El mejor plan para un sábado 😂💞😍 #shinchan #capitulo32#umematsuzaka
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El mejor plan para un sábado 😂💞😍 #shinchan #capitulo32#umematsuzaka
A Escolha
Melanie Sarfati Se passaram dois dias desde a festa e eu já havia recebido uma mensagem de Niall avisando que meu prazo havia acabado e não era nem 10 horas da manhã. Faz dois dias que eu não como direito. Faz dois dias que eu não durmo direito. Faz dois dias que eu não saio de casa, não atendo ligações e não respondo mensagem de ninguém. Becky já veio três vezes bater na porta de casa mais não á atendi, não quero falar com ninguém nem ver ninguém. Quero esse tempo pra me focar na decisão que irei tomar. Sabe, essa decisão que Niall me impôs acabou comigo, eu amava os dois de forma diferente é claro mais não queria ter que abrir mão de nenhum deles. Viver sem eles era como viver sem a água e sem oxigênio. Era ter que escolher entre respirar ou morrer de sede. Decidi que minha resposta seria só dada a noite, precisava desse dia pra pensar direito e decidir qual vai ser realmente a minha decisão. Droga, onde fui me meter.
Harry Styles Eu não saia do meu quarto a dois dias. Não tinha pique pra nada, tentei me distrair com coisas tipo jogar vídeo game ou encher o saco do Louis mais tudo foi em vão, nada me tirava Melanie da cabeça. Também parei de falar com Niall, estou realmente bravo porque ele propôs essa estúpida decisão a Melanie, ele não podia se contentar com ela "brincando" com nós dois? Pelo menos assim todo mundo ficava feliz e não precisava deixar ninguém bravo, porque é isso que irá acontecer, quando Mel escolher um, o "perdedor" ficará mal. Querendo ou não Mel é parte de nós e um de nós ficará pela metade. Eu não queria ver ninguém, queria ficar sozinho na minha própria angústia, eu não sei o que vou fazer se Mel não me escolher, minha vida não vai ter mais um sentido. Ainda bem que ainda terei a banda e minhas fãs porque se não for isso eu iria desistir de tudo de vez.
Niall Horan Eu pensei em voltar atrás, talvez não tivesse sido uma boa ideia propor essa história, porque pensa bem, se ela escolher alguém meio que será forçado, devia pelo menos ter dado mais tempo a ela. Agora era tarde de mais pra voltar atrás e pensando bem é melhor mesmo Melanie escolher um de nós porque não quero viver a vida inteira nesse vai e vem. Sei que um de nós sairá machucado nessa história mais isso era o certo, eu amarei Melanie independente de sua escolha, não importa que seja Harry. O que é muito provável já que ela não esconde que sente algo por ele ainda mais eu também espero que sinta algo por mim e que seja maior. Porque eu quero Melanie para mim. Agora era ter paciência e esperar, uma hora ela dirá sua decisão e eu espero que seja eu.
Melanie Sarfati O dia está passando mais rápido do que o normal e minha cabeça permanecia confusa. Decidi então pensar em cada um separadamente, começando por Harry. " O primeiro momento em que olhei para Harry, ou melhor, trombei com Harry eu o odiei com toda a minha força. Queria que um raio caísse e fizesse pegar fogo todos os caixinhos maravilhosamente alinhados dele. Sim, minha raiva por Harry era mortal mais isso não durou mais do que dois ou três encontros. Depois disso eu comecei a perceber que ele tinha seu charme e seus encantos, comecei a reparar em seu sorriso, em seus olhos que sempre brilhavam ao me ver. Seu físico sempre impecável foi a primeira coisa que me atraiu mais não a que me fez apaixonar. Eu me apaixonei pelo Harry assim que eu percebi o quão carinhoso ele podia ser (mesmo que do seu jeito cafajeste), ele cuidava de mim e quando dei por mim estava implorando para tê-lo em minha vida. Saber que ele também sentia o mesmo por mim foi um dos melhores dias da minha vida, não é sempre que uma pessoa que você gosta retribui seu sentimento por ela. Ele era o namorado perfeito, parecia até outro Harry, não olhava mais para as meninas, dava fora se alguma chegasse perto dele e sempre fazia de tudo para me ver sorrir. Eu sempre achei que meu namoro com ele duraria para sempre, até virar casamento e que morreríamos juntinhos mais assim que eu soube da viagem essa minha visão do futuro acabou mudando um pouco. Querendo ou não, um ano era muito tempo longe um do outro e eu não confiava cem por cento em Harry quando o assunto era mulher, eu sabia que em um piscar de olhos ele teria uma recaída mais eu decidi confiar nele, ele me amava e isso queria dizer que ele também me esperaria... Mas isso não aconteceu. E aquele dia no Canadá em que eu liguei a televisão e vi que ele estava sorrindo para outra o meu mundo caiu, eu nunca mais vou esquecer a felicidade no rosto dele e a alegria em ser famosa e ter um namorado rico da BisCatie, também não vou esquecer a dor que eu senti, foi como ter levado um tiro ou caído em uma ladeira com a bicicleta, doeu muito e aquele dia eu fui dormir pensando que eu voltaria mudada para Londres, seria uma nova Melanie, uma Melanie fria e nada sorridente, fui dormir prometendo que nunca mais me apaixonaria. Quando cheguei no aeroporto eu sabia que ele não estaria lá mais eu queria que ele estivesse, mesmo com raiva queria poder olhar em seus olhos ao vivo e sentir aquele calor emanando deles, amor a gente não esquece de um dia para o outro, meu amor por Harry permaneceu por muito tempo. Mesmo quando eu era grossa com ele, quando fazia as coisas para machucá-lo eu ainda lá no fundo queria pedir desculpas e abraçá-lo, dizem que amor perdoa mais eu não queria perdoá-lo, eu não quero perdoá-lo e nunca vou perdoá-lo mais o que eu sinto por ele continua o mesmo, ou melhor, continuava... Até certa pessoa fazer crescer em mim algo que eu achei que eu não sentiria de novo. "
Harry Styles “Nunca esquecerei o dia em que coloquei os olhos em Melanie pela primeira vez, naquela tarde quente e ensolarada de verão no parque, ela parecia tão despreocupada e bem com a vida correndo sem rédeas ou algemas. Eu sabia naquele momento que aquela garota não seria apenas algo passageiro ou só um oi de longe, algo me dizia que ela iria bagunçar toda a minha vida. E bagunço. Da forma mais louca e maravilhosa. Eu sei que fui um otário quando propus a aposta mais é que no momento eu fiquei louco, mesmo não demonstrando eu queria voar no pescoço dos meninos por estarem gostando dela, eu sabia que o que sentia era algo verdadeiro e queria provar para todo mundo que pelo menos uma vez na vida Harry Styles teria o prazer da saber o que é amor de verdade. Então, minha única ideia foi a aposta mais hoje em dia agradeço aos céus por ter pensado nisso porque se não fosse essa bendita aposta Mel e eu nunca teríamos namorado. E meu namoro com Melanie foi com certeza os melhores dias da minha vida, eu nunca me senti tão feliz, tão vivo, tão de bem com a vida. Já não me importava mais com outras garotas, no meu mundo só existia uma e eu queria fazer de tudo para que ela se sentisse a garota mais feliz do universo. Então veio a tal viagem e meu mundo desabou. Só de imaginar que ficaria um ano longe dela me causou arrepios, não conseguia nem ficar alguns minutos quem dirá dias, semanas, meses... Eu queria tê-la todos os dias ao meu lado mais eu também sabia que esse sempre fora seu sonho e eu não podia deixá-la abrir mão dessa oportunidade, apoiei sua decisão e prometi que esperaria por ele nem que isso levasse a vida inteira mais eu não cumpri a maldita promessa. Ela só me fez prometer amá-la e eu não cumpri. Logo que Mel foi viajar veio os shows, contrato com a gravadora, vídeo clipe, entrevistas e mais entrevistas, turnês e claro as fãs. Para nós tudo parecia irreal, não estávamos acostumados em receber tanta atenção, não sabíamos como lidar com isso, queríamos falar com todo mundo e achávamos ridículo nossos seguranças não deixá-las chegarem perto de nós, éramos pessoas normais. Com o sucesso da banda veio o sucesso pessoal de cada um e para meu espanto acabei virando o alvo de quase todos os tabloides, era taxado como o solteirão cobiçado e achavam que toda essa história de eu namorar e minha namorada estar em outro país eram apenas uma invenção para me livrar das pretendentes. Chegaram até a dizer que eu era gay e não sei como chegaram a essa conclusão, eu sou o homem mais hetero que tem na face da Terra. Em um dia como qualquer outro Simon entrou na reunião soltando fumaça pelas narinas dizendo que ou minha namorada aparecia ou eu teria que arranjar alguém, Simon não acreditava muito na verdade de que Mel estava estudando no Canadá e decidiu por si só chamar uma garota que topou namorar comigo ganhando um belo salário por SEMANA. No começo eu entrei em desespero, os meninos protestaram contra a ideia e estavam mais nervosos que eu, eu só não queria trair Melanie, queria esperá-la voltar do Canadá, topei a ideia de Simon mais com a condição de que apareceria com Catie somente em público e nossa relação não seria mais do que ESTRITAMENTE profissional, Simon concordou com isso. Se passou uma semana sem notícias de Melanie (naquela época eu não sabia que ela estava durante as provas finais porque se eu soubesse juro que não teria feito o que fiz), fiquei imaginando que talvez Mel tivesse feito sua vida lá no Canadá, tivesse encontrado um cara mais bacana e que não fosse tão ocupado como eu. Bebi um pouco de mais, liguei para Catie e a levei em um motel barato. No dia seguinte tive que apresentá-la em rede internacional como minha namorada. Eu sabia que depois daquele dia meu namoro de verdade estaria acabado para sempre. Quando Mel chegou eu evitei olhar para ela, evitei porque eu podia ver à tristeza em seus olhos e isso me dava vontade de chorar ou de me matar, eu que sempre fiz de tudo pra não ver minha pequena sofrer foi quem causou o maior sofrimento a ela. Eu entendo toda essa raiva que ela sente por mim e esse prazer pela vingança, é plausível levando em conta a dor que proporcionei mais também sei que lá no fundo o que ela mais quer é sentir meu abraço novamente, encostar sua cabeça no meu peito e ouvir o meu "Te amo" porque é isso que eu quero e rezo para que consiga ter essa oportunidade novamente. Mel e Hazza, Hazza e Mel"
Melanie Sarfati Foi tão difícil pensar em Harry, muito difícil mesmo. No final eu estava chorando porque eu sentia falta de tudo aquilo que a gente viveu antes de toda essa confusão, Harry era o meu namorado dos sonhos, o cara que eu queria para sempre ao meu lado mais depois de tudo o que aconteceu eu não sei se as lágrimas que escorrem do meu rosto são apenas de saudades. Fui até o banheiro, joguei água no meu rosto e encarei meu reflexo no espelho. - Tenta se acalmar, por favor. Hoje o dia será difícil. Respirei fundo umas três vezes, fui até a cozinha esquentei um pouco de café e sentei-me no sofá. Hora de pensar em Niall. "Confesso que quando esbarrei em Niall aquela tarde no Nando's eu o achei um gracinha, um pouco esquisito mais uma gracinha. Sei que todos os nossos encontros não saíram como previstos mais no fim eu sempre ria ao lembrar de como éramos atrapalhados quando estávamos juntos. Mas eu acho que é por isso que sempre nos demos bem, a gente se entende, sabe como o outro está se sentindo. Quando decidi seguir meu coração e escolhi Harry uma parte de mim se foi com Niall, porque querendo ou não eu também o amava e doeu ao ver que eu o magoei. Niall era e sempre será especial para mim, não importa como, sendo irmão, amigo, namorado ou até mesmo meu marido. Eu quero ficar velhinha sabendo que Niall ainda me abraçará daquela forma gostosa. Eu estava acabada no Canadá, participei da formatura mais meu sorriso falso era visto de longe, nem pra festa eu fiquei, larguei Richard lá e voltei sozinha para o apartamento porque queria apenas deitar e chorar. Assim que cheguei no aeroporto e vi todos eles eu percebi que a saudade que eu sentia era muito maior e que eles estarem ali me deram muita força porque se eu chegasse e tivesse que ir sozinha para casa era capaz de eu me perder no meio do caminho, mas assim que vi Niall eu sorri e não foi um sorriso falso como o da formatura mais sim um sorriso verdadeiro, aquele tipo de sorriso que até a nossa alma resplandece. E quando ele me abraçou foi como se nenhum problema existisse mais, como se Harry tivesse evaporado, como se nunca tivesse existido. Em um abraço eu senti que podia confiar em alguém como nunca antes pode e assim que ele sussurrou "Que saudades eu estava de você pequena" eu tive vontade de esquecer todo o resto e beijá-lo ali na frente de todos porque eu estava muito feliz por Niall existir. Esse tempo todo eu só não pirei por causa dele, sempre que eu estava a beira de explodir e voar no pescoço de Harry, Niall aparecia e falava ou fazia qualquer coisa que me fazia rir até a barriga doer e fazer esquecer todo o rancor que eu queria despejar em cima de Harry. Conclusão, Niall sempre foi meu porto seguro, aquele que me fazia sentir bem, aquele que eu jamais devia ter deixado de lado. Niall não merecia metade das coisas que fiz para ele, ele merecia ser amado e por alguém que saiba valorizar seu sentimento não por alguém como eu que só usou de sua boa vontade. Niall não me merecia “
Niall Horan “Melanie mexeu comigo desde o primeiro instante, ela era a garota mais linda que eu já tinha visto e eu não podia tê-la encontrado em melhor lugar do que no Nando's, ridículo eu sei mais para mim significou muito. Eu amei Melanie quando a vi bêbada, quando a vi frágil, quando a vi chorar e ainda mais quando a vi rir. Ela era naquela época, continua sendo e sempre será a garota ideal para mim. Meu mundo desabou no dia em que Mel me chamou na casa dela e contou que estava apaixonada por Harry, eu não quis mostrar que estava triste ou que aquilo iria me deixar mal. Eu queria demonstrar que estava feliz porque ela estava feliz e era isso que importava. Eu chorei todas as noites por uma semana e cada vez que eu via os dois juntos era como se uma parte de mim fosse embora toda vez que isso acontecesse, era muito doloroso ver o amor da minha vida feliz nos braços de outro. Quando Mel foi para o Canadá eu achei que iria acabar esquecendo-a e iria conhecer alguém bacana que me atraísse. Mais nenhuma me atraiu, sempre falta algo... Faltava o sorriso certo, o beijo certo, o cabelo, o perfume, ou seja, faltava ser ela. Eu queria encontrar Melanie em outras garotas mais desisti quando não consegui. Eu percebi que tinha que ser só ela, mais ninguém podia ter de mim o que eu sempre fui disposto a oferecer para ela. Assim que eu a vi no aeroporto, depois de um ano, eu senti um calor tomar conta de todo o meu corpo, um calor que a muito tempo eu não sentia e naquele momento eu soube que eu estava me enganando ao dizer que eu não sentia mais nada por Melanie, naquele momento eu soube que a amava do mesmo modo que um ano atrás e quando ela me abraçou, percebi que a amava muito mais. Esse tempo que estamos juntos, tem sido maravilhoso, tirando o fato dela querer sempre se vingar de Harry porque eu sei que ela faz isso porque ainda o ama, mas eu não quero acreditar nisso porque... Porque eu quero ter a fé de que pelo menos dessa vez eu serei feliz ao lado dela."
Melanie Sarfati Foi tão bom pensar em Niall, aquela angústia toda sumiu e quando dei por mim estava sorrindo com uma xícara de café já vazia em mãos. Ele me fazia bem, na verdade sempre fez e eu acho que sempre fará, não importa o que aconteça, não importa qual seja a minha decisão eu sei que não quero viver sem Niall, sem o carinho dele. Eu estava endoidando sozinha em casa mais sabia que não podia ligar pro Niall ou pro Harry, porque isso poderia dar a eles alguma vantagem em aproveitar da situação e tentar me persuadir. Eu já sei de quem eu precisava e iria ligar pra essa pessoa agora.
Zayn Malik O clima em casa não estava um dos melhores, Niall estava meio cabisbaixo e não parava em lugar nenhum, ia da sala pra cozinha, da cozinha pro banheiro, do banheiro pro quarto, do quarto pra sala e depois repetia tudo. O mais estranho era que ele não comia nada, e olha que Niall em casa sem comer é caso de hospital. Harry também estava estranho, até agora não saiu do quarto, quando fui ver o que havia acontecido ele disse que queria apenas ficar sozinho e quem sabe desaparecer, algo não estava legal por aqui e eu não queria estar por perto quando a bomba explodir (porque isso está cheirando a algo que não vai acabar bem). Peguei as chaves da moto, minha jaqueta e estava a fim de ir pra qualquer lugar desde que eu saísse de lá. Foi quando o telefone tocou. Corri pra atender: - Alô? - disse rapidamente. - Zayn? - uma voz meio triste falou do outro lado. - Mel? - reconheci de imediato que era ela. - Zayn, você poderia vir em casa agora? Por favor! Ela nunca implorou por algo para mim e isso me deixou preocupado. - Claro Mel, chego ai em cinco minutos.
Melanie Sarfati Sim era de Zayn que eu estava precisando no momento, só ele conseguiria tirar toda essa angustia de dentro de mim e me acalmar, só ele vai saber o que fazer uma hora dessas. Ele chegou bem mais rápido do que eu imaginei, a campainha tocou duas vezes antes de eu juntar forças e levantar do sofá. - Mel, estava preocupado.
Zayn Malik Melanie abriu a porta e ela estava com o olhar tão triste, não sorriu a me ver coisa que ela nunca fez. - O que houve? - perguntei preocupado. - Entra. - ela ordenou. Fazia tempo que não ia na casa de Mel mais parece que tudo continuava igual, alguns móveis haviam sido trocado de lugar mais o cheiro e a sensação de lar continuavam os mesmos. Sentei-me no sofá e esperei ela fechar a porta e se sentar ao meu lado. - Agora fala pequena, estou ficando preocupado.
Melanie Sarfati Eu sabia que com Zayn eu podia me abrir, não precisava esconder nada dele porque ele me entenderia, ele saberia o que me dizer e como me ajudar. Contei tudo o que aconteceu, a proposta de Niall, como eu estava me sentindo em relação a tudo isso, no que estava pensando... - Peraí me deixa ver se entendi! - Zayn disse ficando de pé e andando pela sala - Niall quer que você escolha entre ele e Harry? - Exatamente, ele não quer que eu fique nesse vai e vem entre os dois. - bufei. - Ah então isso. Por isso os dois estão tão preocupados e sem se falar. - Eles estão sem se falar? - olhei triste para Zayn. - Passaram o dia inteiro se evitando. - Viu Zayn, por isso não quero escolher um dos dois. - comecei a chorar pela quarta ou quinta vez desde a hora que acordei - Não quero escolher um dos dois porque eu sei que eles vão ficar bravos um com o outro e isso pode prejudicar a banda.
Zayn Malik Mel estava muito muito triste e eu odiava vê-la assim, e quando começou a chorar eu quis morrer, odiava ver minha pequena chorar. - Pequena. - sentei ao seu lado e a envolvi em um abraço - Não quero que chore. - Mais Zayn, eu não quero causar tudo isso, não quero que ninguém brigue. Não por minha causa. - Tarde de mais Mel. - dei risada. - Como assim? - ela me encarou com aqueles lindos olhos castanhos que estavam vermelhos e inchados de tanto chorar e meu coração ficou apertado. - Você se esqueceu de que fizemos uma aposta por sua causa? Que ouve várias discussões porque todos queriam você? Nós te amamos Mel e todo mundo briga por aquilo que ama. - Viu Zayn. - ele começou a chorar mais ainda - Sem mim a vida de vocês era bem melhor. Acho que o melhor para todo mundo é se eu sumir de vez.
Melanie Sarfati Era isso, se eu fosse embora tudo ficaria bem. Niall acabaria me esquecendo, Harry nem lembraria mais meu nome e eles iriam ficar bem. Digo, eu não iria mais atrapalhar a vida deles, a amizade que eles tinham a anos. A solução pra todo esse problema era o nome Melanie ser riscado do mapa. Fugiria para qualquer lugar, quem sabe morar em um iglu com um cachorro e ser maquiadora dos pinguins, assim não atrapalharia mais a vida de ninguém. Todo mundo viveria melhor se não tivesse Melanie Sarfati. - Repete o que você disse? - Zayn me olhou espantado. - É isso Zayn. - comecei a sorrir e chorar ao mesmo tempo, devia estar parecendo uma psicopata - Se eu sumir vocês param de brigar por mim, Harry e Niall ficam bem e eu sumo e não viro mais problema na vida de ninguém. - Para de falar bobagens Mel! - ele pareceu irritado com a minha ideia - Você sabe que a solução para o problema não é você fugir, sabe que isso vai apenas piorar. A gente não vai te esquecer simplesmente se você sumir, muito pelo contrário. Iríamos passar a vida inteira te procurando, olhando por todos os cantos do mundo. Vamos à polícia damos você como desaparecida e se precisar colocaremos até a Interpool atrás de você. - Sério isso? - É claro Mel! Nós te amamos.
Zayn Malik Não sei da onde ela tirou essa ideia ridícula de desaparecer, nossa vida ficou muito melhor depois dela. Se fosse embora voltaríamos a ser aqueles cinco garotos idiotas sem conteúdo nenhum. - Então Zayn, qual é a solução? - Muito simples. Você ignora os dois e fica comigo. - disse me aproximando dela. - Como você é idiota. - ela começou a rir. - Pelo menos te fiz rir pequena. - ri junto. - Ainda bem que eu tenho você. - E sempre terá. - a abracei e depositei um beijo em sua testa. - Eu espero Zayn. - ela se ajeitou no sofá - Mais falando sério agora, o que eu faço? - Bem, - disse pensando um pouco - eu sei que o que vou falar é muito clichê mais na situação é a única coisa sensata a fazer... Houve seu coração.
Melanie Sarfati O conselho de Zayn com certeza foi o pior de todos, mais ele tinha razão. Eu precisava ouvir mesmo o meu coração, só ele saberia me dizer quem era perfeito para mim. É claro que se eu fosse pela razão eu iria escolher um mais meu coração estava decido a muito tempo, eu apenas não estava querendo ouvi-lo. Há um mês eu vinha o ignorando porque o certo é seguir o que sua consciência manda e não sua emoção. Só que agora não dava mais, eu ainda queria acreditar em algo que não era mais real, pensava que ainda tivesse como dar certo, mas pensando bem não tem mais razão para eu alimentar o que estava pensando. O que importa agora sou eu ser feliz. E era isso que eu ia fazer. Ser feliz! - Zayn, você tem razão e eu já tomei minha decisão. - O que você decidiu? - Você saberá Zayn, agora pode me fazer um favor? - disse sentando em seu colo. - O que quiser pequena. - ele sorriu. - Poderia ligar para os meninos e dizer que tomei minha decisão e estou indo para lá? - Claro Mel! - Okay, vou tomar um banho. Já volto. - depositei um beijo em sua testa e corri para o banheiro. Não estava mais triste, não estava mais com raiva. Só estava feliz e louca pra correr e se jogar nos braços dele. Harry Styles Sai do quarto, não aguentava mais ficar lá trancado olhando para o teto. Ouvi barulho da televisão e sabia que Niall estava lá e precisava falar com ele. - Niall? - disse assim que terminei de descer as escadas. - Que foi? - ele resmungou. - Estou preocupado. - disse parando em frente à televisão e atrapalhando seja lá o que fosse que ele estava assistindo. - Eu também Harry. Agora me deixa assistir tv. - Como consegue? Mel está prestes a escolher um de nós e você está ai como se nada tivesse acontecendo. Não sei se você lembra mais tudo isso é culpa sua. - Minha culpa Harry?! - ele se levantou - Só porque eu quero ter Melanie só para mim? Só porque não quero dividi-la com ninguém? - Sim Niall, a gente podia muito bem conviver com isso pro resto da vida. Por mim tudo bem, eu aceito ver você ficando com Mel desde que ela continue querendo me matar mais ao mesmo tempo querendo ter de volta o que a gente teve. - eu estava muito estressado, estava mais nervoso e ansioso do que quando subo no palco - Como você pode estar tão calmo sabendo que um de nós vai se dar mal? - Porque eu sei Harry que o escolhido vai ser você. - Como pode ter tanta certeza? Não deu tempo de Niall responder por que logo o telefone tocou, ele correu para atender. Eu sabia que no fundo ele está sim nervoso. - Alô? E ai Zayn! Aliviei um pouco, era Zayn, menos mal porque se fosse Melanie eu estaria em pânico. - Okay Zayn, eu aviso o Harry. Pode deixar. - O que aconteceu? - perguntei antes mesmo de ele desligar o telefone. - Melanie tomou uma decisão, está vindo para cá.
Melanie Sarfati Não pensei em nada durante o banho, apenas me lavei cantarolando algum música, sai do banheiro escolhi uma roupa qualquer [ http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=157008023 ] e fui me encontrar com Zayn. - Estou pronta. - Está linda pequena. - Zayn me deu um longo beijo na bochecha - Mas está pronta de verdade? - Nunca estive tão pronta em toda a minha vida. - Então vamos pequena, eles estão te esperando.
Niall Horan Eu não queria demonstrar para Harry que eu estava nervoso mais eu realmente estava e muito, eu sabia que tinha 99% de chance de Melanie querer ele, mas mesmo assim eu me agarrava aquele 1% porque eu acreditava que só talvez ela me quisesse. E essa espera estava me matando, faz quase uma hora que Zayn ligara e ainda não haviam chegado, eu queria muito que ela já estivesse aqui pra essa angústia toda ir embora. Então a campainha tocou. - É ela! - Harry assentiu nervoso. - É ela! - repeti e senti meu estômago embrulhar. Fui até a porta e a abri e como era de se esperar Mel estava linda e logo atrás dela estava Zayn. - Oi Mel. - tentei forçar um sorriso mais com certeza foi em vão. - Oi Niall. - ela apenas esboçou um leve sorriso em seus lábios. - Até que fim chegou. - Harry que estava atrás de mim falou.
Melanie Sarfati Assim que entrei pela porta e vi a carinha dos dois eu senti um aperto no coração, aquela confiança que eu tinha quando estava em casa sumiu, eu sabia que um dos dois iria dormir machucado hoje mais eu não queria que isso acontecesse. Independente da minha decisão eu queria que eles ficassem bem, que ligasse o foda-se e vivessem bem. Eu amo muito os dois, não quero perder um deles. - Vem Mel, senta aqui. - Harry falou. Niall e ele haviam sentado no sofá maior e deixado um espaço no meio para mim. - Não Hazza, estou bem assim. - chamá-lo de Hazza me fez dar saudade do passado e vi um pequeno brilho de esperança em seus olhos - Prefiro ficar em pé. - Bem, - Zayn que eu havia esquecido que estava na sala falou - vou tomar um banho, se precisarem de mim estou lá em cima. - Obrigada por tudo Zayn. - o abracei. - Não precisa agradecer minha vida. - ele depositou um beijo na minha testa. Assim que Zayn saiu da sala decidi começar a falar, antes que eu acabasse perdendo a coragem. - Vocês sabem o porquê estou aqui? - Já tomou sua decisão, não é? - Niall perguntou. - Sim. Eu pensei muito mesmo, vocês não fazem ideia de como foi horrível para eu ter que tomar uma decisão dessas. Eu amo os dois, cada um de uma forma diferente mais também com uma intensidade diferente. - percebi que eles ficaram inquietos - Eu pensei em todos os momentos que tive com ambos e posso assegurar que foram momentos maravilhosos e não posso comparar com nada só que vocês me pediram para tomar uma decisão. - Na verdade foi Niall. - Harry disse me interrompendo. - Isso não vem ao caso agora. - continuei - Quero que saibam que eu tomei uma decisão. Os dois se levantaram e ficaram parados na minha frente mais pálidos que a parede branca atrás deles. - Então nos diga Mel, quem escolheu? - Harry parecia ansioso. - Eu pensei muito antes do tomar essa decisão, não pense que veio logo na minha cabeça. Foi duro pra mim mais como vocês queriam uma resposta então eu tenho essa resposta. Eu pensei muito em tudo que vem acontecendo e então eu escolhi... - Pelo amor de deus Mel, acabe com esse mistério. - Harry só faltava começar a suar. Desculpa Harry. - Eu escolhi você... Niall!
Meu porto seguro parte 2 – cap 32
Eu sentia meus pés fora do chão, era como se eu flutuasse. Eu não reconhecia o lugar onde eu estava. Olhei para trás e vi uma janela de vidro. Meu pai Carlos estava deitado em uma maca e a doutora Patricia estava ao seu lado, assinando alguns papeis. Ela saiu do quarto e passou por mim mas não me viu. Aquilo era um sonho? Parecia tudo tão real.
Angélica: Ele precisa partir agora minha filha
Luna: Mãe? – disse surpresa.
Ela sorriu para mim.
Angélica: As coisas estão voltando para o lugar meu amor. Mas seu pai precisa partir, ele ajudará vocês.
Luna: Mas, como? Por quê?
Angélica: Não procure respostas minha filha, apenas aceite, tudo bem?
Afirmei com a cabeça.
Angélica: Ele não sentirá dor, se é isso que quer saber. Ele terá morte cerebral então doe os órgãos dele pra quem precisa. Agora vá, você tem muita coisa para resolver, e lembre-se Deus sempre está com você.
Acordei com meu celular tocando, quando fui até a sala atender já estava todo mundo esperando que eu atendesse para ver quem era.
Luna: Alo ?
Todos estavam na expectativa.
Luna: Ah , oi pai, ta tudo bem?
Paulo: Minha filha, eu tenho uma noticia pra te dar.
Lembrei-me do sonho.
Luna: Eu acho que sei o que é – disse triste.
Paulo: Seu pai, o Carlos, ele teve morte cerebral nessa madrugada. O hospital precisa de você aqui para assinar alguns papeis e pra ver se você vai doar os órgãos dele.
Luna: Ok, tudo bem, eu vou sim – minha voz estava triste, mas eu estava conformada, ele já não sofria mais.
Desliguei o telefone e todos ficaram esperando eu dizer alguma coisa.
Luna: Meu pai, ele, ele... ele faleceu.
Luan: Meu Deus, eu sinto muito – disse me abraçando – você ta bem?
Disse que sim com a cabeça e enxuguei uma lagrima.
Luna: Eles precisam de mim no hospital.
Fui até meu quarto pegar alguns documentos e ouvi a porta se fechando atrás de mim.
Luan: Você ta bem mesmo?
Luna: Estou sim.
Luan: Você ta muito calma. Você já sabia não é mesmo?
Me virei pra ele e comecei a chorar.
Luna: Sabia sim. Eu sonhei essa noite com isso, eu só lembro de que alguém, não lembro quem, me dizia que ele teria que partir porque ajudaria a gente, eu não sei bem, então eu meio que acordei conformada, já sabia. O pior disso tudo, o que mais me dói, é saber que eu não pude ficar o tempo todo ao lado dele.
Luan: Seu coração estava. Agora ele esta bem. Sem dor e sofrimento.
Luan me puxou para um abraço aconchegante. Um abraço que eu não sentia há alguns dias. Pude sentir seu cheiro novamente. Ele era bem mais alto que eu, então todas as vezes que ele me abraçava era como se o mundo parasse de girar. Eu me sentia segura, protegida. Ele sabia me envolver de tal forma como se o mundo fosse só eu e ele. Eu sabia lá no fundo que o nosso destino não era estarmos juntos como um casal de namorados que passeia pelo parque de mãos dadas tampouco um casal discutindo que conta de casa pagar, nosso destino era estarmos juntos como dois amigos eternamente apaixonados, nada além disso. Poderia entrar quem fosse em nossas vidas, mas no fundo, bem lá no fundo nossos corações pertenciam um ao outro e eu guardaria aquele amor por toda vida, pois era por ele que eu vivia. Poderia parecer exagero, mas eu nunca soube amá-lo pouco.
Se eu pudesse eu ficaria aninhada em seus braços por toda a vida mas não era possível, então, eu me afastei bem devagar, tentando manter aquele abraço em mim.
Olhei em seus olhos e pude perceber que se eu viajasse por milhas e milhas, ainda assim ele estaria comigo. Vi em seus olhos a nossa historia de um amor platônico, um amor vivido por nós dois. É claro que ele tinha seus sentimentos pela Giulia e eu por Victor, mas o que tinha entre nós iria além daquilo, era algo mágico que nenhum louco poderia explicar. Quando eu o ouvia era como se algo de outro mundo tocasse em mim, era como se eu pudesse ver o brilho de todas as estrelas do universo. Nosso amor era puro. Nosso amor transcedia de todas as definições físicas e espirituais. Não era algo envolvendo só pele, beijos e abraços. Era algo envolvendo a alma. Nunca consegui descrever o que o sorriso dele causava em mim, a sua gargalhada era um doce som que eu queria ser despertada todos os dias. O que sentíamos um pelo outro era muito complexo, apenas os anjos sabiam. O que eu não conseguia entender, é que mesmo sentindo tudo aquilo um pelo outro, bem lá no fundo, porque nós não ficávamos juntos? Porque não éramos um casal de namorados que anda de mãos dadas no parque? Era algo que meu coração queria entender e saber, mas que era difícil descobrir.
Ele sorriu e então me despertei de todos aqueles pensamentos.
Luan: O que foi?
Luna: Nada, não foi nada. Eu vou indo pro hospital.
Luan: Não vai dar pra ir pro velório.
Luna: Eu sei, não se preocupa. Não haverá velório. Eu só vou me despedir dele e deixar ele descansar em paz. Ele precisa disso. Obrigado por tudo.
Dei um beijo em sua face e sai do quarto, morrendo de vontade de ficar.
Capítulo 32.
Depois de almoçar, ficamos assistindo filme até dar a hora de Luan se arrumar para seu último dia de show na cidade. Tentamos nos curtir ao máximo já que na manhã seguinte Luan iria embora e nem sabíamos quando nos veríamos novamente. Certa hora resolvi ir pra casa, peguei minhas coisas e Luan me levou até o elevador, eram dois passos e um beijo parecíamos duas crianças. Enfim, fui até minha casa e ao chegar lá estavam alguns familiares reunidos num churrasco que era de lei. Cumprimentei todos rapidamente e subi para tomar banho. Vesti uma camiseta e um short jeans, calcei meus chinelos e desci para ficar com todos. Logo deu a hora e mandei uma mensagem para meu menino. “Arrasa meu amor, bom show!” que prontamente me respondeu “Só seria completo se você estivesse aqui.” Voltei para a varanda onde todos estavam e entre todos ali estava Caio que ficou me encarando por onde eu andava. Desde que contei á ele que havia ficado com Luan ele mudou totalmente comigo, ficou alguns dias sem olhar para minha cara, mas aos poucos estava voltando ao normal, ou não. Comi alguma coisa e resolvi ir pra sala assistir tevê, passei alguns canais e como não tinha nada de interessante peguei meu notebook e entrei em minhas redes sociais. Conversei bastante tempo com Lídia e combinamos de ir ao shopping no dia seguinte comprar algumas coisas para o bebê. Entrei no twitter e conversei com alguns fã-clubes, e me impressionava cada vez mais com a quantidade de fã-clube dedicado a mim e a Luan. O que me deixava feliz, pois se caso tudo desse certo, acho que não teria muita dor de cabeça a nos assumir. Um tempo depois vesti uma calça jeans, uma blusa simples e uma sapatilha. Deixei os cabelos soltos mesmo e só passei bastante rímel e passei um gloss. Coloquei numa bolsa um pijama e outra troca de roupa e não demorou muito a van encostou-se à porta de casa. Na van só estava Rober e alguns da produção, Rober logo me explicou que Luan teve um compromisso de última hora, mas não demorava. Fui até o hotel e chegando lá fui direto para o quarto de Luan, liguei a tevê e me deitei na cama. O tempo passou e eu cochilei, acordei com uma boquinha molhada percorrendo meu rosto e pescoço. — Desculpa o atraso nega – selinho – tive um imprevisto – selinho – mas seu nego chegou – selinho – acorda preguiça! – sussurrou em meu ouvido o que me deixou toda arrepiada. — Lindo! – segurei seu rosto entre minhas mãos e selei nossos lábios. Luan tomou um banho rápido, vestiu uma camiseta e uma calça de moletom e deitou do meu lado e assistimos uma luta. Que acabou em lutinha entre nós, Luan era um covarde, não aguentava apanhar e corria se trancar no banheiro. Voltei pra cama já que o babaca estava trancado no banheiro e logo cai na gargalhada ao ver Luan com um rodo na mão e na ponta do rodo sua camiseta branca esticada. — Paz, dona encrenca! – Luan balançava o rodo e andava devagar em minha direção. — Você é bobo assim mesmo, ou fez um curso? – gargalhei - Vem aqui... – o chamei com a mão e ele se aproximou e antes que eu dissesse alguma coisa ele me abraçou, selou seus lábios em minha testa e olhando fundo em meus olhos sussurrou um “Te amo”. — Também te amo, mais que tudo. – sorrimos. Depois de ficar algum tempo nos acariciando, a barriga de Luan deu um show e então decidimos pedir a janta no quarto já que decidimos não sair essa noite. Comemos uma japa e demoramos quase uma hora para comer até nos sentir satisfeitos já que éramos dois palhaços e não conseguíamos comer por rir demais das palhaçadas um do outro. Logo que terminamos de comer, sentamos na varanda do quarto e ficamos nos curtindo ao máximo.
#Fanfic Amnesia - Justin Timberlake
JUSTIN
Não sei quanto tempo tudo aquilo durou, mas parecia uma eternidade, uma grande eternidade naquele inferno... Meu corpo todo doía, minha cabeça rodava e minha roupa estava suja de sangue, suor e vômito. Como foi que eu vim parar aqui?! Será que eu morri ou... Tentei abrir os olhos e uma luz me cegou, batendo diretamente contra meu rosto.
- Meg... - a chamei, sem qualquer consciência de onde ela poderia estar.
Senti uma mão tocar levemente a minha e imaginei ser algum ser divino vindo me buscar. Alguém estava se arrastando pelo chão e logo em seguida ouvi passos. Duas mãos tentavam me levantar, mas era inútil. Eu não tinha forças e as mãos também não.
Escutei alguém chorar baixo, o choro mais triste que eu já tinha ouvido. Pensei nela e um baque surdo bateu em meus ouvidos, como um tapa dentro da minha cabeça, me acordando com um zumbido. Imagens vagas passavam pela minha mente. Armas. Surra. Meg. Eles.
- MEGAN- gritei com toda a minha força, chorando.
Imediatamente senti seus braços me apertarem forte, com certa violência, eu diria.
- Justin... - sua voz era quase inaudível- Tô... Aqui...
- Eles vão voltar, eles vão voltar... - comecei a dizer sem saber muito bem o porquê estava dizendo aquilo.
- Precisamos sair daqui- me diz como uma ordem.
Suas mãos me pegam novamente e faço força pra me levantar com sua ajuda. Fico de pé e sinto minha cabeça girar e o chão sair sob meus pés, prestes a desmaiar de novo.
- PRECISAMOS SAIR DAQUI- segura meu rosto com as mãos, falando firmemente.
Começo a caminhar, ainda com a ajuda dela. Sinto o ar frio e congelante em meu rosto quando respiro o ar fresco, deixando aquele maldito lugar. Caminhamos por um bom tempo, passos demorados e arrastados, quase sem sairmos do lugar. Nos sentamos em uma calçada, exaustos e sem forças.
Ninguém parecia querer andar por ali de madrugada, nem uma alma sequer. Ficamos ali, sem dizer nada, apenas esperando Deus sabe o que. Escutei vozes e passos em nossa direção. Talvez alguém tivesse vindo nos ajudar.
- Moça, por favor...- escuto Meg dizer- POR FAVOR! – insiste.
- O que você quer?- a moça diz de má vontade.
- Fomos assaltados e... Precisamos de ajuda!
- E daí? Acha que vou cair nessa conversa?- as duas riem e saem andando.
-ESPERA!- ela grita- Ele é o Justin... Timberlake!
Uma vontade imensa de rir me atingiu, mesmo eu estando quase inconsciente. “Isso Meg, diga que sou eu. Diga!”
- E nós somos Britney e Christina!- a outra moça responde.
- Olhem pra ele- Meg segura gentilmente meu rosto, em virando.
- MEUS DEUS, É... É ELE!- a moça grita.
- Nos ajude, por favor. Pelo amor de Deus...
- Vamos ajudar, fica calma!- diz e pelo barulho e luzes, estavam ligando pra alguém.
Uma delas nos ofereceu água e bebi rápido, quase engasgando, bebendo tudo o que havia na garrafa. Pouco tempo depois e um carro chega.
- Senhor, eles foram assaltados. Ele é americano, famoso. Eles precisam ser levados pra um hospital o mais rápido possível- uma delas diz- Toma aqui o dinheiro, é tudo o que temos!
O cara me ajuda a ficar de pé e me coloca dentro do carro, no banco de trás.
- Obrigada- Megan diz e a porta se fecha.
Resmungo alguma coisa sem sentido, tentando saber, pela primeira vez, se ela estava bem.
- Não diz nada, meu amor... - passa a mão pelo meu rosto, plantando um beijo em minha testa.
Logo depois, luzes. Algum barulho e me levam pra algum lugar (...)
Abro os olhos e reconheço o lugar. Meu quarto no hotel, em Dublin. Lembro perfeitamente das ultimas horas, embora quisesse mais do que tudo, esquecer. Me sento na cama e sinto meu corpo doer muito, diversas fisgadas pelo meu rosto e uma dor insuportável no tórax.
- Senhor Timberlake?!- uma voz masculina me chama.
- Onde ela está? Meg?- pergunto e me preocupa o fato dela não estar ali.
- Ela está bem, não se preocupe- me diz- Sou chefe da polícia e queria que o senhor me desse mais detalhes do que ocorreu, pra que possamos tomar as devidas providências.
Tentei me esforçar ao máximo e me lembrar de cada detalhe.
- Fomos assaltados quando paramos o carro em uma rua deserta. Roubaram tudo, nos levaram pra um galpão abandonado, me bateram e... – não tive coragem de contar.
- Sei que é bastante desconfortável essa situação, mas preciso saber exatamente o que houve.
Assenti, prestando atenção em suas palavras.
- Megan foi... Estuprada!- quase não consegui dizer a ultima palavra. Aquela maldita palavra!
- Tentamos falar com ela, mas ela ainda está em choque e não disse muita coisa- me explica.
- Onde ela está? – quero saber.
- Já foi devidamente medicada e está descansando agora- diz- Como saíram de lá? Alguém os ajudou?
- Duas moças, chamaram um táxi, pagaram e fomos pro hospital.
- Já falei com os médicos e o pessoal que os atendeu. Não irão, sob hipótese alguma, dizer o que houve com vocês, a ninguém.
Assenti agradecendo. Pelo ou menos não sairíamos nas capas das revistas. Não por isso.
- Pegamos o depoimento de algumas testemunhas também e vamos investigar o caso. Dou a minha palavra que vamos encontra-los!
-Obrigado!- respondi.
- Estimo as melhoras e voltamos a nos falar caso haja qualquer novidade. Não há necessidade de permanecerem no país.
Ele sai e a porta se abre lentamente. Megan entra devagar. Ela se aproxima lentamente, olhar vazio... Não desvio o olhar e logo ela está na cama comigo, se jogando delicadamente em meus braços. Nos olhamos por alguns segundos, ambos prendendo o choro, sem saber como agir agora. Não me contive por muito tempo e chorei como não fazia há muito tempo. Toda a dor saindo de dentro de mim...
Ficamos assim durante muito tempo e acabamos dormindo devido ao cansaço e ao choque (...)
Um barulho de água correndo no chuveiro. Me ergo e me levanto da cama, as dores não tão fortes agora. Caminho até lá e a porta está entreaberta. A empurro e escuto-a chorando desesperadamente... Meg está sentada no chão frio, passando violentamente as mãos pelo seu corpo, se livrando de algo, histérica...
- Megan?- a chamo.
- SAI DAQUI- ela grita- SAI!
-PARA COM ISSO, PARA- a ergo do chão e seguro forte seus pulsos.
- NÃO TOCA EM MIM, NÃO TOCA- me empurra.
A seguro firme, pressionando seu corpo contra o meu, que dói imensamente agora.
- NÃO FAÇA ISSO, POR FAVOR. SÓ NÃO... - o choro me impedindo de dizer.
Ela se agarra fortemente em mim, chorando, completamente atordoada...Faço a única coisa que consegui fazer no momento...
- And if I had a pair of wings I'd pick you and fly you far away from here and we'd fly so high up in the sky, where the stars are so clear and then I could save you…
Cantei baixo, tentando acalmá-la de algum jeito e senti sua respiração desacelerando. A tirei dali, enrolando uma toalha em seu corpo e a levando pra cama comigo. Nos deitamos e eu a abracei forte.
- Eu sinto tanto... – as lágrimas molhando meu rosto- Me perdoa, por tudo...
- Não foi sua culpa- disse com a cabeça afundada na curva do meu pescoço- Não foi sua culpa...
MEGAN
Não dissemos a ninguém o que tinha acontecido. Nem á Natalie. Dissemos o que todos sabiam, que tínhamos sido assaltados e isso já era o suficiente pra todos terem pena. Tentei inutilmente não pensar no que tinham me feito, na dor e no tormento que passei durante quase uma hora... Agora tudo parece mais claro, mais visível e mais doloroso do que antes. Mas eu tinha que esquecer, tinha que colocar esse pesadelo no mais fundo da minha mente ou isso acabaria me matando...
Fui pro hospital, contei o que houve e me medicaram, me dando vários remédios e vacinas. Me sentia um nada, apesar de saber que tinha sido por ele e somente por ele. Olhando assim, parecia ser um modo reconfortante de encarar tudo, como uma heroína salvando o grande amor da sua vida. Uma total reversão dos contos de fadas!
Falei com a polícia, relatei tudo, com todos os detalhes que me era permitido lembrar. Fui pro hotel quando vieram me buscar, Natalie apavorada vindo ao meu encontro... A abracei e me mantive forte, sem chorar, não querendo preocupa-la ainda mais. Entrei no quarto e o vi. Muito machucado, mas vivo! Graças a Deus, vivo... Me aproximei e me deitei na cama ao seu lado, o abraçando forte. Não eram necessárias palavras, partilhávamos da mesma dor, assim como tudo.
Acordei sentindo mãos passarem pelo meu corpo. Corri até o banheiro, liguei o chuveiro e me lavei tanto quanto pude. Aquelas marcas precisavam sair do meu corpo... Aqueles malditos precisavam sair de mim, de um jeito ou de outro...
Justin me viu. Me fez parar, me apertando contra si e cantando pra mim, me acalmando de um jeito que só ele sabia fazer. Só ele era capaz disso! Nos deitamos e ele me pediu perdão, chorando feito uma criança. Por que eu deveria perdoá-lo?! Ele era a única pessoa que eu realmente amava, que havia me feito feliz, me dado os melhores dias da minha vida... Não havia nada a ser perdoado (...)
Capitulo 32
Após pequenos minutos Luan voltou para varanda, se sentando novamente ao meu lado. Ele me entregou o telefone e com as mãos trêmulas disquei os números da minha casa em Goiás - número este que nunca mudara.
-- Alô? Mãe? - perguntei com a voz falha, após o telefone ter dado dois toques.
Tentei ser o mais natural possível durante o início da conversa; perguntei como estavam as coisas, se ela se encontrava bem e quando viria para cá.
-- Mãe, tenho uma notícia não muito boa... - comecei, falando baixinho.
Neste momento Luan se apoderou de uma das minhas mãos, segurando-as firmemente, me transmitindo forças. Acabei contando á mim sobre o ocorrido, após lhe oferecer todos os detalhes, desde os sintomas até a conversa individual da doutora. Quando soltei as palavras "leucemia" e "Nicolas", Luan acabou virando seu rosto para o lado oposto, mas notei também que ele apertou mais forte a minha mãe. Acabei chorando baixinho, sem soluçar e sem fazer qualquer alvoroço; minha mãe também chorava, mas ela se permitia á isso.
Após alguns minutos de conversa com minha mãe, onde ela me falara que iria se mudar o mais rápido possível e me transmitir força, acabei encerrando a ligação. Luan novamente se aproximou de mim, secando minhas lágrimas com o polegar.
-- Vamos na doutora Tatiane para tirarmos as dúvidas e começar o tratamento o mais possível? - ele perguntei, agora soprando meu rosto.
Demorei alguns instantes para lhe responder, mas ele tinha razão: procurar a solução o mais rápido possível era melhor do que ficar se lamentando.
-- Você pode ir comigo hoje? - perguntei.
-- Eu vou estar com você sempre! - ele afirmou e em seguida abriu um sorriso. - Vamos almoçar e depois iremos pro hospital.
-- Não estou com fome amor. - lhe sussurrei.
-- Mas você tem que comer. - ele me olhou firme nos olhos. - Vem, minha mãe fez a comida especialmente pra você, nem deixou que a Cida preparasse alguma coisa. - ele sorriu novamente, tentando me alegrar.
Ele me puxou pela mão e seguimos para a cozinha, onde as crianças já haviam comido e agora estavam assistindo desenhos na sala. Comi, mesmo sem muita vontade, acompanhada de Luan que me dava apoio e Dona Marizete que sempre estava com palavras confortantes; e também, não podia negar o quão delicioso que estava o bolo de sobremesa que ela fizera.
-- Bom doutora, nós não sabemos... Não sabemos como agir agora. - Luan começou, sem saber complementar suas palavras ou até mesmo qual usa-las.
-- Isso é normal, afinal é sempre um choque muito grande para os pais e familiares. No entanto, podemos começar falando sobre a doença e em seguida sobre o tratamento, as contraindicações e esclarecer todas as suas dúvidas. - ela começou.
Eu a olhava, prestando atenção em suas palavras e ainda sentindo um aperto no peito. Luan á todo instante passava as mãos por minhas pernas ou apertava minhas mãos, me passando forças como fez desde que lhe contei a notícia. Mas também era notável o seu nervosismo, quando mexia demais em seu boné, roía suas unhas e até mesmo balançava insistentemente seus pés no chão.
-- Bom, a doença atinge os glóbulos brancos e não tem uma origem específica. Há um acúmulo de células anormais na medula óssea, ou seja, elas substituem as naturais, as próprias do nosso corpo. - Luan e eu concordamos com um aceno de cabeça e ela continuou. - No caso do Nicolas, a leucemia que o atinge é a linfocítica aguda e o tratamento determina que esses glóbulos não se espalhem pelo corpo e que os destrua para que eles não atinjam mais o organismo. O tratamento é feito com medicamentos agrupados, que é a poliquimoterapia, e a espera é que haja resultados. - ela finalizou.
-- Certo... - balancei a cabeça, associando as informações. - E caso não haja eficácia nesses medicamentos... O que acontece depois? Tem outro meio, outra solução? - perguntei um tanto receosa.
-- A espera é que funcione! Mas caso não aconteça... Pode-se optar pelo transplante de medula óssea, ou se isso também não resolver... Infelizmente não se pode fazer nada. - ela negou com a cabeça, sendo clara e sensível ao mesmo tempo.
Luan me olhou, passando as mãos por meu cabelo. Eu o olhei e sorri de canto, agora percebendo a suadeira em minhas mãos e a inquietação do meu corpo. Após o nó na minha garganta ter passado, voltei á perguntar:
-- E no caso do Nicolas...? - não finalizei.
-- Não podemos dizer nada. A melhora só é notada quando iniciado o tratamento.
Soltei o ar preso em meus pulmões e depois de digerir a resposta, Luan perguntou.
-- E quando o tratamento pode ser iniciado?
-- O ideal é o mais rápido possível, mas é claro que necessita-se informação, análise do caso e também, que o próprio paciente e familiares entendam e saibam do tratamento.
Luan e eu concordamos com a cabeça e após fazermos mais algumas perguntas essenciais, onde esclarecíamos todas as nossas dúvidas e balanceávamos o nosso medo, saímos do hospital em silêncio, onde seguimos em direção á um restaurante após Luan receber a ligação de Márcio, onde iriam resolver alguns assuntos.
-- E os shows dessa semana, onde são? - Luan perguntou após almoçarmos e eles conversarem bastante.
-- O primeiro será no Pará, depois no Maranhão e o último vai ser em Tocantins, além de ter os compromissos com as rádios locais. - Marcio disse, olhando os papéis.
-- Tá... - Luan respondeu pensativo e logo depois me olhou nos olhos. - Eu acho que vou desmarca-los por um tempo, quero pa...
-- Não Luan, por favor! - o interrompi, fazendo até mesmo uma careta. - Não quero que desmarque nenhum show. Não é preciso.
-- Fer, em caso de saúde e bem-estar, as fãs entendem e os shows podem ser remarcados para uma outra época. - Marcio disse, preocupado com a situação.
-- Não precisa, de verdade. - lhe disse e esbocei um sorriso. Voltei á olhar para Luan. - Por favor, não desmarque esses shows. Se fizer isso eu vou acabar ficando chateada. - lhe disse.
Luan suspirou e revirou os olhos, sabendo que quando eu decidia, nada tirava aquilo ou isto da minha cabeça.
-- Me diz então como vou te deixar sozinha sendo que provavelmente, toda vez que olhar para Nicolas vai querer chorar e se nem ao menos está comendo direito? - ele me indagou, preciso nas palavras.
Desta vez fui eu quem suspirei e revirei os olhos, peguei em suas mãos e o olhei nos olhos.
-- Olha, prometo á você que vou melhorar. Vou comer direitinho enquanto estiver fora e vou cuidar das crianças também, agindo normalmente. - expliquei. - Além do mais, creio que minha mãe chegará neste fim de semana e seus pais podem me fazer companhia.
Luan, mesmo receoso, aceitou minha proposta e concordou com minhas palavras. Ele acabaria passando quatro dias fora, saindo na quinta de manhã. Eu o prometi e assim - realmente - esperava cumprir e honrar minhas palavras. Seguimos o almoço e deixando o lado profissional, Marcio também se preocupou com nossa situação, oferendo todo o apoio e força.
Acabamos voltando para casa no final da tarde e ainda no carro, parados no farol, Luan perguntou:
-- Acho que o Nicolas precisa entender tudo o que ele vai passar. - Luan disse, sugerindo que precisávamos contar para ele.
-- Eu sei. - falei, pensando na situação.
-- Se você quiser, posso fazer isso por você. - ele pausou e logo continuou. - Claro, se não se sentir segura o suficiente para isso... - ele falava com cuidado.
-- Eu acho que... Bom, primeiro eu tenho que falar com o Victor e então, podemos decidir a questão. - lhe olhei, olhando em seus olhos. Luan sorriu fraco e beijou minha mão.
Decidi lhe agradecer, mas no momento não estava nas melhores condições de fazer isso, porém mesmo assim, com poucas palavras, mas do melhor jeito que podia, lhe sorri sinceramente e o olhei nos olhos.
-- Obrigada amor. Eu te amo!
Capítulo 32
Era Patricia. Ela me olhava com um sorriso irônico no rosto, tive que me segurar para não partir para cima dela. Terminei de beber água, lavei o copo, o guardei e quando eu ia me retirar da cozinha, ela segurou meu braço.
— Me solta! — falei em alto e bom som.
— Calma Brezinha, não precisa ficar nervosa. — ela disse rindo da minha cara.
— Não te dei intimidade pra falar assim comigo. — falei olhando em seus olhos. — Diga logo o que você quer.
— Gostou do meu amigo lindo? Aquele que você conheceu na balada. — ela perguntou.
Quando ouvi isso, meu sangue ferveu e minha vontade era dar na cara dela, mas eu não podia me rebaixar.
— Então foi você? Como eu não percebi antes. Você é muito baixa. — falei me segurando para não chorar.
— Você se meteu com a pessoa errada, o Lucas é meu e eu jamais vou deixar ele ser de outra garota. O cara da balada é meu amigo, o fotógrafo que tirou as fotos é meu amigo, e foi tão fácil armar tudo isso, o Lucas caiu como um patinho.
— Você não é apaixonada, você é doente. — foi a única coisa que consegui dizer diante de sua confissão.
— Eu amo o Lucas e ele também me ama, só que ele ainda não percebeu isso. Agora com você longe dele, eu vou dar todo carinho que ele merece e ele vai tomar consciência do que sente por mim. — ela disse rindo.
— Patricia, você não sabe o quanto é ridícula, o quanto a sua atitude foi infantil. Acha mesmo que o Lucas amaria uma garota como você? Que não ama nem a si mesma e é capaz de pisar nos outros para conseguir o que quer. O Lucas tem caráter e jamais vai ter algo com você, se toca. — falei.
— Vamos ver se o Lucas não vai querer nada comigo. Olha pra mim, sou uma garota linda, inteligente, e possuo outras inúmeras qualidades. Eu vou seduzir o Lucas e ele não vai resistir aos meus encantos.
— Sabe o que você é? Uma psicopata.
Terminei de falar isso, olhei em direção a porta e tive uma grande surpresa. Lucas estava ali parado, com uma expressão séria no rosto. Será que ele tinha ouvido tudo que Patricia havia dito? Será que finalmente toda essa confusão seria esclarecida? Patricia percebeu que eu estava com o olhar vidrado em direção a porta, então se virou e deu de cara com Lucas. Ela ficou completamente sem graça, acho que se ela pudesse furaria um buraco no chão e se enfiaria nele.
— Lu-Lu-Lucas. — ela falou gaguejando.
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Capitulo 32 – A verdade, sempre.
(Pov Selena)
Só fiquei naquela festa por mais alguns minutos, e depois sai. Entrei no carro em que vim com Demi, e mandei uma mensagem pra ela dizendo que a esperava ali dentro de seu automóvel. Mais uns minutos se passaram, e então Demi chegou. Ela entrou no carro com a expressão fechada, de como se estivesse sentindo raiva de algo, e ficou sem silêncio. Um medo se passou pelo meu corpo, e quando eu ia perguntar o que aconteceu ela começou a chorar.
Tentei colocar minha mão em seu ombro, mas ela se afastou bruscamente de mim, e depois me olhou com raiva.
– Nem ouse tentar me consolar!
– Demi...
– EU SEI O QUE VOCÊ FEZ! - Eu engoli em seco. Não tinha mais saída, ela sabia da verdade... Devia estar me odiando por isso, e eu nem tinha o que dizer. Demi respirou fundo, e continuou: – Eu confiei em você! Por todos esses anos... E agora você conta o meu maior segredo da pessoa que eu mais deveria esconder! Por que não me contou a verdade?!
– Demi, me desculpa, mas foi necessário...
– Foi necessário? Essa é a sua desculpa?! Eu aposto que você não iria gostar de que eu contasse pro Austin que hoje você e o seu ex-namorado dormiram juntos, não é mesmo? - Eu a olhei um pouco surpresa, e ela riu irônica. – Eu não sou a única com segredos Selena. Sei bem o que você fez.
– Você vai contar pro Austin...? - Estava um pouco desesperada. Mas se ela contasse não poderia fazer nada. Estava errada, afinal.
– Não. Diferente de você eu sei muito bem guardar um segredo. - Me senti pior ainda por essas suas palavras, e novamente tentei me desculpar:
– Eu não quis contar a ele, mas provavelmente se eu não dissesse nada Julie poderia estar morta agora. Isso foi pra salvar a vida dela no dia do nosso sequestro!
– Mas isso não justifica o motivo de você não ter me contado a verdade durante todo esse tempo! - Ela fungou baixinho, e limpou suas lágrimas. – Joe quer a guarda da Julie agora. Então obrigada por isso, Selena. - Não tinha mais o que dizer. Demi ligou o carro, e então deu a partida.
Um silêncio pairou o caminho todo. A culpa e o arrependimento estavam em meu coração... Sabia que Demi devia estar realmente muito puta, e decepcionada comigo, e quando isso acontecia eu devia dar um tempo á ela. Demi não pensava bem quando estava sobre muita pressão. Eu ter fugido dessa situação realmente não foi o melhor a se ter feito...
Quando finalmente chegamos em casa, ela entrou ainda em silêncio, e eu percebi que na sala se encontravam Taylor, Julie, e Austin, todos vendo TV. Sorri fraco pra eles.
– Julie, vai pro seu quarto. Vamos dormir. - O tom de voz de Demi estava rude, e Julie nem ousou questioná-la. Foi para o seu quarto, e quando Demi ia segui-la, Taylor se pronunciou:
– Demi, o que aconteceu? Onde você e Selena estavam?
– Na festa na casa do Justin. - Ela sorriu irônica. – Posso assegurar que Selena se divertiu muito. - E então ela saiu sem dizer mais nada, deixando Taylor e Austin com cara de tacho ali na sala.
– Eu vou ir ver o que aconteceu com ela. - Tay disse, e então saiu da sala seguindo os passos de minha outra amiga.
Eu me sentei ao lado de Austin no sofá da sala, e suspirei alto.
Havia sido um longo dia, e eu fiz tantas coisas erradas... Estava me arriscando demais. Em tudo.
Austin fingiu uma “tosse”, e eu olhei pra ele. Sua expressão estava meio fechada, e ele me olhava desconfiado.
– O que fazia numa festa na casa daquele cara?
– Foram planos da Demi. Ela me obrigou a ir.
– E o que ela quis dizer com “você se divertiu muito”?
– Que a festa foi divertida. Apenas isso. - Eu tentei sorrir de lado, mas ele continuou com aquela cara. – Austin... Eu não fiz nada, juro! - Tentei ser mais convincente dessa segunda vez, mas não sabia se obtive resultado. Odiava mentir, e odiava mentiras, mas ainda não era hora de contar algo assim para Austin.
– Tudo bem. Irei confiar em você. - Deu-me um beijo na testa, e apesar de no fundo eu me sentir mal por esse momento, sorri de novo.
(Pov Justin)
Admito que ter passado um tempo com Selena essa noite havia sido bom pra mim. Querendo ou não, ela era minha mulher, e quanto mais tempo a gente passava longe um do outro mais eu precisava dela. Era inevitável. Ela fazia eu me sentir dependente de si.
Eu me mantive distante de minha namorada por todo o restante da festa, e quando a mesma finalmente teve fim, deixamos os empregados limparem o local e subimos para o nosso quarto.
– Eu acho que vou tomar um remédio pra dor de cabeça e vou dormir. - Falei sem muita emoção, e tirei minha camiseta ali no quarto mesmo, jogando-a no chão.
– Justin! - Ouvi Vanessa me chamar autoritária, e eu me virei para olhá-la. Ela caminhou até mim em passos rápidos, e então parou em minha frente. Seus olhos estavam ficando meio avermelhados, e eu me preocupei por isso.
– Você está bem?
– Onde você esteve a festa toda? No começo você ficou comigo e foi ótimo, mas depois você sumiu! E quando reapareceu, Selena estava com você... Me diga o que está acontecendo, porque eu não sou idiota e não quero que ajam comigo como se eu fosse uma!
– Amor, não está acontecendo nada... - Eu tentei passar uma de minhas mãos pelo seu rosto, mas ela se afastou de mim.
– Como tem coragem de me olhar nos olhos e mentir pra mim?! - Agora sua voz estava esganiçada, e eu engoli em seco. – Quando você tirou a camiseta agora eu vi suas costas, e estou vendo visivelmente as marcas que ela deixou no seu pescoço também. Vocês devem ter se divertido muito juntos, não é?
– Olha... Sobre isso, eu posso te explicar...
– Eu não quero ouvir suas desculpas! Você podia ter me contado a verdade toda agora, e ao invés disso decidiu mentir! - Suas lágrimas já caiam pelo seu rosto, e eu me senti totalmente culpado por estar a machucando. – Eu pensei que você fosse diferente... Mas você é realmente igual a todos os outros homens que eu conheço! - Agora era fato. Tudo que ela estava me falando estava me atingindo fortemente, e eu sabia que estava errado.
– Vanessa... Por favor, me perdoe? Eu sinto muito …
– Você sempre a amou não é? Podia ter me poupado disso, Justin... Se era ela que você queria, era só me dizer! - Ela fungou baixinho, e fechou os olhos, continuando a dizer em seguida: – A base principal de um relacionamento é a fidelidade e a confiança. E você conseguiu foder com as duas coisas. - Abriu os olhos, e então disse com ironia: – Parabéns por isso, Justin.
Em seguida ela saiu do quarto em passos rápidos.
Por um instante eu me odiei pelo o que fiz com Selena, mas se não tivesse feito tal coisa talvez ainda estaríamos separados. Vanessa pode não me amar, mas tenho certeza que isso a machucava, tanto por eu ter mentido, como por ter a traído. Nosso relacionamento não era uma fachada, era verdadeiro, e ambos nos importávamos com o outro. Agora eu não sabia mais o que seria de nós...
(Pov Selena)
No dia seguinte acordei um pouco tarde com o meu celular tocando. Peguei-o, e eu havia recebido uma mensagem na caixa postal. Era de Justin. Coloquei-a pra tocar:
– Hey baby, sou eu, eu só queria te ligar e dizer que eu te amo muito. Eu só quero que você saiba que você é minha princesa, você é digna de todo o amor do mundo, você é o amor da minha vida.
Sorri grande por ter ouvido isso, mesmo quando as coisas estavam desabando sobre mim, Justin ainda estava lá. Ele era a melhor coisa que eu tinha.
Me levantei da cama. Me arrumei, e desci para tomar o café com as meninas. Durante o café da manhã, Demi nem sequer me olhou, e Taylor estava calada demais. Provavelmente ela já sabia o que eu tinha feito, e também deve ter ficado um pouco ressentida. Quando terminei, peguei uma bolsa qualquer em meu quarto e em seguida eu sai de casa.
Comecei a andar pelas ruas meio que sem rumo. Não estava com fome para ir comer alguma coisa, na verdade eu só queria sair de casa... Não suportava ver Demi naquele estado por minha causa. Me doía ver isso, e me doía ainda mais saber que eu não poderia fazer nada para consertar.
Enquanto andava por uma calçada que tinha algumas árvores, senti alguém me puxar para perto de uma. Quando eu iria gritar por ajuda, a pessoa tampou minha boca. E então meu olhar se encontrou com o dele...
– JUSTIN! - Gritei quando ele destampou minha boca, e riu da minha expressão de desespero de segundos atrás. – Caralho, você me assustou!
– Me desculpe meu amor, mas era exatamente essa a intenção. - Ela sorriu divertido, e eu bufei revirando os olhos.
– O que está fazendo por aqui?
– Bom... Eu vim te ver. - Ele estava meio envergonhado, e eu ri baixinho por isso. – Você recebeu minha mensagem de hoje cedo?
– Sim. - Respondi, enquanto passava meus braços ao redor de seu pescoço. – E achei linda! Você com certeza merece até um prêmio por aquela mensagem.
– Meu prêmio já está bem aqui na minha frente. - Ele disse, enquanto passava seus braços por minha cintura, e então finalmente juntou nossos lábios.
(Pov Autora)
– Chefe! Consegui as fotos! - Pete chegou ao escritório de Jeremy, e colocou um envelope na mesa do mesmo. Jeremy abriu, e então viu as fotos que estavam ali dentro. Ele sorriu satisfeito pelo trabalho do homem.
– Muito bom, Pete! Sabia que você não iria me decepcionar.
– Eu sabia que a garota ainda estava com o seu filho... Eles ficaram separados só por algum tempo, mas eu tinha certeza de que eles voltariam a ficar juntos.
– Justin realmente não deve pensar... Trocar a nossa gangue para ficar ao lado daquela garotinha sem graça? - Ele balançou a cabeça em desaprovação. – É uma pena que ele não veja que ela é só mais uma vadia, assim como todas as outras.
– Pode ser, mas ela é bem gostosa. É uma morena diferente, só lamento por ela, porque acho que seu filho não lhe dá tudo o que pode, se é que me entende... - Pete riu, e Jeremy o acompanhou na risada.
– Hmm, você gostaria de se divertir com ela Pete?
– Como?
– Se divertir com ela, oras! Acho que já está na hora de entrarmos em ação novamente. Essas fotos dos dois juntos me servirá de ajuda para uma parte de meu plano, mas você pode se divertir enquanto isso...
– Eu ainda fico sem entender o que o senhor quer dizer, chefe... - Jeremy acendeu um charuto, e então tragou dele uma vez antes de responder o seu colega:
– Estou dizendo para você pegá-la. E estou dando permissão de você fazer tudo o que tem vontade com aquela mulher. Nem que seja a força. Vamos, se divirta um pouco! - Pete absorveu essa ideia, e pensou bem... Não faria mal algum, e ele estava mesmo precisando disso. Nunca fora um cara bom e decente, então se tivesse que fazer isso mesmo forçando a garota, ele não veria problema. E como o chefe estava permitindo, ele não perdeu tempo em aceitar.
– Tudo bem. Quando poderei pegar a garota?
(Pov Selena)
Eu fiquei com Justin durante mais alguns minutos, até que ele teve que ir. E pra nós, ficarmos num lugar tão público era meio difícil, então marcamos de nos vermos depois. Eu continuei meu caminho, andando sem direção para algum lugar qualquer, mas parei quando ouvi meu celular tocar. Era um número restrito na chamada, mas eu atendi mesmo assim.
– Alô?
– Boa tarde, Selena. - Aquela voz... Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar, e a qualquer momento. Era ele.
– Olá, Jeremy. Para que me ligou?
– Eu gostaria de lhe dar um aviso...
– Diga.
– Não gosto de receber ameaças. - Houve uma pausa na ligação. – Espero que se divirta com Pete.
A ligação foi encerrada, e eu coloquei meu celular no bolso um pouco confusa. Quando olhei ao meu redor, vi uma limousine preta se aproximando, e então comecei a temer. Eu tentei correr, mas ela estava vindo na minha direção, e quando já estava ao meu lado, as portas foram abertas e um cara alto e forte saiu de lá de dentro, me pegou e me colocou dentro da limousine. Eu me debati e tentei sair, mas o homem era forte demais. A limousine voltou a andar. Ele pegou o rastreador que estava em meu pulso, e tirou-o a força, fazendo com que um hematoma roxo ficasse marcado ali, e então jogou meu rastreador pela janela. Comecei a temer de verdade, e gritei dentro daquele carro pedindo por socorro.
– Ninguém irá te ouvir. Acho melhor você parar antes que eu me irrite. - O homem que me sequestrou disse, sua voz era grossa demais e me dava mais medo ainda. Porém não me deixei levar.
– EU QUERO SAIR DAQUI PORRA! QUEM VOCÊ ACHA QUE É PRA ME SEQUESTRAR? MEU PAI VIRÁ ATRÁS DE VOCÊS, VÃO ESTAR TODOS MORTOS! - Gritei nervosa, e ele riu.
– Acho que isso não acontecera ainda, gracinha. - Ele me tascou um selinho a força, e eu comecei a estapeá-lo, mas o ser parecia não sentir nada com os meus fortes tapas. Ele continuou rindo. – Tudo bem, já cansei de você. Pete, já pode vir e fazer o seu trabalho. - Ele se levantou e foi pra parte da frente da limousine, se sentando ao lado do motorista, e então fechou a “janela” que me dava visão dos dois. Deixando assim na parte de trás, eu e o homem que só então eu reparei que estava sentado ao meu lado. O tal de Pete.
Olhei para Pete sem expressão, e só então me lembrei que era ele em quem eu havia esbarrado na cafeteria, e roubado o celular para fazer a ligação para Jeremy. Não havia reparado antes, mas ele era o tipo de homem absurdamente bonito, mas que estava estampado na testa que era “problema”. Parecia ser alto, também era bem forte, usava uma camiseta social clara, e uma calça social preta. Seu cabelo era liso, e estava arrumada, seus olhos pareciam ser castanhos mas no momento estavam meio avermelhados. Talvez ele estivesse chapado... E um homem chapado era extremamente perigoso.
Estremeci.
– Você sabia que eu não gosto de ladras? - Ouvi ele começar a dizer com humor. Mesmo estando temendo essa situação, eu não abaixaria o meu queixo para ninguém.
– Foda-se! Eu não me importo com isso, só quero sair daqui!
– Wow! Tão indefesa, porém tão nervosinha. Não tem medo do que eu posso fazer?
– Eu não tenho medo de nada, e nem de ninguém! Muito menos de você. - Ele arregalou levemente os olhos pela minha resposta.
– Você está mesmo afim de morrer, não está? Meda suas palavras comigo, garota!
– Que eu saiba você não é o chefe que manda aqui, é só apenas mais um pião. - Zombei, e ele parecia estar se irritando cada vez mais pelas minhas palavras.
– Acho melhor você calar a tua boca!
– Você não tem que achar porra nenhuma! Você não manda em mim!
Eu devia ter me calado...
Devia mesmo...
Nada se comparava a dor que eu sentia em meu rosto agora.
O filho da puta havia me batido. E eu sentia o gosto de sangue em meus lábios. Quase chorei por isso, mas me mantive forte. Não daria esse gostinho a ele. Juntei todo o resto de meu orgulho, coloquei a mão no lugar onde o soco me foi acertado, e virei meu rosto para olhá-lo, que parecia bem orgulhoso do que havia feito.
– Isso é tudo o que tem? - Perguntei, aparentemente com a voz forte, e ele riu sem humor.
– Isso é só o começo... - Me respondeu, e então o vi começar a abrir o zíper de sua calça.
capitulo lixoso demais, desculpem ):