CARMILLA KARNSTEIN nascida na ESTÍRIA, em ano desconhecido. IMORTAL, transformada em VAMPIRA há muitos anos.
Pouco se conhece sobre quem era Condessa Mircalla Karnstein, o que fizera durante sua vida terrena e qual era sua verdadeira personalidade. Em uma Áustria/Alemanha de 1453, vivia isolada em um Schloss da família, afastado da cidade. Dizem que Mircalla era uma moça reclusa, de poucos sorrisos e olhares melancólicos, como se escondesse algo pérfido que ninguém deveria saber e com repulsa de si mesma. Possuiu, na época, um pretendente a noivo vindo da cidade e pareceu alegrar-se momentaneamente com a ideia, até que desde então apenas decaiu até suicidar-se e colocar um fim na própria miséria. Seu corpo então foi enterrado nas catacumbas do Schloss, em um caixão de chumbo, mas a verdade é que a morta não permaneceu em estado de putrefação por muito mais tempo. Dizem-se as superstições austríacas, que quando um suicídio é cometido por uma alma vil, das mais más, essa então adquire a forma de um vampiro mesmo que jamais tivessem sido avistados em terras germânicas até o momento.
Mircalla, no entanto, basicamente tornara-se aquilo que mais temiam. Assumia a forma de descendente Karnstein e por alguns séculos ninguém questionava-a. Em 1638, havia mandado pintarem um quadro seu, que fora pendurado nas parede do Schloss, mas foi a partir daí que a derrocada Karsntein iniciou-se e a família desfez-se, o local tornando-se inabitável e uma grande ruína abandonada. Isso, porque Mircalla havia transformado moças demais em seres exatamente como o seu, seu segredo sendo aos poucos revelado ainda que ela terminasse seu trabalho quando qualquer chegava perto demais da verdade. As outras, porém, instauraram o caos nas vilas mais próximas e assim os Karsntein se desfizeram e seu caixão manteve-se nas catacumbas do Scholoss.
Contudo, Mircalla continuou a realizar seus ataques furtivos ás damas que recordavam-lhe de seu passado. Fingia-se uma jovem doente para que pudesse permanecer como hóspede nas residências alheias e drenava-as lentamente quando conseguia consentimento, se houvesse alguma ligação emocional. Camponesas, porém, continuavam misteriosamente perecendo devido à uma febre cerebral sem motivo algum e de maneira rápida, direta. Mircalla, porém, passava sempre algumas décadas em hibernação, deixando o mundo ao seu redor modificar-se enquanto algumas de suas criadas preparavam tudo para a sua chegada.
Mircalla significava, basicamente a rebeldia da mulher para uma sociedade patriarcal, jamais buscando alimentar-se de indivíduos do sexo masculino. As suas únicas vítimas eram as moças, alimento preferido e também as únicas cuja qual a vampira direcionava sua atenção romântica e sexual. Nunca, jamais conteve seus desejos e demonstrava-os abertamente, até mesmo de maneira desconfortável as jovens que viviam dentro das redes da sociedade e por isso diziam que ela possuía alguma moléstia que causava-lhe a sua palidez, languidez e suas crises de luxúria. Nada disso, porém, era verdade. Com o passar dos anos, Mircalla tornou-se Marcilla, Micarlla, Carmilla, todos os nomes utilizados, anagramas de seu nome original.