
seen from South Africa
seen from Israel

seen from United Arab Emirates

seen from Sweden
seen from Netherlands
seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Malaysia
seen from France

seen from United States
seen from United States

seen from Türkiye

seen from Germany
seen from United States
seen from United States

seen from Switzerland
seen from Türkiye
seen from United States

seen from Malaysia
90 Minutos
Posso falar claramente do Peixe de 60, o ataque dos sonhos: Durval, Mengávio, Coutinho, Pepe e Pelé. A emoção de todo caiçara saltanto cores nos olhos de todo o mundo.Sim, desses eu lembro como se fosse ontem. A escalação que tá na ponta da língua de meu Avô, meus tios, meus pais, minha e com certeza vai estar na de meus filhos:Felix. Carlos Alberto, Piazza, Brito, Everaldo. Clodoaldo e Gerson. Jairzinho, Rivelino, Tostão e Pelé.Para muitos a melhor de todos os tempos...O incrível esquadrão de ouro de 70.Relembro do que não vi. Lembro Beckenbauer e os demais Alemães majestosos de 74, e de Cruiff e os Holandeses girando no inesquecível carrossel laranja.Lembro de Dieguito Armando, o tal de Maradona, fazer filas em 78. Lembro do mesmo marcar com a mão em 86. Lembro do desastre canarinho de 90, e da potente Azzura no mesmo ano. e... ...Ainda posso chorar ao lembrar dos 200 mil brasileiros calados no Maracazo em 50!Ainda sinto os cabelos do meu braço levantar quando vejo Baggio isolar em 94 e o angustiado grito de "É Tetra" sair!Vejo Ronaldo chorar em 98. Vejo Marcos voar em 2002, vejo Robinho dançar neste mesmo ano, vejo Diego arquitetar em 2004!Vejo Canavaro trancar em 2006. Vejo "la furia" jogar simples, duro e perseverante como nunca em 2010.E desse eu nunca vou me esquecer. Eu ouvi aflito, num rádio chiado, com as mãos para cima para não perder o sinal, rumando para a praia depois de um longo dia de trabalho na terra de arranha-céus. Uns dos 90 minutos mais emocionantes de toda a minha acompanhando a bola nos pés alheios. Gana e Uruguai. Um duelo de esperanças. A esperança de todo um continente contra a esperança de uma grande potência futebolística de outrora que agora voltava à tona.Gana, Africa...Na Copa do mundo, pela primeira vez em solo Africano....Bilhões de corações, tambores e vuvuzelas soando juntos.Uruguai, "la celeste"... Depois de 40 anos novamente tão longe em uma copa do mundo...Um pequeno país guerreiro de 3 milhões de pessoas, onde cara pedaço respira futebol.Fim do segundo tempo de prorrogação, mais de 2 horas de bola rolando, rebate rebate na área Uruguaia, um chute pro gol e uma bela defesa. Mas não feita por um goleiro, que pode e deve pegar a pelota com as mãos...mas sim por um atacante, ponta de lança que estava ali de reflexos aguçados e coração na mão para espalmar aquela bola e assim culminar uma penalidade máxima e um imediato cartão vermelho. Porém em troca, dava ao seu time, a sua nação, a centelha para manter a chama da esperança da vitória acesa.Bola na marca de cal, o príncipe negro africano ruma pra ela, um chute forte e uma grande explosão! Inacreditavelmente, a redonda estala no travessão Uruguaio!Pra tirar o chão dos africanos, para explodir a bomba de fervor e alegria nos peitos Uruguaios...inclusive daquele mesmo atacante, que saía de campo com as mãos no rosto, sem coragem de olhar para trás. Pênalti atrás de pênalti, cobrança atrás de cobrança e eis que, a gloriosa Celeste de 30 e 50, voltava a elite dos quatro do futebol mundial. Um marco, uma história, um romance!Acho que ainda tenho minha garganta arranhada de tanto gritar por esses muleques, quantas foram as vezes que perdi minha voz gritando os 10, 7, 6, 4, 5 enfim...os muitíssimos gols das novas joias praianas! André, Robinho, Ganso e Neymar.{Principalmente o 8 x 0 contra o Bugre (Guarani de Campinas) na Vila Belmiro lotada! (Eu estava lá)}Chorei como criança, chorei como meu pai, chorei como meu tio quando o juiz apontou o centro do gramado indicando que novamente....depois de 50 anos, o Santos Futebol Clube voltara a conquistar o continente!Holofotes apagados, câmeras desligadas, toalhas molhadas e arquibancadas vazias... e o coração volta a bater, depois de permanecer parado por 90 minutos.Aiôa!
Carlos Augusto, 20 de Janeiro de 2012. Buenos Aires - Capital Federal.