Decimo Terceiro Capitulo.
- Vocês aqui, no Brasil, juntos, nossa – falei surpresa.
- Acabamos nos acertando e iríamos te procurar pra te pedir perdão, pude ver o que causei a vocês, podemos conversar?
- Claro, vamos ate o café que tem aqui – sorri confusa.
Caminhamos ate lá, não me preocupei com a Kyara, sabia que ela estava muito entretida com meu irmão ao telefone trocando juras de amor, quando isso acontece e eu estou do lado seguro para não colocar tudo pra fora, por que é um mel que só e ela estava olhando as roupinhas para minha pequena, então deduzi que nada iria atrapalhar minha conversa com Sara e Martin.
- Bom o que queriam comigo? Deduzo que já tínhamos conversado tudo aquele dia na casa de David – falei ríspida.
- Queríamos que você entendesse por que fizemos isso.
- Sara, é simples você queria o dinheiro do David e Martin achava que me amava, se eu tenho que chamar alguém de trouxa aqui não seria nem David e eu, por que estávamos brigados e não sabíamos disso, chamaria o Martin, que mesmo depois de saber de tudo aceitou fazer isso, falei a David aquele dia que tinha pena dele, mas pensando bem eu tenho pena é de vocês, sei que não agi certo com você primeiro me apaixonando pelo David e segundo ficando com ele vocês estando juntos, mas David me falou que vocês estavam brigados e minha fixa caiu depois que te vi na festa, mas já havia feito, eu pediria desculpas se eu fosse a única errada na historia – falei sem fôlego e louca para gritar com essa descarada.
Nem grávida isso tem um bom coração? Meu Deus, depois de todo, ter se passado meses e meses e eu quase ganhando minha filha eu a encontro no shopping e ela quer mexer e botar pra cima um passado que eu havia colocado no fundo dos fundos do meu baú, acho que se não fosse minha barriga de seis quase sete meses eu haveria avançado nela aqui no meio da loja.
- Betina, eu – parei ele, agora iria falar tudo se preciso gritaria.
- Você Martin, não tem moral pra falar um `` ai ´´ se quer, confiei em você a vida inteira, você sempre soube o quanto ama David e do nada passa algo na sua cabeça que diz que você está apaixonado por mim e você resolve ser cúmplice e TRANSAR – dei ênfase na palavra – com a namorada psicopata do cara que eu amava, nossa você sem duvidas foi o mais trouxa e sem compaixão entre nos quatros. – Nele saberia que poderia dar um tapa na cara, sabia que não seria revidado, juro, carreguei todo meu ódio, descontei até os que não o pertencia que botei na minha mão passando para o rosto pálido de Martin que ficou vermelho.
- BETINA – gritou Kyara com uma voz de cansaço e surpresa – você ta maluca, mulher? Sair dando tapa em qualquer homem?- olhou para Martin – MARTIN? SARA? O que foi que eu perdi?
- Você não perdeu nada Kyara, estamos só conversando, né Sara, Martin? – sorri sínica.
- Conversa com direito a tapa na cara? Chamar não curte né? – olhou ainda confusa.
- Estamos resolvidos, então? Parece-me que sim, até logo Sarinha – dei dois beijos nela –
Eles não me responderam e eu não esperei, sai puxando Kyara para fora da loja com milhões de sacolas que ela havia comprado isso que nem filho dela é dela, queria sair desse lugar esquecer que essa mulher existe e que ela atrapalhou toda minha vida, junto com esse babaca.
- Mulher, o que foi isso? To boba até agora – riu Kyara sem força.
- Estava descontando minha raiva, precisava minha pequena tem me deixado ansiosa e eles vieram com um papo de perdão, já fui boba de perdoar o David e não seria com eles novamente e na Sara não posso bater que ela também ta grávida, né? Sabia que Martin não iria revidar, não iria dar tempo também por que você chegou daí não deu tempo pra nada.
- Nossa, e eu perdi o espetáculo no meio da loja, enfim fui te chamar por que o Bernard acabou de me falar que David está de férias e ate amanha esta aqui na cidade e a mulher dele vem junto e sim ela no hotel e ele na casa da tia Re, acho muito engraçado o que tia Re faz, o cara esta casado, mas ela faz isso ainda. – riu ela.
- O QUE? – freio o carro com tudo – ele já vai vim? Achei que ele iria vir só no mês que a pequena vai nascer e ainda vai trazer a esposa, vou conhecer a francesa então? Essa semana esta melhor do que eu imaginava – ri alto.
- Betina, você voltou de Paris pior do que foi, o que o David não faz com alguém.
- Impossível eu retornar normal, né Kyara? Vou ser mãe por conta de uma aposta, caio na lábia dele duas vezes e meses depois ele está casado e eu ainda o amando.
- Nossa ainda bem que meu relacionamento com seu irmão é água com açúcar, acho que não agüentaria a pressão toda não – riu ela descendo do carro que já estava parado na
- É amiga a gente acha isso ate passar por isso tudo e ainda se sentir a pessoa mais feliz do mundo – falei acariciando minha barriga e me jogando no pequeno sofá que se encontra no meio da sala – acho que vou tomar um banho e vou pra cama, o dia hoje foi dose para elefante.
- Vai lá, vou procurar o filhote de pônei pela casa, te amo – falou dando um beijo no topo da minha cabeça.
Mais um dia, um dia cheio de surpresas e brigas, um dia a menos longe da minha pequena jóia rara e do pai dela também, ele vai voltar, casado. O que será que vai acontecer? Será que ele ainda me ama ou sente algo por mim, será que essa Olivia ta cuidando dele? Por que eu estaria tão preocupada com ele depois de tudo que ele fez, meu Deus? Se não for pra ser meu que tire ele do meu coração. Em meio a esses pensamentos fui tomar um banho pra ver se descarrega, fiquei conversando com minha pequena, será amanhã a primeira vez que ela ira ouvir a voz do pai, olha eu pensando nele novamente, ele ficou me perturbando ate meu deitar na minha cama e não sentir mais nada.
Acordei com a Kyara me chacoalhando para que eu acordasse
- Kyara o que aconteceu? – olhei para ela aos poucos por causa dos meus olhos em contato com a luz.
- O David, Betina, ele, ele sofreu um acidente vindo pra cá – falou ela soluçando.
- Para de brincar com coisa seria, Kyara. – olhei para ela rindo- você esta falando serio, Kyara? Onde ele está? Ele esta bem? – falei agora com os olhos marejados- FALA KYARA – gritei-
- Eu não sei de nada, Tia Re acabou de ligar do Hospital do centro – falou ela desnorteada.
- Porra Kyara, vamos pra lá, o Bernard já sabe? – falei colocando qualquer roupa.
- Já sim ele foi pra lá agora – falou ela pegando minha bolsa.
Corri com o carro que nem vi nada e nem ninguém na minha frente. Só queria chegar a esse hospital, cheguei lá e vi tia Re de cabeça baixa.
- Meu anjo – me abraçou – ele quer ver você, mas está dormindo – falou ela com um sorriso fraco.
- Eu vou, prometo não acordar ele – sorri.
Cheguei lá ele estava com uma faixa na cabeça que fazia seis cachinhos irem para cima, ri baixinho da situação e me aproximei.
- Você é maluco? Não tem o direito de me dar um susto desses, quer deixar minha pequena sem pai? – passei a mão por cima da faixa.
- Anna Laura – ele sorriu ainda de olhos fechados.
- O nome da pequena vai ser Anna Laura – riu e abriu os olhos.
- Porra David, não faz mais isso comigo, Anna Laura, gostei e você filha – passei a mão na barriga e ela mexeu- olha David acho que ela gostou – peguei a mão dele e depositei no lugar onde ela estava chutando.
Ele olhou nos meus olhos e...