Já fazem anos, muito anos mesmo e eu ainda venho aqui compartilhar sentimentos. Engraçado, que mesmo depois de pelo menos uma década, eu me encontro no mesmo momento de vida, primeiro ano de faculdade. Nós criamos tantas expectativas em como a vida deve ser e fluir, e nesse momento, mesmo sabendo que isso é muito irrealista, eu continuo fazendo. todos nós continuamos fazendo, pq mesmo que a mente saiba que está fora do nosso controle o que vem pela frente, continuamos sentindo que se planejarmos cada segundo, temos sim o controle.
Voltando a década que se passou, eu não sei se estou fazendo meu eu do passado orgulhoso, eu to tentando muito mesmo mudar alguns conceitos básicos do final da minha adolescência (como essa ideia idiota que eu não consigo terminar uma faculdade), eu sei que muitos dos meus problemas são devidos a muitos traumas, mas quando é que a gente para de culpar os traumas e começa a viver apesar deles? Pq agora, isso é tudo que eu quero, eu quero esquecer essa vozinha que fica no fundo da minha cabeça dizendo que todo mundo merece mais do que eu, que todo mundo é melhor do que eu, de verdade. Eu também quero parar de agradar pessoas, melhor, parar de me importar quando eu não agrado alguém, pq eu faço isso, mas dói muito, insanamente muito.
Acho que o meu eu ‘’do tumblr” pq eu tive um eu to tumblr, queria muita coisa pq aquelas coisas eram boas aos olhos de outros. Hoje eu acho que eu to tentando saber mais as coisas q eu quero. Quase 30 anos e eu ainda to me descobrindo, outra coisa q desaponta as pessoas, acho que socialmente falando, eu ja deveria estar achando meu caminho pra riqueza nessa idade. E ai eu de novo me sinto decepcionada, ou ficando pra trás.
Tenho tentado um exercício mental toda vez que eu sinto que não fiz nada relevante nos últimos anos. (O que é muito injusto com a minha esposa, pq meu deus, eu me casei, mas tudo bem.) eu listo todas as coisas q eu minimamente queria e consegui. Existem algumas coisas nessa lista, coisas q me deixam muito feliz. Foi então que eu descobri que eu preciso começar um outro exercício, o de aceitar que o significado dessas coisas não pode ser medido por terceiros, mas que eu tenho que me dar valor, eu tenho que dizer o quanto elas são importante pra mim.
O que nos leva ao final desse texto, que eu nem sabia, mas é sobre auto-estima, como eu dou um grande valor as minhas conquistas se eu não me dou valor? Complicado, né? Acho que eu evolui se comparado com o meu eu de 18 anos q não fazia ideia do que isso significa, mas eu ainda to atrás do eu que vai ter conquistado esse amor próprio. Até lá, eu vou continuar nos exercícios que me ajudam a ver onde eu cheguei.










