Era como se soube que ele estava mal. Eu sentia um nó na garganta, e quando fechava os olhos era ele que eu via. Lá em baixo, na sala, escutei algumas risadas, esses dois ainda vão me matar de tanta melação. Peguei meu celular e disquei o número do curly boy, caixa postal. Peguei o notebook e entrei no Skype, fiquei sentada em posição de índio com ele no colo. Ninguém online. Bufei e olhei para porta. Não queria ficar no quarto sozinha sem fazer nada. Meu celular começou a tocar; número desconhecido.
-Alô? - Atendi depois de um tempo.
A irmã do Harry! Eu nunca tinha falado com ela!
-Ah, oi Gemma - A saudei envergonhada.
-Bem, o Harry havia passado este número caso ele não atendesse o celular dele, ele está aí com você?
-Não, ele tinha voltado para Holmes Chapel, foi o que eu soube. Eu também tento ligar pra ele, dá caixa postal!
-Bem, e-eu vou dizer pra minha mãe que... Que...
-Diga que ele está comigo, não a preocupe. Às vezes ele está indo para aí, e o celular não pega sinal. Por via das dúvidas, vou procurá-lo.
-Obrigada, Brenda.Eu vou avisa-la. Tchau! - Antes que falasse "Tchau" ou então "Okay!" ela desligou. Rumei ao meu guarda-roupa pegando um casaco vermelho e um par de botas. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo, precisaria de Claire para rastreá-lo; desci as escadas e eles estavam abraçados.
-Ah, Oi estressadinha. - Claire disse.
"Posso conversar com você? Preciso de sua ajuda para rastrear uma pessoa!"
Ela se levantou e se dirigiu à cozinha, fui atrás dela.
-Harry. Gemma ligou, disse que ele ainda não chegou em casa, e todos sabem que ele ia pra Holmes Chapel dessa vez!
-Okay. Mas enquanto o Niall?
-Acho que... Também vamos precisar dele!
-Mas ele disse que ia pra casa! - Niall estava desesperado.
-A gente sabe, querido, e temos que procurá-lo.
-Eu prometi a Gemma que iria procurar ele.
-Niall, onde o Harry mais costuma ir antes de ir pra casa? - Claire perguntou.
-Eu não lembro, eu, eu...
Ela tinha uma calma tão grande com ele que isso me surpreendia.
-Acho que no parque, algo assim, desculpa meninas, não consigo lembrar.
-Algo o ligava ao parque? - Perguntei.
-Não sei, acho que... Uma vez ele disse que o primeiro beijo foi lá.
-Okay, obrigada. Agora vá pra casa de Zayn, não sei quando vamos voltar.
Claire olhou para mim e balançou a cabeça em sinal de "sim".
-Leve sua mala, ficaremos com o celular ligado, qualquer notícia dele você nos ligo, okay?
-Posso te chamar assim não é? Brendinha?
-C-claro que pode. - sorri. - Temos que ir.
-Tchau, Nie. - Claire sorriu e deu um selinho neles. Ante que ele respondesse, estávamos a caminho de Holmes Chapel.
Corríamos em na mais alta velocidade, quanto mais cedo chegássemos lá, melhor.
No meio do caminho parei. Era como se algo me puxasse mata adentro. Procurei em todos os cantos, Claire me olhava alerta, até que nos olhamos e corremos para o norte. A uns quarenta metros da estrada, lá estava ele. Desacordado, ferido e quase sem pulso.
-Não, não, não, não! Quem fez isso com você? Harry acorda! - Eu havia o colocado no meu colo, e ele não respondia a nenhum sinal.
-Há mais alguém aqui. - Claire disse e saiu. O ajeitei para carregá-lo, quando ouvi um grito.
Alguma pessoa ruim que deve ter feito isso com o Harry ainda estava ali. Mas quem?
Em segundo alcancei o humano, e o prendi na árvore.
-Quem é você? - A pessoa não respondeu. Em sua mente consegui informações importantes: Fred Skoloski, 21 anos, participava de um time de futebol americano, sua namorada era directioner, favorito era o Harry, e Fred o odiara. - Você sabe o que vai acontecer com você, garoto? Eu podia chamar a polícia para mandar prende-lo. Mas vou te poupar de uma morte mais trágica, do que minha amiga planeja para você. - Minhas presas cresceram e eu o matei. Simplesmente o matei, sem dó, nem piedade, sem ódio. Poderia dizer que não carregava nenhum sentimento ao ver seus olhos perdendo o brilho.
Agora, tínhamos uma vida em risco.