Capítulo 64
Eu simplesmente não podia acreditar que a unica forma de quebrar esse vinculo com a Ambre era matando o Castiel . . . Eu . . . "Eu . . . Devia ter guardado essa informação não é ?" Lysandre falava triste. "Não Lysandre . . . Você está certo em nos manter informados . . . Mas não posso evitar o choque. Eu . . . Não posso matar o Castiel só pra me manter viva." Lysandre sorriu pra mim e calmamente colocou a mão no meu ombro. "Eu fico feliz em ouvir isso. De verdade. Castiel é um amigo muito precioso pra mim . . . E bem, o fato de você não ser egoísta é o que à torna admiravél. Fico feliz que não perdeu isso mesmo com a dificuldades que tem enfrentado." Lysandre realmente preza muito a segurança do Castiel . . . É admiravél. Eu estava tonta com tudo. . .
"Lysandre . . .Você vai contar pro Castiel né ? Você acha que ele vai me matar ?" eu perguntei com receio, mas sinceramente ? Eu quero que ele me mate. É bom que assim eu pararia de sofrer e ele também. Lysandre "correu" desesperado na minha frente "Nunca ! Ele não teria cora--" Mas antes que ele pudesse complentar a frase ele caiu enquanto parava na minha frente. Como sempre, sua cabeça bateu em algo e ele deixou o bloco cair . . . "Lysandre . . . Seu bloco." Eu peguei e entreguei pra ele. "Ah, obrigado." Ele dizia enquanto levava a mão até a cabeça tentando estancar o sangue. Sugeri que seria melhor ele ir pra casa, afinal, alem dele estar sangrando eu realmente não estava bem . . . Fora que eu estava precisando de vitaminas. Lysandre aceitou e se ofereceu para me acompanhar até em casa, eu recusei, não quero que comentem que eu estou me envolvendo com o Lysandre, isso vai pegar péssimo pra mim, pra ele e pra Iris . . . Fora que eu realmente queria ficar sozinha.
No caminho para minha casa, eu estava perdida e sem chão . . . Então pensei: Vou até a casa do Ken. Ele faltou e o próprio Armin sugeriu essa visita . . . Decidi então mudar minha rota e ir para a casa do Ken ver como ele estava.
A casa do Ken não é muito distante, é próxima da minha antiga casa . . . Ao chegar na casa dele eu toquei a campainha, tive receio de ninguém atender mas logo veio a mãe de Ken. "CELES ! QUERIDA ! VEIO NOS VISITAR ?!" ELa falava enquanto me dava um abraço caloroso. "OLÁ ! SIM HAHA . . .Eu reparei que o Ken faltou e queria saber se está tudo bem." eu falei enquanto retribuia o abraço dela. "Ah sim sim, Kentin está no jardim nos fundos, ele não parece nada bem . . . E digo que a senhorita também não. Está doente ?" ela falava puxando minhas bochechas. "N-Não ! É que fiquei um tempo comendo pouco, estava me sentindo meio tristinha e . . . Só " tentei dar a melhor desculpa que eu pudesse. "Hmm, seus pais já foram ver isso ? Isso é preocupante. Você não pode deixar de comer querida." "Eu sei, já tá tudo bem . . . Sério. To comendo normalmente de novo. Era só uma tristeza passageira." eu realmente devo estar muito feia pra chamar atenção de tanta gente. "Pode não ser só uma tristeza passageira, tem que ver isso antes que agrave. Kentin tem algo similar, mas como vimos mais tarde se agravou um pouco." Eu realmente não entendi bem doque ela falava. "Ken tem algo similar" ? O que ? Magreza ? Se for ele realmente era bem mais magrinho antigamente . . . Bem whatever. Não demorou muito ela foi para a cozinha, e como já sou de casa, deixei meu sapato e meu casaco na entrada e fui direto pro jardim nos fundos.
Ao chegar na entrada do jardim pude ver o Ken de pijama sentado no chão mexendo em pequenas plantas. Ele parecia distraído. "Ken ?" Eu entrei falando. "C-C-Celeste !?" Ele parecia muito surpreso e estava com um olhar cansado. "Ken, você faltou hoje, fiquei preocupada." Eu falei com ele calmamente. "E-Eu não estava me sentindo m-muito bem" ele dizia muito nervoso. Então me sentei do lado dele no chão. "Quer que eu vá embora ?" eu realmente tive medo de estar incomodando, eu sei bem como é querer ficar sozinha, tenho meus momentos. O Ken olhou pra mim desesperado "N-NÃO ! FICA ! POR FAVOR !" "Calma Ken. Eu fico, não precisa esse desepero, foi só uma pergunta." eu admito que achei fofo e ri. Nós ficamos em silêncio, apesar de tudo estava divertido de alguma forma estranha curtir aquele silêncio. O jardim dele me trás muitas lembranças. "Ken, lembra quando eu subi na árvore pra pegar o cachecol que você me deu de presente ?" eu falei rindo ao lembrar de algo de nossa infância. "Sim . . . Lembro que eu te dei de presente e você estava irritada comigo porque queria que fosse rosa e não azul, então você jogou longe." ele esboçava um sorriso tranqulo enquanto falava disso. "Sim ! No fim era só pirraça minha. Eu preferi ele azul . . . " "É, mas desfiou o cachecol todo ! Você caiu e ficou pendurada nele lembra ? Meu pai até tirou fotos suas ali. Eu achei merecido." Ken estava com um sorriso maldoso, mas um maldoso fofo. "SEU IDIOTA ! EU PODIA TER ME MACHUCADO ! . . . Aliás, vocês ainda tem fotos daquilo ?" eu perguntei brincando. "Sim temos, e você ainda tem o cachecol ?" "Sim tenho . . . Mas é dificil usar ele todo desfiado, então deixo ele guardado. Tenho medo de destruir mais." Nós rimos um pouco da situação e começamos a lembrar de mais coisas de nossa infância. Sempre fomos bem amigos . . .Não sei quando deu a louca em mim pra tratar o Ken tão mal, mas . . . Me arrependo muito. Após um curto periodo de silêncio o Ken falou algo a respeito da situação que o abalou. "Eu . . . Desculpe s-se eu não te contei nada . . . Você estava bem afastada . . . N-Nâo estava tão amiga como antes . . . Eu não queria ser um incomodo mais do que eu já sou . . . " Ele falou com um tom meio deprimido e se jogando pra trás. "K-ken ? Você não é um incomodo. Nem nunca foi." "V-você nunca foi de mentir . . .Porque faz isso agora ? Você falou pra mim varias vezes que eu era um incomodo, um estorvo e que queria se ver livre de mim . . . Eu realmente s-sempre fui muito colado em você . . . d-desculpe." quando ele falou isso, as palavras dele me cortaram . . . Eu realmente falei varias vezes pra ele me deixar em paz, que ele era um estorvo e coisas do tipo . . . Eu afastei o Ken de mim. Eu virei as costas pra ele. "Desculpe Ken . . .Você nunca foi um estorvo . . . Sério. Eu que fui babaca . . . Eu estava tão desesperada pra ser aceita pelo povinho fútil da escola que não consegui enxergar quem me fazia bem de verdade. . . Eu dei valor pra amizades feito a da Lety que era um lixo passageiro, e não dei valor pra sua amizade . . . Você está comigo desde sempre. Mesmo com nossas brigas você tá sempre do meu lado, sempre tentando me proteger e . . . Eu fui um monstro . . . Eu fui tão lixo quanto a Lety. E pior, nem no momento que você mais precisou de mim eu estive ali pra te ajudar . . . Acho que o Nathaniel tem razão, essas coisas ruins são castigos divinos. E eu estou tendo o meu castigo por ter sido tão monstruosa com você." eu estava engasgada e muito arrependida. Eu nunca parei pra tentar ver o lado do Ken. Ele realmente é muito devoto à mim e está sempre perto quanto preciso. Mesmo depois de tudo que fiz, ele nunca saiu do meu lado. Então ouvi uma leve risada dele. "Que foi ?" "É a primeira vez que você se desculpa por ter me tratado como um estorvo . . . Eu estou bem feliz." ele estava com uma mistura de choro e riso no rosto. Aquilo me deixou bem abalada. Quanto ele deve ter sofrido esse tempo todo . . . ? Ele tinha medo de desabafar comigo porque chamava ele de estorvo. Ele tinha só eu como amigo, e mesmo assim, eu tratava ele como nada. ELe sempre foi apaixonado por mim e eu sempre soube disso, e mesmo assim eu sempre tratei ele mal e nunca escondi dele minha paixão pelo Castiel assim que cheguei em Sweet Amoris, nem a paixão que adiquiri pelo Lysandre . . . Nem nada. Ele deve ter sofrido tudo isso . . . E agora . . . consequentemente, eu paro pra pensar . . . Eu estou fazendo ele sofrer e de brinde levando o Nathaniel, que já sofria por mim sozinho e agora deve sofrer mais ainda por conta de tudo que passamos nos ultimos dias. Sou um monstro. "Eles faziam aquilo desde meu primeiro dia de aula" meus pensamentos foram cortados bruscamente pelo Ken falando sua experiencia em sweet amoris. "Acho que eu não sou . . . D-digo, não era o unico a ser a-a-a-abusado . . . Eu acredito que tenha mais alunos passando por isso . . . " "Ken . . . Seus pais sabem ?" Eu perguntei receosa. "Não . . . Nunca contei pra ninguém . . . Até hoje eles acham que eu fiz porque quis, e me puniram por isso. . . " "Porque você não fez nada Ken ?! PORQUE NÃO DENUNCIOU ELES ?!" eu estava muito irritada. "P-Porque meus pais queriam me tirar da escola por conta do que aconteceu, e eu ia me afastar de você. . . " quando ele falou isso eu sinceramente não vi sentido nenhum. "E o que isso tem a ver com você não contar pra ninguém o que eles fizeram com você ?" "Q-quando eles me procuraram . . . Eles queriam abusar de você . . . E eles disseram que se eu contasse algo a diretora iria encobrir eles e eles iriam atrás de você . . . E-eu estava longe, não ia poder fazer nada. Preferi guardar tudo . . . Pela sua segurança." Quando ele falou isso eu fiquei sem palavras. Até quando vou descobrir que tem pessoas se sacrificando pelo meu bem ?! Eu não mereço tudo isso ! "KEN ! VOCÊ NÃO DEVIA TER ESCONDIDO ISSO !!!" eu estava quase chorando. Era muita pressão pra mim. E pior que os acontecimentos e descobertas tem vindo um atrás do outro . . . "Eu não podia deixar eles abusarem de você . . . E-Eu tive medo de mesmo aceitando o trato deles eles iriam fazer algo contigo . . . Mas não fizeram . . . Normalmente eles me levavam pra fora da escola . . . " Quando ele falou isso fez sentido eu não ter visto nada nas filmagens. Ele estava deitado com o olhar distante, olhando pro céu enquanto falava. Ele estava sorrindo apesar de estar contando algo triste e trágico. Mas estava com lagrima nos olhos . . . Eu me deitei ao seu lado e o abracei. Ficamos deitados em silêncio olhando pra cima. Ken colocou o braço dele em torno do meu ombro e ficamos parados, ambos com um ar um tanto quanto deprimidos. Ele parecia aliviado apesar de tudo . . . Devia ser um alivio por pra fora esse peso todo que ele estava carregando . . . Me pergunto o que mais ele esconde por medo de ser chamado de estorvo. O Ken faz tantos sacrificios por mim. Eu então me virei em direção ao Ken e abracei ele com força. Nós sempre tivemos esse tipo de carinho um pelo outro . . . Apesar do dele ter se transformado em paixão. Nisso a mãe do Ken apareceu na porta do jardim. "Queridos, trouxe um lanche pra vocês ! Cookies quentinhos com leite !" Ela falava empolgada. "M-Mãe ! Não somos mais crianças . . . " O Ken levantou de uma vez e parecia com muita vergonha por conta de sua mãe. "Manon senti falta de seus cookies !" Eu levantei bem empolgada já atacando e abocanhando os cookies dela. Eu realmente senti falta, e foi maravilhoso comer eles de novo. . . . Tem gosto de infância. Sempre que eu ia brincar com o Ken quando eramos crianças ela trazia lanches pra gente, sempre coisas caseiras, e uma das coisas que ela mais fazia era cookies. Ken pegou seu fanatismo por cookies daí. "Ken, perca essa postura de machinho porque você não é assim !" Eu empurrei 3 cookies na boca do Ken pra tentar animar ele, e felizmente, funcionou. Ele logo se soltou e tivemos uma tarde bem tranquila. Não falamos de problemas aquele dia, só ficamos juntos como nos velhos tempos. Incrivelmente até brincamos ! Nunca pensei que depois que ficasse grandinha poderia me divertir com esse tipo de atividade, e com certeza eu vou querer repetir isso mais vezes. Tudo bem que eu não sei se vou poder repetir isso mais vezes . . . Até porque o pouco de atividade que eu pratiquei me cansou muito . . .
No fim do dia depois de muito correr pelo jardim do Ken, eu recebi uma ligação enquanto estava sentada com ele jogando cartas. Era o Armin. "Armin ! Oi !" eu respondi empolgada a ligação dele. "Pela sua voz aconteceu algo bom né ?" ele perguntava. "Só passei a tarde no Ken, aliás, estou aqui agora. Quer falar com ele ?" perguntei animada pro Armin. "Nâo. Fico feliz de ouvir isso. Eu só liguei pra saber se estava tudo bem. Vi que você saiu com o Lysandre e fiquei um pouco preocupado de como estaria seu psicologico agora . . . Mas fico feliz de saber que está bem" Armin falava. Admito que me senti mais tristinha ao lembrar o que o Lysandre disse . . . "B-Bem, de qualquer forma já está anoitecendo, acho melhor eu ir pra casa . . . Se quiser quando eu chegar te ligo. . . " Eu completei. Armin só disse um "OK" enquanto desligava.
Ken me acompanhou até a porta com sua mãe. Ele parecia bem revigorado e mais feliz. "Espero te ver no colégio amanhã hein ?!" Eu dizia enquanto dava um soco leve nele. "Pode deixar. Vou amanhã pro colégio sim." O Ken me abraçou e em seguida a mãe dele veio até mim se despedir também. "Apareça mais vezes querida ! Você sabe que é muito bem vinda. Nossa casa precisa de mais vida." ELa dizia. "Pode deixar que vou sim !" "Muito obrigada por animar nosso Kentinho ! Ele realmente ama sua companhia. Tinha que ver quando ele estava no outro colégio,sempre com olhar distante, desanimado." ela falava rindo e me abraçando. O Ken parecia muito envergonhado e mandava a mãe parar de falar besteiras. Então depois dessa tarde calma e nostalgica eu fui pra casa.
Eu realmente me sentia fraca, e levando em conta que eu tinha esquecido de tomar as vitaminas mais cedo e fiquei correndo feito doida na casa do Ken eu estava exausta. Assim que cheguei em casa, eu sabia que estava esquecendo de algo, mas não conseguia lembrar o que era . . . Eu me sentia cansada, na lógica eu devia lembrar das vitaminas, mas eu não sou acostumada com isso, não nego, e só pensei em deitar. Então tive um flash de que o que eu estava esquecendo provavelmente era de ligar para o Armin, então logo peguei o telefone e liguei para ele. "Armin ! Cheguei, fala." "Ah você. Nada não, só queria conversar mesmo. Como o Ken tá ?" ele perguntou. "Ah ele tá bem melhor. Brincamos o dia todo, e sei lá, foi um dia sem pensar em problemas . . . Foi bem divertido. Ele disse que amanhã volta a ir pro colegio normalmente." eu expliquei tudo para o Armin. "Fico feliz, eu realmente estava procupado com vocês dois. Você também tá legal ?" Por um momento eu hesitei de falar . . . Mas decidi falar. "Armin . . . O Lysandre achou outra forma de eu e Castiel quebrarmos a ligação que temos com a Ambre . . . " "Sim eu sei, ele me entregou o livro e me explicou o que houve. Por isso fiquei preocupado de como você estaria. Além de gostar dele tem essa noticia que ele te deu." Armin foi direto . . . Não sei porque eu me espantei. "Eu . . . Eu to sem chão né . . . Eu não vou matar ninguém, muito menos o Castiel pra conseguir minha liberdade. . . Sinceramente, prefiro que ele me mate pra ter liberdade. Ele tem sofrido por anos . . . se for pra escolher eu prefiro permitir meu sacrificio. " "Para de falar besteira. Eu estou com o livro, vou achar uma solução . . . Aliás, é espantoso que o Lysandre tenha acesso a esse material. Cara, não é algo que você encontra por aí."
Ficamos falando, e falando sobre varias, coisas, o assunto desvirou para jogos, pessoas, e tudo mais. Por fim recebi outra chamada. Pedi um momento pra atender. Na outra linha estava o Castiel. Quando vi o nome dele eu tive receio de atender . . . Até porque a essa altura o Lysandre já devia ter falado com ele. Falei com o Armin. "Castiel está na outra linha . . . O que faço . . . ?" "Atende ué." ele dizia seco como sempre. "Mas ele deve saber a essa altura que me matar pode livrar ele de tudo . . . " "E daí ? Você quer descobrir ou não o que ele quer ?" Armin falou mostrando que tinha um ponto. Então atendi. "O-Olá Castiel . . . " Eu estava muito nervosa . . . "E aí ? Tipo, eu queria saber se você quer ir em uma festa comigo hoje . . ." Quando o Castiel disse isso, admito que fiquei surpresa, não esperava esse tipo de atitude vinda dele. "Castiel, tem certeza do que tá falando ? Tipo assim do nada ? Sério que me ligou pra isso ?" Eu falei realmente surpresa. "Sim, liguei pra isso. Cara . . . Precisamos nos distrair, e você precisa mais que eu. Eu já me acostumei com tudo que tem acontecido, você não." Ele falou. Eu admito que estava desconfiada, afinal, ele não é de fazer isso . . . E se ele quiser me atrair pra me matar . . . "Olha, arruma uma roupa classica ou coisa do tipo que pareça fantasia. Tá rolando uma festa de halloween aqui perto e eu sinceramente queria ir pra me distrair . . . E sei lá, pensei em te chamar. Eu realmente só quero me distrair." ele insitia. "E porque não chamou o Lysandre ? Vocês sempre andam juntos . . . " "Porque você está pilhada tanto quanto eu, não ele. Cara, você tá passando a mesma coisa que eu, eu sei bem como tá sua cabeça . . . Se não quiser ir fala logo, eu chamo ele. Só não quero ficar em casa remoendo isso . . . Eu sei que ele falou contigo também e eu quero evitar pensar nessas merdas." eu sabia que ele sabia . . . Eu no fim aceitei, sem ter certeza que iria. Ele passou as informações do local e o que vestir tudo direitinho e desligou. Então falei com o Armin. "Armin . . . O Castiel me chamou pra sair." eu disse receosa. "E daí ? Vai ué." ele falou. "COMO ASISM CARA ! E SE ELE QUISER ME MATAR ?!" "Tá com medo ? Minutos atrás você disse que deixaria ele te matar pois ele sofre a mais tempo que você, agora tá dando pra trás ?" Armin estava com aquele tom de deboche dele. "Não é isso ! . . . É que . . . Dá medo de qualquer jeito. Ele falou que só quer se distrair comigo . . . Mas sei lá" "Cara, você só vai descobrir indo até ele. Se ele não te matar, legal, falou a verdade, se ele te matar . . . Bem, você falou que iria deixar de qualquer forma, não faz diferença." Eu não pude evitar de pensar no quanto ele era frio. "Você nem liga pra mim né ?" "Claro que ligo. Mas acho que você é complicada demais. É simples, ou vai ou não vai, não tem terceira opção, mas prefere ficar remoendo as duas primeiras. E sinceramente ? Eu sei que ele não vai te matar. Já te falei que ele gosta de você ? Pois bem, reforço. Agora para de por impencilho e vai se destrair." "M-mas Armin ! Tá tarde também . . . Sabe que horas são ?!" eu falei . . . E bem . . . Armin conseguiu me fazer desligar na cara dele quando ele respondeu "Hora de Aventura !" gritando. Eu nem me despedi, só desliguei, aquilo foi demais.
Decidi então me arrumar e sair . . . Eu estava bem nervosa . . . Tinha medo do que ia me acontecer . . . Hoje poderia ser minha ultima noite de vida, e tudo ia depender do Castiel . . . Assim como poderia ser só mais uma noite que eu iria aproveitar uma festinha. Eu coloquei um vestido de uma peça que fiz, e um casaco por cima pra não chamar muita atenção na rua, eu estava com vergonha de sair fantasiada na rua, apesar de estarmos na epoca do halloween, a roupa ja chamava muita atenção com o casaco. E então saí . . . Meus pais perguntaram onde eu ia, como qualquer pai faria, eu disse que ia em uma festa. Meu pai ficou receoso de me deixar sair, mas minha mãe falou que eu estava muito desanimada e que devia sair . . . Fico feliz.
Então eu fui ao encontro do Castiel.
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