esse vazio que tem o seu nome? Como explicar que, mesmo no silêncio, é a sua voz que ecoa em mim?Você sempre foi. Sempre esteve.
Foi amor nos detalhes, nos olhares que ninguém via, nos planos que o tempo não deixou acontecer. Foi casa… mesmo quando a vida nos levou por caminhos que não se cruzavam mais. Eu não te perdi — a vida só nos desencontrou. E às vezes, amar também é isso: continuar sentindo, mesmo sem ter.
Você ainda é a última chama acesa aqui dentro. Aquela que o tempo não apaga, só ensina a esconder. A vida seguiu… seguiu sem pedir permissão, sem esperar o nosso tempo, sem respeitar o que a gente queria que fosse eterno. E eu segui junto, mesmo deixando uma parte de mim parada em você. Porque a vida passa… mas o amor, não. Ele só aprende a existir de outra forma — mais quieto, mais distante, mas nunca inexistente.















