i forgot to post this here but this was my submission for smogon's 34th cap project
the prompt was to make a poison/dragon type that utilizes throat spray
it didn't win so i gave it my own name
compoatzin is a classical music conductor hoatzin/archaeopteryx
its body and legs are supposed to resemble a music stand with sheet music on it and its tail is supposed to resemble piano keys
No dia seguinte aproveitei que o tempo estava bem nublado e fresco e resolvi sair pra correr um pouco. Vesti uma roupa própria pra exercícios, prendi o cabelo num rabo de cavalo e calcei um par de tênis. Desci pra cozinha e peguei uma banana e um copo de leite pra preparar uma vitamina antes de sair, coloquei no liquidificador com um pouco de açúcar e umas pedras de gelo e bati tudo.
— Aonde você vai? – Minha mãe perguntou.
— Correr um pouco. – Falei.
— Que milagre é esse? – Riu. – Vai andando, é melhor.
— Prefiro correr. – Falei colocando a vitamina no copo e dando um gole.
Corri por mais ou menos duas horas e quando voltei pra casa tomei um banho não muito quente, mas que desse pra refrescar. Eu odiava água gelada, podia estar um calor de 43ºC, eu não conseguia entrar num chuveiro na opção “desligado”.
Quando saí do banho fui para o quarto e me sentei na cama ainda de toalha pra mexer no celular, que estava vibrando sem parar. Li a conversa do grupo, mas não me pronunciei, e enquanto rolava a página de contatos acabei parando no da Alícia. Talvez fosse a hora de ter aquela conversa. Resolvi chamar.
16:15 “Oi Alícia!”
16:15 “É a Luna. Tudo bem?”
Na janela de conversa dela estava escrito que ela havia visualizado há pouco tempo, então imaginei que ela fosse responder logo.
Mas me enganei.
Eram oito da noite e nada dela responder. Ela simplesmente viu e ignorou. Continuei sem entender o porquê daquilo, mas resolvi deixar pra lá. Talvez estivesse ocupada, em uma festa, ou só não estivesse afim de conversar com ninguém.
Continuei descendo a página de contatos e desta vez parei no do Gabriel. Não sei por quê. Abri a conversa e lá estavam as últimas mensagens que ele havia me enviado, há uma semana atrás.
“Ei, você sumiu, gatinha. Tá fugindo de mim? Espero que não! Precisamos conversar e resolver aquele nosso lance, ainda sinto sua falta. Te amo.”
E depois desta ele teve a cara de pau de mandar mais uma:
“Eu não sei o que está acontecendo pra você estar fazendo isso comigo. Será que a gente pode conversar? Quero saber o motivo disso. Luna, quando eu disse que te amava e queria uma segunda chance eu não menti, pode acreditar em mim.”
Balancei a cabeça dando risada do tamanho da cara de pau que ele tinha e me perguntei por que eu ainda não havia apagado aquela conversa. E aí eu apaguei.
Passei o resto da noite atoa, apenas rabiscando algumas coisas no Word. Eu gostava muito de escrever, porém tinha dificuldades em expressar meus sentimentos em palavras. Confuso? Um pouco. Eu gostava de criar histórias, usar e abusar da minha imaginação e às vezes até compartilhava elas com outras pessoas.
Ser escritora era uma profissão que já havia passado na minha mente, mas eu duvidava muito que eu um dia teria criatividade o bastante pra escrever um bom livro, que chamasse atenção de muitas pessoas. Sem contar que eu era geminiana, estava sempre em constante mudança, e ficar presa à uma única coisa por muito tempo era uma coisa que eu odiava. Eu me sentia cansada, sufocada, sentia que precisava acabar com aquilo logo e inventar/fazer novas coisas.
Mais tarde, depois de escrever um pouco e ficar mexendo no twitter e tumblr eu fui dormir.
Dormi muito mal e hoje a noite terá o show . . .
A Diretora nos liberou pra prepararmos tudo o dia todo, não precisamos assistir aulas hoje.
. . . Não que essa permissão dela vá fazer diferença, afinal, não assistimos aulas nunca mesmo.
Todos nos reunimos nos bastidores do porão.
Assim que cheguei me deparei com algo inesperado. . . Ai não . . . o Lysandre perdeu o bloco de notas.
Ele estava com a cabeça sangrando e estava com um olhar perdido e vazio pro nada, totalmente estático.
Pelo visto já fazia horas que ele tinha perdido.
A Rosa falou que encontrou ele na entrada do colégio, caído, em seguida levou ele pra dentro com o Armin.
E agora ?? Temos que achar esse bloco urgente !
Ele é o vocalista !
E o Castiel que não chega ??
Ai . . . To vendo um fracasso enorme vindo pela frente.
Começamos a arrumar tudo, Rosa estava procurando o bloco de notas junto comigo enquanto arrumávamos, afinal, ele poderia ter perdido ontem enquanto nos ajudava a arrumar tudo.
Nathaniel deu a ideia de eu ligar pro Castiel e perguntar se ele viria pra escola.
No que eu decidi ligar pra ele, ele chegou, e vestindo a roupa mandada !!
Eu não acredito, ele fez !!!
Eu fui correndo até ele junto com a Rosa, Rosa já chegou explodindo pois estava todo mundo preocupado e que agora só faltava o Lysandre achar o bloco de notas.
Foi quando o Castiel com um sorriso sínico mostrou o bloco de notas.
A Rosa abraçou ele toda empolgada e foi pegar o bloco, mas ele não deixou.
Ela continuou tentando pegar e ele não permitia.
"Ok Castiel, a brincadeira perdeu a graça, devolve o bloco pro Lysandre logo" Rosalia já parecia irritada.
Foi quando Castiel falou um "não" seco e saiu.
OI ??? O QUE TÁ ACONTECENDO HOJE ??? CASTIEL NÃO QUER QUE O LYSANDRE VOLTE COM A CONSCIÊNCIA DELE ?????
Eu fui correndo atrás do Castiel antes que a Rosa explodisse mais.
Ele estava no patio fumando, como sempre.
Eu cheguei como sempre chego quando vejo ele fumando, pegando o cigarro dele e jogando longe.
E como sempre eu esperava ele explodindo comigo . . . Mas não foi o que aconteceu.
Ele ficou calado só olhando pra mim.
Fiquei sem graça com a atitude dele , porém, prossegui com o que fui fazer "poderia devolver o bloco de notas pro Lysandre ? Sem o Lysandre não podemos prosseguir com o show sabe"
Ele olhou pra mim meio irritado e disse que não estava com pressa . . .
Tá . . . Desde quando ele faz isso com o Lysandre ?
Cara, eu queria tanto ter amigos normais, as únicas pessoas que se aproximam de mim são bizarras, é carma ?
Como pode seres tão bonitos serem tão estranhos . . .
Ficamos em silencio, até que ele jogou o bloco na minha cara, virou de costas pra mim e ia acender outro cigarro novamente.
Eu fui de novo nele e puxei o cigarro, pelo menos tentei, ele segurou com força.
"Dá pra parar com essa mania ?" ele falou irritado.
"Quando você parar de fumar nem que seja na minha frente eu paro com essa mania, além do mais, é proibido fazer isso no colégio"
Ele deu um puxão de uma vez no cigarro que eu estava segurando falando "foda-se" e após isso colocou o cigarro na boca de qualquer forma.
Bem, pelo menos recuperei o bloco de notas . . .
Mas antes de voltar pro Lys . . . Eu perguntei aquilo que ficou martelando na minha cabeça a noite toda.
"Castiel, porque eu te decepcionei ?"
Mas ele não respondeu, só continuou tragando o cigarro dele.
Eu perguntei novamente. E a reação foi a mesma.
Foi quando puxei de uma vez e joguei no chão, mas não só a bosta do cigarro como o maço todo.
"DÁ PRA RESPONDER ??" eu já estava bem alterada.
"PORRA ! PORQUE JOGOU MINHAS COISAS NO CHÃO ??" ele já levantou gritando muito irritado.
"ME RESPONDE ! VOCÊ TÁ MUITO ESTRANHO !!"
Então ele falou enquanto recolhia as coisas dele "PORQUE EU NÃO SABIA QUE VOCÊ ERA ESSAS VADIAS FÁCEIS QUE TEM POR AÍ. AGORA NÃO ENCHE A PORRA DO MEU SACO"
. . . Oi ?? Mas . . . Eu fiquei sem resposta.
Eu não pretendia "aceitar" nada.
Por mais que eu admitisse ter ficado estática com a situação toda . . . Eu não tinha intensão de aceitar a "oferta" dele.
Eu não consegui me irritar com o que ele disse. Sei lá, algo no jeito dele não me fez acreditar nele.
Ele não é de desviar o olhar do jeito que ele fez.
Já tenho convivência o suficiente com ele pra saber disso.
Eu deixei ele quieto, afinal ele respondeu o que eu queria . . . Mesmo que eu não consiga acreditar nele.
Mas antes de ir eu quis deixar ele com uma pulga atrás da orelha:
"E se eu te disser que só ia aceitar sua proposta porque era você quem tinha feito ?"
Castiel pareceu assustado.
Pelo menos consegui reverter a situação com ele . . . Creio eu.
Admito que bateu um pouco de arrependimento em falar isso, ele é um maluco, e pode virar meu novo stalker.
Eu sinceramente atualmente tenho em vista uma pessoa já, e definitivamente não é o Castiel.
Devolvi o bloco pro Lysandre, Rosa e os outros terminavam os preparativos.
Eu quis ficar do lado do Lys até ele recuperar a memoria 100%.
Quando ele já estava falando normalmente de novo ele falou assustado
"Está faltando uma pagina do meu bloco de notas !"
Como assim ?? Será que foi o Castiel ?? Mas porque ??
Eu pedi pra ler as ultimas paginas escritas, pra tentar ajudar ele, mas ele se recusou a me mostrar o bloco . . . O que será que ele esconde ?
"Lys, você não consegue pensar em nada ? Sei lá, lendo a pagina anterior . . . "
Ele forçou muito a memoria mas não lembrava.
"Pior que tenho certeza que essa pagina tinha o resto das informações de ontem . . . A ultima frase está incompleta. Supostamente continuaria na pagina seguinte, que não existe. A pagina já pula pro meu jantar de ontem a noite."
Foi quando pensei . . . Será que . . . Tinha informações sobre o que aconteceu comigo e o Castiel ?
Castiel pode ter comentado com ele e ter se arrependido. por isso rasgou a pagina . . .
Vantagem de ter um amigo que pode ter a memoria "apagada" qualquer momento é essa.
De qualquer forma, se for isso mesmo, fico feliz que o Castiel tenha feito isso.
Claro, SE FOR ISSO.
Eu ultimamente tenho sentido uma necessidade enorme de ficar sempre perto do Lysandre . . . Principalmente depois do nosso dialogo no vestiário.
Acho que ele saber o que houve ontem entre o Castiel e eu iria atrapalhar bastante nossa proximidade.
Ultimamente tenho me pego olhando muito pra ele, me incomoda, admito.
Tenho medo do que podem pensar se repararem nisso.
Sabe, parando pra avaliar . . . Eu gosto das qualidades do Nathaniel.
Gosto do jeito do Lysandre de agir com tudo.
Gosto da "pegada" do Castiel e seu estilo.
E até posso dizer que gosto muito da devoção do Ken.
Acho que se juntasse essas qualidades de cada um, nasceria o homem perfeito pra mim.
Claro, vamos esquecer os costumes estranhos tipo comer gatos, bater a cabeça, fazer satanismo e ser stalker.
. . . Agora . . . Armin e Dake . . . Nem cogito colocar nessa minha mistura.
Meu deus, porque eu to pensando nisso ?
Suspirando pensando nisso, Lysandre reparou meu jeito pensativo e perguntou o que se passava comigo
"Lys . . . De quem o Castiel gosta ?"
Lys ficou assustado e retrucou de forma rápida.
"E você ? De quem você gosta ?"
Ele tomou a mesma postura defensiva de novo.
"Me conte então de quem você gosta. Da outra vez você ia me contar . . . Sendo que o Ken atrapalhou . . . fiquei curiosa desde então"
Ele ficou corado e só me deu a mão pra levantarmos em silencio.
. . . É prepotência minha achar que ele gosta de mim ?
Acho que só tô pensando dessa forma prepotente por estar gostando dele. . . Aliás, eu nem tenho certeza.
E se eu só estiver atraída pela historia magnifica de vida que ele me contou ?
De qualquer forma, qualquer coisa é melhor do que gostar de um satanista maluco.
Me sinto feliz em pensar isso . . . Afinal, Eu tenho um olho só, sou sem sal, não tenho nenhuma habilidade especial tipo tocar algo ou desenhar, e consegui chamar atenção de meninos nessa escola . . . OK, são meninos esquisitos . . . MUITO esquisitos . . . Mas fico feliz em ver que não sou tão bizarra assim.
Claro que posso estar enganada, mas prefiro ficar com minha prepotência um pouco.
O Ken eu tenho certeza, o resto é só cogitação.
Vamos parar de ficar perdida nos próprios delírios um pouco Celeste ?
Bem, no combinado, a equipe toda que estava ajudando ia por roupa "comportada"
Isso me inclui . . .
Rosa tentou fazer um visual comportado e despojado.
Ficou interessante, apesar de que no fim os meninos só ficaram com a gravatinha azul similar a que o Nath usa e um blusão branco.
Lys por ficar no vocal foi o único diferente dos 3 (fora a Iris, mas ela é mulher então a roupa naturalmente foi diferente).
Ele ficou com uma especie de palitor.
Ficou com o um leve ar que ele gosta, aquele lance vitoriano, mais puxado pro rustico.
Eu ajudei ele a arrumar a roupa dele.
Castiel entrou na parte onde todos se arrumavam de uma vez, e já veio direto em mim e no Lysandre, eu estava ajudando o Lysandrte a arrumar a gravata dele.
Castiel passou por nós dois olhando com raiva, ele parou e em seguida continuou andando enquanto soltava uma farpa "claro, esqueci que o Lysandre não sabe mais da nó na gravata sozinho mesmo com a merda do bloco em mãos" e foi pro canto dele.
Lysandre olhou com raiva, ele tirou minha mão com calma da gravata e pediu licença, indo até o Castiel.
Ultimamente eles tem estado em um pequeno pé de guerra . . . Espero que isso tudo passe.
Eu gosto de ver a amizade deles, acho bem rara e bem unida.
O show estava pra começar.
Eu como ajudante fiquei atrás da cortina olhando a plateia, os primeiros a entrar seriam o Castiel, Nath e a Iris.
Eles quem começam e por ultimo o Lys entraria.
Nath entrou e se sentou na bateria.
Iris foi pra sua posição com a guitarra . . .
E Castiel novamente sumiu. . . Eu podia ouvir os múrmuros da plateia.
Foi quando ele entrou do outro lado gritando . . . Pera aí ! O que é isso ??
Ele estava com uma maquiagem do Kiss no rosto ! !
Ele parou no meio do palco e abriu a camisa de uma vez, tinha uma blusa toda rasgada do Kiss por baixo.
Todo mundo começou a gritar eufórico com a entrada do Castiel, ele virou pro Nathaniel, que estava muito assustado, e mostrou o dedo.
Eu estava sem reação, e o Lysandre estava comigo surpreso começou a exclamar "ERA ISSO !! ELE TINHA ME CONTADO QUE FARIA ISSO HOJE !! Tenho certeza que essa foi uma das informações tiradas do meu caderno . . . "
ENTENDI ! Então ele ficou com medo do Lys contar pra gente e nós impedirmos a "entrada triunfal" dele.
Lys entrou no palco.
O show começou, todos estavam indo muito bem.
Essa foi a primeira vez que ouvi eles tocando e serio, eles tocam bem, e a voz do Lysandre é DIVINA.
Ele tem um timbre firme e muito gostoso de ouvir.
Castiel não parava de rir debochadamente pro Nathaniel, e o Nathaniel acho que vai fuzilar o Castiel quando isso tudo acabar.
No fim, o foco foi todo pra cima do Castiel.
Eu sabia que o Castiel tinha sido convencido fácil demais.
Ele NUNCA iria aceitar usar terninho fácil do jeito que foi.
Ele estava MUITO espalhafatoso, e ele toda hora tentava tomar o foco do Lys, que era quem estava cantando.
Ainda bem que o Lys é pacifico e cagou pra atitude do Castiel, só se manteve firme cantando.
Não posso negar, por mais que o Lys esteja fazendo um serviço ótimo com sua voz, Castiel estava roubando o foco totalmente.
Ele fazia vários gestos bizarros, sua maquiagem chamava muita atenção, aliás, TUDO nele chamava atenção DEMAIS.
Pior que não condizia muito com a musica cantada.
Eu queria matar o Castiel.
Será que dá tempo de voltar atrás com o que eu ia fazer lá na corrida ? Ai ai . . .
Eu comecei a falar com o Ken sobre a zona que estava ali, não, o Ken não é um dos responsáveis, na logica ele nem devia estar nos bastidores comigo, mas já me conformei com o fato dele estar sempre me seguindo.
Me conformei rápido até.
Também, depois de tanta coisa que tive que me acostumar por aqui, o Ken me perseguir é o de menos atualmente.
Foi quando acabaram a PRIMEIRA musica e o Castiel tomou frente e começou a cantar por conta própria e tocar "The number of the beast" do Iron Maiden.
Mas enquanto ele fazia isso ele encarava o Nathaniel.
A plateia surtou. (de forma positiva)
Lys estava perdido.
De repente Nathaniel levantou de uma vez e foi pra cima do Castiel.
Os dois começaram a brigar feio.
Daqui a pouco a plateia estava subindo no palco e se batendo.
Derrubaram o Lysandre no chão, Iris foi empurrada pra cima da bateria.
Eu tentei ir buscar a Iris que tava perdida no meio daquilo, Ken veio comigo por precaução, obviamente.
Lysandre estava parado com a cabeça sangrando eu fiquei preocupada e decidi ir até ele.
Foi quando alguém me deu um empurrão no chão.
Eu só via muitos pés por ali, eu ia ser pisada.
Não sou a pessoa mais alta do mundo . . .
Mas Lysandre veio empurrando todo mundo com muita brutalidade e me pegou no chão, usando o corpo como barreira ele me tirou dali.
Pude ver gente jogando instrumentos pra for do palco.
Castiel em cima da caixa gritando, Nathaniel tanto quanto.
Pessoas se batendo sem motivo nenhum.
Um grupo de meninas começou a mostrar os seios.
TUDO FICOU FORA DE CONTROLE !!!!!
Eu estava desesperada !
Voou bebida em mim e nos outros, voou sangue, voou tudo !
Nem sabia que tinha aluno com bebida ali dentro.
Por sorte não tinha ninguém responsável do colégio, se não . . . Meu Deus, nem quero imaginar o que aconteceria.
Deixaram a responsabilidade pro Nathaniel e pra Melody.
Melody estava muito assustada.
Lysandre estava com alguns rasgos na roupa, mas nada de mais.
Eu perguntei porque ele tava parado lá no meio.
Foi quando ele falou que perdeu o bloco de notas dele.
E agora ???
No meio dessa confusão é impossível encontrar o bloco de notas !
E o Lysandre não pode ficar sem se não ele esquece tudo que ele faz.
Eu queria voltar no meio daquela confusão, mas é certo que se eu entrasse no meio seria pisoteada.
E o Lys estava cada vez mais apático . . . Ai não.
Pior momento pra ele perder a memoria. Se essa confusão se alastrar pros bastidores e ele estiver inconsciente não sei o que poderia acontecer . . .
Caminhei o restante do percurso por sei lá mais quanto tempo, sem ter noção do que eu havia feito. “Droga!”, murmurei e chutei a primeira pedrinha que vi no meu caminho. Só me dei conta quando o porteiro do hotel pediu minha identificação. Entreguei e sorri amargamente. Esperei o elevador, olhei no espelho e meu batom vermelho estava todo borrado. Meu riso frouxo entrou em férias há uma hora. Ainda não acredito. Típico melodrama americano mesmo... ainda bem que quase deu tudo errado. Quase.
O restante da excursão passou despercebido. A cidade era mesmo maravilhosa, mas eu não deveria estar ali. Não tinha por que estar ali. Voltei o mais rápido possível para o hotel. Joguei tudo de qualquer jeito dentro da mala. Meu coração estalava nos meus ouvidos. Pendurei a bolsa no ombro e saí puxando a mala sem rumo. Mas antes, deixei um bilhete debaixo da porta do monitor. Acenei em sinal de adeus ao porteiro, o mesmo da noite anterior. Respirei fundo e procurei o primeiro táxi pronto para me levar até a rodoviária.
Esperei mais uma hora e meia até a saída do próximo ônibus e infelizmente alguém resolveu também que Washington não dava mais. Fingi que a situação anterior não havia acontecido. Fingi até que não o conhecia, mas foi impossível ao notar de soslaio que ele sorria quando olhava para mim. Ah, não! Isso de novo não. Borboletas se aquietem aí dentro do meu estômago. Joelhos, por favor, não fiquem bambos. Mãos, controlem a empolgação, inclusive o suor. Olhos, não brilhem. E lábios, não sorriam involuntariamente. Tudo nos conformes? Não, porque quando envolve alguém dessa forma, o controle é tudo o que mais faz falta.
*Narração Elidio*
Mudamos de ideia e resolvemos ir à tarde mesmo. - Daaaaaaaniel, sai desse banheiro logo, você já se arrumou demais. - eu gritava.
- Espera, Lico. Estou ajeitando meu cabelo. - Dani respondeu.
- Nossa sessão é às 16:30 e já são 15:10, Dani. - eu gritava.
- O que achou? - Daniel saiu do banheiro girando e mostrando seu cabelo.
- Está a mesma coisa que 40 minutos atrás. Podemos ir? - perguntei.
Depois de mais de 1 hora se arrumando, eu e Daniel finalmente saimos do hotel, indo para o shopping.
- Não anda muito rápido, Lico. Eu vou suar. - Dani dizia.
- Daniel, às vezes você é muito fresco. Só às vezes. - eu reclamava.
Tentamos ir rápido e chegamos à fila do shopping em 30 minutos, e teriamos que ir em outra sessão.
- Teremos que ir mais tarde, por causa de você, Daniel Atrasamento. - reclamei.
- Relaxa, Lico. Temos tempo para aproveitarmos. - Dani respondeu.
Não disse nada e apenas abracei Dani pela cintura e fomos tomar sorvete enquanto não dava o horário da próxima sessão, que era 17:00.
- Se tivéssemos usado cobertura como nesse sorvete aquele dia, ficaria muito melhor, né DanDan? - perguntei envergonhado.
Daniel apenas sorriu, também envergonhado, e continuamos a tomar nosso sorvete. Quando acabamos fomos comprar nosso ingresso, e esperamos a hora para entrarmos na sala. Eram 16:50 e ficamos sentados abraçados esperando a hora. Toda hora eu brincava com a barbicha de Daniel e ele ria pra mim. Quando deu a hora entramos e sentamos juntos. Sentamos na primeira fileira, pois estava vazia, e teriamos mais privacidade. Enquanto o filme não começava, Daniel colocou uma mão em meu rosto e me roubou um beijo lento e calmo.
- Lico… Eu te amo. - Dani sorriu pra mim.
Minhas bochechas ficaram avermelhadas e “escondi” meu rosto em seu peito, ainda abraçado fortemente com ele.
O filme começou, e até estávamos achando ele interessante, porém, não conseguíamos ficar longe um do outro, e ficamos mais nos beijos, abraços, e “amassos”. Passadas quase 2 horas o filme acabou, e então saimos da sala de cinema às 19:00.
- Hey, Elidio. Quer fazer algo diferente e inovador comigo? - Dani desceu sua mão que estava na.minha cintura para minha bunda, apertando-a.
- O que você tem em mente, DanDan? - questionei.
- Me acompanha. - Dani me puxou pela mão e foi me guiando pelo shopping. Era uma sexta à tardinha, portanto, o lugar estava vazio. Dani me levou até o estacionamento, em um cantinho onde não tinha ninguém nos vendo.
- No que está pensando, Daniel? - questionei.
Daniel olhou para os lados checando o local, e me prensou na parede atrás do carro de alguém.
- Estou pensando… Nisso. - disse Daniel com sua boca quente em meu ouvido e sua mão em meu volume.
- Daniel, aqui é perigoso. - eu relutei.
- Então agora quero mais. Vem cá, Lili. - Daniel mordiscava a ponta da minha orelha e eu arrepiava todo. Então, ele subiu suas mãos geladas pelo meu peitoral e me arrepiei ainda mais.
- Daaaaani… - eu dizia com num tom fraco e prolongado.
Daniel tirou minha camisa, e depois a sua. Desceu a mão até minha bermuda, tirando-a também. Comigo já prensado na parede, Daniel colou seu corpo ao meu mordiscando e dando alguns chupões pelo meu pescoço. Senti seu volume em minha coxa, e então rocei-a pelo volume dele. Dei um selinho demorado em Daniel e me abaixei ficando com o rosto na frente de seu volume. Abaixei sua bermuda e cueca juntos. Dani pegou seu membro e ficou “brincando” com elw em minha boca, enquanto eu tentava abocanhá-lo. Segurei na bunda de Dani e coloquei minha boca em seu membro, Dani revirou os olhos e soltou um gemido de leve. Com minhas mãos na bunda de Daniel, impulsionei seu corpo pra frente e pra trás deixando quase todo seu membro em minha boca. Dani deixava escapar alguns gemidos leves e eu ficava ainda com mais tesão. Deixei minha lingua correr por todo seu membro, sempre voltando a chupá-lo com ainda mais vontade. Daniel então me ajudou com os movimentos e “socava” todo seu membro em minha boca. Quando, ele me puxou pra cima de novo e enquanto tirava minha cueca ele sussurrava: “Quero gozar dentro de você, Lili.”. Ele me virou na parede, e colocou seu membro de uma vez dentro de mim, soltei um grito de tamanho tesão, e Daniel começou a penetrar rapidamente em mim. Não conseguia conter meus gemidos e Daniel apertava e apalpava minha bunda com vontade. Dani então foi mais forte ainda e gozou dentro de mim. Segurei seu rosto e dei um beijo quente em sua boca. Dani então, interrompera o beijo e desceu sua boca pelo meu corpo. Peguei meu membro e batia-o no rosto de Daniel, enquanto ele tentava pôr na boca. Então, ele colocou o mesmo na boca e me chupou com muita vontade, num ritmo acelerado sem parar. Entrelacei meus dedos por trás da nuca de Dani e ajudei-o nos movimentos. A boca macia e quente de Daniel me levou à loucura e então gozei em sua boca. Puxei-o pra cima e demos um beijo demorado. Nos vestimos e então fomos embora.
- Quanto mais a gente faz, mais vontade eu tenho de você. - eu disse firmemente.
- Eu também, Lico. Eu saciei minha vontade mas não vai demorar muito e irei querer mais. - Dani completava.
Fomos embora de mãos dadas, e chegamos em 1 hora ao hotel. Quando entramos no quarto, Andy estava sentado de cabeça baixa na cama.
- Eu… Vou ser pai. - Anderson dizia abatido.
- O QUÊ? - eu e Daniel perguntamos juntos.
- Melissa está grávida. E apesar de te magoar, Daniel, eu sou apaixonado por Giovana. - ele se lamentava.
- Anderson.. Quero dizer que te apoiaremos, não é mesmo, Daniel? - olhei em sua direção. - Entendo que a fase em que você está, e não está fácil. - eu o consolava.
- Como irei assumir uma vida com alguém pensando na sua irmã? - Anderson mantinha a expressão triste.
- Isso vai passar, Anderson. Você pode aprender a amar Melissa. - Daniel tentava consolá-lo também.
Anderson então deitou em uma das camas, e olhando pra cima o tempo todo.
Eu e Daniel demos de ombros e deitamos em cima de Bruno e ficamos assistindo alguns programas.
*Narração Melissa*
Acordei em minha cama, sem saber como fui parar lá. Parei para pensar no que eu havia inventado, e passei a mão em minha barriga. “Eu não estou grávida ainda, mas há tempo. Mas perder o Anderson eu não vou.” disse aquilo olhando para minha barriga. Giovana então entrou em meu quarto e fingi estar quase caindo no chão. “Estou fraca, traz um lanche pra mim, Gio” pedi numa voz meiga. Gio apenas acenou com a cabeça que sim e desceu para buscar. Sorri ironicamente e deitei na cama esperando-a. Depois de poucos minutos, Gio entrou com uma bandeja, com os pães de mel e suco de uva.
- Você precisa ir ao médico, Mel. Fazer pré-natal, cuidar dessa criança direito. - Gio instruia.
- Eu vou, Gio. Eu vou. - menti. - Só não preciso de companhia, eu me viro. Não se preocupem.
- Mel, você está muito mal para sair sozinha. - ela disse firme.
- Já estou um pouco melhor, Giovana. Só estou sentindo muita fome. - tentei disfarçar. - Amanhã de manhãzinha vou. - forcei um sorriso.
Gio retribuiu o sorriso e desceu. Senti alguma coisa estranha e fui ao banheiro, e percebi que minha menstruação havia chegado. “Ninguém precisa saber.” pensei comigo mesma. Tomei banho, me troquei e voltei a dormir.
- O que você disse? – Perguntei me afastando e o PH me olhou desconfiado.
- Que eu te amo...?
- Não isso. A segunda parte. – Eu disse brincando e ele deu risada.
- Como você é besta. – PH me beijou. – Sabia que você já disse que me ama?
Arregalei os olhos e franzi a testa.
- Que mentira! – Eu disse e ele deu risada.
- É sério! Você disse dormindo uma vez... Mas eu não te contei porque eu queria ser o primeiro a falar.
PH disse e fez biquinho fechando os olhos, esperando eu beijá-lo. Cruzei os braços e dei risada.
- Que desculpa mais esfarrapada!
Ele abriu um dos olhos e sorriu.
- Ah, qual é? Foi uma ideia bonitinha... Seria legal se fosse verdade...
Fiquei o encarando e sorrindo. Ainda não acreditava que eu tava namorando o Pedro Henrique. O suposto sujeito que eu jurei odiar para todo o sempre porque esse imbecil me fez passar a maior vergonha da face da terra... Mas cá estou eu... Confraternizando, sem nenhum um pingo de culpa, com o inimigo.
- Que foi? – Ele perguntou. – Você tá tipo com o sorriso do Coringa na cara!
PH deu risada e se aproximou de mim, me dando um selinho namorado.
- Eu também te amo.
~*~
- Leonardo, para de me encher o saco! Já disse que eu não lembro!
O Bittencourt apareceu do nada na minha casa querendo saber com quem a Dani tinha ficado. Graças ao bom senhor, quando ele chegou, o PH tava tomando banho e eu já tinha vestido uma roupa.
- Como você pode não lembrar? Você tá é mentindo pra mim, isso sim!
Bufei e revirei os olhos. Quando eu ia responder, o Pedro Henrique entrou no meu quarto só com uma toalha enrolada na cintura e disse:
- O barman a drogou... Hipoteticamente.
- Você tem que parar de usar essa palavra. – Eu falei com raiva.
- Que palavra? Barman?
O Leo deu risada e eu revirei os olhos. O Pedro Henrique só me olhava com aquele sorriso sarcástico.
- Onde você enfiou minhas roupas? – O PH perguntou e o Leo começou a gargalhar.
- Eu sabia que tava sentindo cheiro de sexo no ar. Não acredito que você perdeu o cabaço e nem me contou! – O Leo falou e o PH começou a dar risada. Cara, não dá pra alguém me ajudar aqui?
- Você é muito boca aberta, ia espalhar pra todo mundo!
- Não sou, não!
- É sim! Você contou pro Victor sobre eu e o PH! – Eu disse e o Bittencourt parou de dar risada.
- Seu irmão sabe? – O Machado me encarou com as sobrancelhas arqueadas e depois sorriu.
- Sei o que?
O Victor entrou no quarto e fez a cara mais terrivelmente estranha que eu vi na minha vida. Primeiro ele olhou pro Leonardo, que deu de ombros e sorriu. Depois pro PH... E ai ele surtou.
- Por que você ta seminu no quarto da minha irmã?! Cadê sua camiseta?!
Pedro Henrique sorriu e percebeu que a situação ia ficar complicada... Mas ao invés dele se redimir, ou se oferecer pra lavar o carro do meu irmão por um ano... Não... Ele nunca falaria uma coisa dessas...
- Eu também não sei. A Lua a escondeu em algum lugar! – Ele olhou pra mim e eu juro que pude ver o Victor soltando fogo pelas narinas. – Maruja, prometo que se você devolver minhas roupas eu te devolvo sua calcinha.
E ai tudo aconteceu muito rápido... O Victor foi pra cima do PH e o Leo se aproximou dos dois correndo. Eu pensei que meu amigo ia separá-los, mas não... Ao invés disso, ele tirou a toalha que cobria as partes do Pedro Henrique... Não sei por que raios o Leonardo deixou o Machado pelado, mas isso fez o meu irmão se afastar... Não antes dele ter dado uns belos socos na cara do meu namorado.
- Luana, fecha os olhos!
O Victor disse em tom autoritário e o Bittencourt, que ainda estava rindo, falou:
- Cara, ela já viu tudo isso ai...
- CALA A BOCA! – Eu gritei pro Bittencourt. – E SAÍ DO MEU QUARTO! AGOOOOOORAAAA!!!
Eu disse e fui correndo pro lado do Pedro Henrique. O Leo olhou pra mim e disse:
- Credo, isso é falta de sexo! Dá um jeito, PH!
- Você quer apanhar também?
O Victor perguntou pro Bittencourt, que riu e saiu dizendo:
- Família Alves em abstinência sexual EXTREMA!
O PH tentou dar risada, mas doeu, e ele franziu as sobrancelhas e fez uma cara de agonia.
- Meu nariz ta muito feio? – Ele perguntou e eu ri.
- Que pergunta mais gay...
- Eu não fui gay noite passada...
- Eu ainda to aqui! – O Victor disse olhando mortalmente pro Machado.
- É, você ainda ta aqui! – Eu falei com raiva. – E é bom você sair antes que eu quebre sua cara!
- O quê? – Meu irmão perguntou indignado. - Você que faz merda e eu que tenho que apanhar?
- Você deformou a cara do meu namorado!
- Valeu, amor. – O PH disse, rindo baixo.
- Cala a boca! – O Victor gritou pro Pedro Henrique.
- Não grita com ele! E saí do meu quarto!
- Não vou sair! Se eu sair vocês vão... Fazer coisas!
- Talvez... – O PH disse e eu o fulminei com os olhos. Quem não ajuda não atrapalha, caralho.
- Victor, saí! Antes que eu quebre a sua cara!
- Como se você tivesse força pra isso... – Ele falou todo cheio de si. Quando o Victor ta bravo, ele tende a ficar muito modesto.
- Lembra quando eu quebrei seu braço quando a gente era criança? – Meu irmão me encarou com raiva e o PH segurou a risada. – Pois é, então... SAÍ, CARALHO!
Empurrei o Victor pra fora e tranquei a porta. Fui até o Pedro Henrique, que já tinha deitado na minha cama, e observei seu rosto novamente. Com mais cuidado dessa vez.
- Isso vai deixar uma cicatriz bonitinha no seu nariz. – Eu disse colocando a mão sobre o corte e ele fez uma careta.
- Nada disso teria acontecido se você não tivesse escondido minha camiseta...
Ele riu da própria piada e eu dei um sorriso de lado.
- Só não te bato agora porque meu irmão acabou com você. – Eu falei e ele deu de ombros. – E isso não teria acontecido se você tivesse ido tomar banho.
Eu levantei da cama e fui pegar água pra limpar o rosto dele. Sentei ao seu lado novamente e comecei a pressionar o algodão com água nos machucados. PH fazia caretas, e eu sabia que tava doendo, mas, infelizmente, era um mal necessário.
- Você é muito ambígua, maruja... É você que reclama do meu fedo...
- Prefiro você fedido do que desconfigurado. – Eu disse e soltei uma risada fraca.
- Cara, minha auto-estima ta tão lá em cima que você não faz ideia. - Dei risada do comentário dele e o beijei. PH fez uma careta, fazendo eu me afastar rapidamente. – Relaxa... Porque pra te beijar eu consigo suportar uma dorzinha... – Eu sorri e o beijei mais uma vez. – Preciso me ver no espelho...
- Não acho que seja uma boa ideia...
~*~
- A formatura é amanhã! Já escolheu seu vestido?
Dois dias se passaram desde o terrível incidente no meu quarto, e o Victor ainda não tava falando comigo. Eu decidi não me importar porque com o tempo ele ia aceitar que sua irmãzinha não era mais virgem e tudo ia voltar ao normal.
- Ainda não... E você?
A Vic tinha me ligado pra falar sobre o baile de máscaras. E ainda bem que ela me lembrou, porque eu tinha esquecido total.
- É claro que eu já escolhi! E pode me agradecer depois, mas eu também escolhi um pra você!
Ai meu Deus!
- De que cor, Victória?
- Rosa, é claro! – Ela respondeu entusiasmada.
- Ah, não... Não quero ir...
- Não julgue o vestido antes de vê-lo! – A Bittencourt me interrompeu. – Ele é lindo e você vai adorar! Vem aqui em casa ver! RÁPIDO!
Ela desligou o celular e eu dei risada. Que beleza, um vestido rosa. Tirei o pijama e coloquei um shorts jeans e uma camiseta fresquinha pra ir na casa da Vic, mas antes de sair, liguei pra Dani.
- Ow, que cor é seu vestido do baile de máscaras?
- Bom dia pra você também, querida. – Ela respondeu. – E obrigada por me acordar.
- Já ta na hora, né fia... Agora me responde.
- Preto. Agora tchau!
Filha da puta desligou na minha cara. Saí do quarto e dei de cara com o meu irmão. Ele me encarou por uns minutos e disse:
- Precisamos conversar.
Saco.
- Entra ai. – Abri a porta do meu quarto novamente e sentei na cama. Lá vem bronca.
- Por que você não me contou que não era mais... virgem?
- Porque isso não é o tipo de coisa que a gente fica ansiosa pra contar pro irmão mais velho.
Victor revirou os olhos e disse:
- Engraçadinha... Mas eu queria saber, ué.
- Se eu tivesse te contado você teria me dado a maior bronca do mundo...
- É, mas ao invés disso eu bati no seu “namorado”. – Ele fez aspas com os dedos.
- Não precisa fazer aspas quando fala do Pedro Henrique ser meu namorado... Porque ele realmente É meu namorado.
Victor começou a andar de um lado pro outro e passou as mãos nos cabelos, meio inquieto.
- Você ama mesmo aquele cara?
Dei risada do jeito que ele perguntou e respondi:
- Sim. Eu amo mesmo aquele cara.
Victor bufou e sentou do meu lado na cama.
- Eu to perdendo minha irmãzinha pra um cara tatuado e esquisito. HAHAHAHA.
- Não é porque eu também to amando o PH que eu to amando você menos, seu babaca.
- Eu sei, cabeção... Mas é que sei lá... Tenta entender o meu lado... É estranho... Lembra quando você entrou no meu quarto e eu e a Laura estávamos quase...
- LEMBRO! Foi péssimo!
- Então! Eu me senti um pouco pior que péssimo quando o vi só de toalha no seu quarto!
É, ele tem um pouco de razão. UM POUCO! E nada justifica ele ter batido no PH.
- Entendi... Mas vamos mudar de assunto, por favor! E nunca mais se atreva a levantar um dedo contra o meu namorado, escutou? – Ele riu e assentiu. - A gente ta bem, né?
O Victor sorriu e me abraçou.
- Estamos sim, cabeção.
- Ótimo, porque eu não consigo ficar sem falar contigo por dois dias inteiros.
Nós rimos e ficamos conversando no quarto. Perguntei se ele ia ao baile e a resposta me surpreendeu um pouco...
- Vou! Porque eu meio que “convidei” alguém pra ir comigo.
- Ai meu Deus! Por favor, não diz que é a Victória.
- Não! Por que seria? - Arqueei as sobrancelhas e ele entendeu. – Ah, ta... Pode crer... Mas não... É a Laura.
- Ainda, Victor?
- É, talvez pra sempre...
Ele respondeu triste. Ah, mano... Porque a Laura ta fazendo isso com o meu irmão? Justo quando eu tava começando a gostar dela...
- Você a convidou? – Perguntei.
- Mais ou menos... Tipo, eu deixei um vestido de baile na casa da mãe dela com um bilhete... E no bilhete tava escrito que se ela quisesse dar uma última chance pra nós, era pra ela vestir aquele vestido e aparecer no baile.
- Aaaawn... Como você é romântico. – Eu falei e o Victor riu. – O PH jamais faria algo assim pra mim... Aliás, fui eu quem o convidou pra ir ao baile comigo... Namorado imprestável esse meu.
~*~
- Por que você demorou tanto pra chegar? Veio de ré?
A Vic perguntou assim que pisei na casa dela. Cumprimentei a mãe dela que estava na sala. De repente, o Leo veio correndo da cozinha com uma garrafa de cerveja na mão e pulou com tudo no sofá.
- Lua! O que você tá fazendo aqui? – Ele perguntou sorrindo e sua mãe o encarou.
- Leonardo, já te falei milhões de vezes pra não roubar a cerveja do seu pai!
- Mãe... O pai não liga!
- MAS EU LIGO!
O Leo subiu as escadas e deixou a mãe gritando sozinha na sala. A Vic foi me puxando pro quarto dela e assim que chegamos ela trancou a porta e começou a mostrar que vestido usaria no baile.
- É a sua cara! – Eu disse. E era mesmo. – Muito bonito... Você vai com quem?
- Sozinha! Sou independente agora! Sabia que vou fazer intercâmbio?
Ficamos horas conversando até que ela parou de enrolar e falar do Vinicius (que ela ainda obviamente gostava) e mostrou meu vestido.
- EXPERIMENTA!
- Não grita!
Coloquei o vestido e ficou bonito... Não é que a Bittencourt tinha um ótimo gosto pra essas coisas?
- VICTÓRIA! ABRE A PORTA PORQUE EU TO PRECISANDO DE UMA OPINIÃO FEMININA PRO MEU TERNO!
O Leonardo começou a esmurrar a porta. Eu continuei me admirando no espelho enquanto a Vic ia deixando o irmão entrar.
- Uau! Até parece gente, Lua! Sorte do PH, hein? HAHAHAHAHA.
- PH? Por quê? – A Vic perguntou com os olhos arregalados.
Que ótimo, lá vamos nós de novo.
~*~
- Tem alguma pessoa que você ainda não tenha contado?
Depois de explicar tudo nos mínimos detalhes pra Victória, ela me liberou e eu e o Leo viemos tomar um sorvete.
- Não contei pra Geovanna, mas posso resolver isso...
- Cala a boca! - Eu falei e joguei um pouco de sorvete na cara dele. - Você vai com quem no baile?
- Com você, ué! - Eu dei risada da piada do Leo e ele continuou sério. – Qual a graça?
- Você fez uma piada... Então, eu ri.
- Não é piada! To sem par pro baile e você é minha segunda opção oficial!
- Pensei que sua segunda opção fosse a Geovanna.
- É, isso... Você é a terceira opção oficial... Tanto faz.
Revirei os olhos e dei um sorriso.
- Eu vou com o PH... Pensei que você soubesse.
- Droga... Então, terei que ir com a minha quarta opção.
- Que seria...?
- Seu irmão, é claro.
- É claro!
Dei risada e ele riu comigo.
- Você sabe com quem a Dani vai?
- Ah, não... Não começa, Leo... Sério... Foi você que quis desse jeito.
- Eu sei... Só to curioso.
- Ahan, sei.
- É sério!
Suspirei e coloquei mais uma colher de sorvete na boca.
- Ela vai com o Felipe.
- Aff... – Eu o encarei arqueando as sobrancelhas. – Não é ciúmes... É só que... Sei lá... Ele me irrita! – Dei risada e continuei comendo meu sorvete. – Mas aguarde... Porque eu tenho uma grande surpresa pra Montez nesse baile.
- O que é? – Perguntei curiosa.
- É surpresa até pra você. – Leo piscou pra mim e eu revirei os olhos. – Você terminou de escrever o discurso que eu vou ter que ler amanhã?
Pois é, o Leonardo foi escolhido como “paraninfo” do baile de máscaras dos formandos de 2013... Mas, obviamente, ele não tem cabeça pra escrever um discurso, então... Eu que tive que fazer.
- Já!
- Ótimo, então amanhã eu pego contigo. – O Bittencourt enfiou o resto de sorvete que ainda tinha em sua vasilha e se levantou. – Vou me encontrar com a Geovanna agora! Até amanhã!
Havia muitas coisas que eu queria fazer naquele momento.
Como por exemplo correr e abraçá-lo o mais forte que eu podia para nunca mais soltar, assegurar-lhe que eu o amo e que nada mais importa, beijá-lo e sentir seu corpo tão perto do meu com sua respiração travando uma batalha contra a minha.
Quis tanto que meu desejo não se tornou realidade.
Me livrei dos lábios nojentos de Mark apenas para ter a visão daquela pessoa que eu não via a um pouco mais de um mês.
Punhos fechados, narinas dilatadas, olhos cerrados. Ele estava mais que furioso.
- Justin? – perguntei assustada.
Ele nada respondeu.
Quando me dei por mim, Justin já tinha avançado em Mark, pegando-o pelo colarinho e arremessando-o para a parede mais próxima. Mark não estava totalmente bem devido ao alto nível de álcool em seu organismo, portanto todas as vezes que tentava fazer algo contra a Justin, falhava. Mas Justin não deixava barato. Ele despejava vários socos em seu rosto, chutes em sua barriga. Mark tinha seu rosto coberto por sangue saindo de suas narinas, e de cortes espalhados pelo seu rosto. Eu fazia de tudo para ir até lá mas não conseguia. Rob me segurava, Ryan a Taylor e Chaz a Stacy. Eles estavam do lado de Justin, e aquilo só acabaria quando uma maca tirasse Mark dali.
- Me solta! Justin! Justin! – esbravejei. – Justin, por favor!
Com um grande impulso – que eu não sei de onde veio tanta força. – eu consegui me soltar dos fortes braços de Rob. Correndo para onde a briga ocorria, eu toquei o ombro de Justin, que continuava a torturar Mark sem se importar com a multidão.
- Justin... – eu disse.
Mas Justin estava fora de controle. Sua mente não estava ali. Por impulso, ele me deu um empurrão.
Eu caí no chão.
Ele virou para mim e foi quando ele se deu conta do que fez. Seus olhos entristeceram, e ele lambeu os lábios para voltar a si. Quando o fez, Justin passou as mãos pelos cabelos, puxando os fios.
- Quem é você? – eu disse baixinho.
- Eu... Eu...
- Lauren! – ouvi a voz de Stacy me chamar. – Me solta, viado!
Stacy correu em minha direção.
- Tá tudo bem. – eu disse me levantando com sua ajuda.
- O que você fez, filho da puta? Vocês ficam dias sem se ver e é assim que você dá boas vindas? Qual o seu problema, caralho? Ela é a única pessoa que você tem! – Stacy esbravejou.
- Stacy... Tá tudo bem. – eu disse. – Vai ver como Mark está.
- Com quem você pensa que tá falando, vadia? – Justin disse. – Abaixa sua bolinha meu anjo, eu posso acabar com seus miolos em dois tempos.
Quem é esse?
Aquele não era meu Justin. Definitivamente não.
- Justin! – repreendi-o. – Acho que precisamos conversar.
- Precisamos. Precisamos mesmo.
- Então vamos para outro lugar.
- Não, Lauren. Se temos algo para conversar que seja aqui na frente de todos, ué. Eles vão querer ver o desfecho dessa história. Aliás, nós não somos mais nada não é?
- O que deu em você? – eu perguntei. – O que aconteceu com você, Justin? O que fizeram contigo?
- Me traíram. – ele disse.
- Quem te traiu?
- Você.
- Justin! Para com isso. Você não é o meu Justin, você está se tornando um monstro! Eu sabia que ficar tanto tempo fora te tornaria isso aí. Mas não deveria ter sido daquele jeito, não mesmo. Justin, eu te amo será que é tão difícil de entender? Olha o que você está fazendo! Olha o que você se tornou! Por favor, Justin.
- Não faz isso. Não faça discursos dizendo que me ama se tudo que você fez foi se afastar. E tudo que passamos juntos, Lauren? Os beijos, os carinhos, os problemas. O que aconteceu? Por que você se afastou? Por que você não me quer mais? Por que está me trocando por esse mal comido? Lauren! Por que? Então não venha com esses seus discursos sendo que você esqueceu tudo. Não faz isso. Não nos condene dessa maneira.
Engoli em seco.
Eu já sentia as lágrimas querendo escapar dos meus olhos. Era difícil vê-lo sentir-se tão mau por minha culpa. Justin deveria saber o verdadeiro motivo, e deveria abrir a boca naquele momento, mas por que algo dentro de mim não permitia? Justin estava achando que eu estava fazendo de propósito e nada me condenava mais do que isso.
- Justin...
- Tudo bem, não precisa dizer nada. Você prefere seguir em frente não é? Foi só rolar uma fodinha que você se foi! Parabéns, Lauren! Eu satisfiz seu desejo! Agora vai! Vai e fica com o Mark. Mas eu tenho certeza que ele não te dará nem metade do prazer que eu te dou. Mas não esqueça de tudo que fiz por você, de todas as merdas que surgiram depois que eu e você resolvemos ficar juntos. Eu lutei contra o meu coração de pedra para ele finalmente bater por alguém, Lauren. Lauren, eu fiz de tudo para trazer-nos um “felizes para sempre”, eu estou travando uma batalha por você! Eu te salvei inúmeras vezes. Eu te trouxe felicidade, algo que você nunca tinha sentido. Sabe o que mais? – ele engoliu saliva para voltar a falar. – Vai, fica a vontade! Eu cansei. Cansei de lutar por algo que nunca vou receber em troca. Vai ficar com esse Zé ruela e me deixa, me esquece.
- Então é isso que você pensa sobre nós? Que eu não te trago nada? Justin, agora me diz, quantas vezes? Quantas vezes você foi pra cama com outra mulher nesse tempo que ficamos separados? Vai, Justin! Me diz! Joga logo na minha cara!
- Lauren...
- Eu sabia! Você está me condenando por um beijo roubando enquanto transou mais do que touro reprodutor! Por que você não se enxerga antes de falar algo sobre mim? Eu te ensinei a viver, Justin. Eu te amei mais do que qualquer um! Eu te amo, já disse.
- Você se foi. Por que você se foi?
- Porque sim, Justin! Você não sabe nem da metade dos problemas que eu ando passando! Você só pensou em guerra e mais guerra, você não parou para me perguntar se eu estava bem. Você simplesmente decidiu ir para Seattle e pronto.
- Foi por nós dois!
- Eu sei. Mas e quando eu pedi para você ficar pois eu me sentiria mais segura? Você pensou na possibilidade? É claro que não! É como eu disse, você não sabe nem da metade dos meus problemas. Tem meu pai, tem minha mãe, tem a... – bati com a mão em minha boca me condenando. Eu não poderia falar definitivamente nada.
- A quem, Lauren? – ele perguntou. – Quem? – gritou.
- Ninguém. – falei baixinho. – Nada. Eu... eu tenho que ir!
- Vai para os braços de Mark? Ok, vá em paz! Fica a vontade.
- Idiota. – esbravejei. – E você? Vai para os braços de Jessie?
- Sim, será uma boa. Obrigado pela sugestão.
Eu saí do local, entrando no meio da multidão que assistiu tudo de camarote. Em poucos minutos eu já estava na porta de saída daquela boate, decidida do que eu iria fazer.
Narrado por Justin
- Qual o seu problema, cara? – Taylor esbravejou enquanto me dava um leve empurro.
Eu a vi entrando na multidão e não fui atrás. Tudo que pude fazer foi ficar parado observando aquilo. Enquanto eu me segurava para não acabar com todos ali. Olhei para o lado um instante para ver Mark sendo socorrido por um dos seguranças, os quais eu disse que se ousassem falar sobre o que aconteceu ali para alguém os acabaria com suas vidas.
- Sai daqui, Taylor.
- Não, Justin. Você não vai desistir assim. O que você tem na cabeça? Será que não percebe que você nunca encontrará alguém como Lauren? Por que você não dá valor aquela idiota que tá sempre com você, Justin? Você é outro idiota! Será que não percebe que o que ela estava fazendo é por você? Idiota, estúpido, filho da puta! Ela não vai suportar tanta coisa ao mesmo tempo, seu idiota. Ela está sendo ameaçada e tá se afastando só para ver você bem.
- Taylor! – Stacy gritou a repreendendo.
Taylor cobriu a boca, assustada. Provavelmente ela não poderia ter dito aquilo.
- O que você disse? – eu perguntei ríspido.
- Você ouviu. – ela disse encarando o chão.
- Repete, Taylor. – ela se calou. – Agora, caralho! – esbravejei.
- Estão ameaçando a Lauren e ela tem que ficar distante de você para te ter seguro juntamente com sua mãe.
- Quem, Taylor?
- Eu já disse demais.
- Foda-se! Eu descubro por mim mesmo.
Eu sou um babaca.
Eu sou um tremendo babaca.
Como não pensei na possibilidade de ter algo errado antes? Lauren fez tudo aquilo por amore tudo que eu fiz foi julgá-la. Por que eu tenho que agir sem pensar? Por que eu pensei em mim antes de dela? Por que?
Saí daquele lugar pronto para encontrá-la e pedir-lhe desculpas. Eu me ajoelharia em seus pés se necessário, mas eu não a deixaria até voltarmos a ser os velhos Justin e Lauren.
Narrado por Lauren
Após alguns minutos em um táxi, eu finalmente cheguei em casa.
Depois que meu pai soube que Justin não estava mais por perto, ele decidiu deixar-me respirar novamente. Sendo assim, foi passar uns dias em sua casa em Palm Beach para apresentar Stephanie para os parentes de lá.
Sozinha, eu já estava certa do que iria fazer.
Eu não suportaria tanto ao mesmo, minha mente não suportaria. Eu sou fraca.
Aquilo já havia virado rotina para mim, um vício. Eu não sentia nada, definitivamente nada. Apenas prazer do ato. Aquele era o único meio de me livrar dos problemas e punir a mim mesma por ser tão idiota.
Amar é algo idiota.
Em alguns minutos eu já não tinha mais controle sobre mim mesma. Sangue era a única coisa que eu via até que tudo escureceu e eu caí. Espero que agora seja para sempre.
Narrado por Justin
Eu sabia que ela estaria em sua casa. Algo me dizia isso.
Dirigi o mais rápido que podia sentindo algo me apertar o coração, havia alguma coisa me dizendo que tinha algo errado com Lauren. Algo rasgando partes do meu corpo. Eu não estava tendo uma das melhores sensações.
Me lembrei do que Lauren havia dito, algo a ver com seu pai. Imediatamente busquei meu celular em meu bolso, deslizando o dedo na tela para desbloquea-lo e digitando o número de Chris.
- Anda, anda, anda, atende filho de uma puta! – disse baixinho enquanto tudo que se ouvia do outro lado da linha era o som das chamadas.
- Alô?
- Chris! Graças a Deus! Escuta, eu preciso que faça um favor pra mim! Preste bastante atenção, larga tudo o que você está fazendo e pesquisa sobre o pai da Lauren. Quero tudopossível e até impossível.
- Mas, Bieber, eu tava terminando de organizar os carros com os caras pra ação.
- Larga tudo, Chris! Larga tudo e faz o que eu to mandando.
- Eu posso demorar um pouco já que estamos com problemas no sistema.
- Não tem problema desde que você faça o que eu pedi.
- Vejo que é importante e a aflição na sua voz tá me assustando, tá tudo bem cara?
- É isso que eu vou ver agora. – eu disse enquanto parava o carro na frente da casa de Lauren. Senti um aperto no meu coração, algo rasgando e não pude conter um gemido de dor. – Ai!
- Bieber? Tá tudo bem?
- Vou ficar. Só faça o que eu pedi, ok? Tchau.
Finalizei a ligação pondo o celular de volta no bolso.
Parei para respirar um pouco já que ainda sentia aquelas dores estranhas, abaixando a cabeça e apoiando as mãos nos joelhos por uns segundos. Quando voltei a me levantar dei de cara com a porta da casa aberta. Tinha alguma coisa errada. Corri até a mesma, entrando na casa.
- Lauren? Lauren você está aí? Sou eu! Nós precisamos conversar!
Aquele sentimento ruim não me deixava em paz, portanto peguei meu celular novamente, desta vez discando o número de Ryan.
- Ryan, onde você está? – eu disse imediatamente assim que atendeu.
- Trazendo a Taylor pra casa. Por que, cara?
- Então você está perto da casa da Lauren. Larga tudo que você ta fazendo e vem pra cáagora.
- O que aconteceu, Justin?
- Eu não sei, mas tem algo errado. Vem pra cá imediatamente, Ryan.
- É claro, cara. Eu e Taylor estaremos aí em no máximo dez minutos.
Finalizei a ligação e pus o celular no bolso. Passei a mão pela meia que estava usando, ela estava coberta pela barra da minha calça jeans, levantei-a para ver a minha arma cravada ali. Peguei-a, destravando-a e subindo as escadas.
- Lauren?
Todas as portas daquele corredor estavam abertas.
Menos uma.
O banheiro.
- Lauren, você está aqui? – girei a maçaneta e tentei empurrar a porta mas a mesma estava trancada. – Lauren! – gritei. – Eu sei que você está aí, responde por favor.
Sem me livrar da minha arma, eu dei um chute na porta na tentativa de arrombá-la mas nada. Tentei mais uma vez. Sucesso.
Eu não queria estar vendo aquilo, eu não queria vê-la naquelas condições. Não há coisa pior do que ver quem você ama naquelas condições. Lá estava Lauren, caída no chão, sangue por todos os lados, lâminas em suas mãos, desacordada. Agora tudo fazia sentido, quando ela disse que não suportaria mais, os apertos que eu senti. De alguma maneira nós estávamos ligados. E quando a vi eu não tive outra reação a não ser me livrar de minha arma e correr em sua direção.
- Lauren! Lauren, o que você fez com você? – eu perguntei.
Mas ela não respondia.
- Justin! – ouvi a voz de Ryan vindo do primeiro andar.
- Aqui em cima! – eu gritei choroso.
Seja forte, Justin. Por Lauren. Por vocês.
Passos rápidos vieram em direção a onde eu estava. Taylor e Ryan não conseguiram conter suas feições de espanto com aquela cena.
Eu, ajoelhado, com Lauren nos meus braços.
- Liga pra uma ambulância, por favor. Rápido! – eu gritei.
Taylor puxou o celular do bolso de Ryan, trêmula, digitando os números de emergência.
- Por favor, eu preciso de uma ambulância aqui. Rápido!
Taylor se sentiu mal com aquela cena, Ryan foi atrás dela. E eu fiquei parado ali, com o meu amor em meus braços temendo o pior.
Depois disso, tudo que ouvi foi o som da sirene da ambulância, as luzes azul e vermelha invadindo o local.
- Vai ficar tudo bem, eu prometo. Eu nunca mais vou te deixar, e isso é uma promessa.