Empresa Do Sr. Greenfield | Venice & James
Mesmo depois de todo o tempo em que estava na agência, James não conhecia todos os agentes que ali trabalhavam. Venice Hans era uma desses agentes. Talvez tivesse a visto uma ou duas vezes pelos corredores, mas era a primeira em que iriam trabalhar juntos. Era um pouco estranho, tinha que admitir. Estava acostumado a sempre trabalhar com os mesmos parceiros, ou sozinho, e isso havia lhe dado a comodidade de sempre saber o que eles faziam em campo ou como se portavam diante de algumas situações. O “novo” lhe alarmava e deixava seu senso de autoridade abalado, mas era preciso se acostumar se quisesse permanecer em seu ramo.
Depois de pegar as últimas informações com seu chefe sobre o caso em que estava atuando, Almonte deixou a sala com a pasta parda debaixo do braço em direção a própria, na intenção de começar a procurar por sua mais nova parceira em campo. A sala, que dividia com mais alguns agentes, estava vazia. Olhou o relógio no pulso para concluir que era hora do almoço no dia de uma pessoa comum, mas que provavelmente era apenas a hora do cafezinho dentro da agência. Com um suspiro pesado e bem cansado, o loiro apanhou o paletó cinza que jazia no encosto da cadeira assim como as chaves do Sedan preto sobre a mesa, enfiando as mesmas no bolso e se dividindo entre colocar o paletó no corpo, segurar a pasta com a boca e caminhar para o corredor mais uma vez, os passos apressados ecoando pelo lugar até alcançar a primeira máquina de café que achou. E pela segunda. E pela terceira.
Até aquele momento, ele não tinha noção de que a Primera tinha tantas máquinas de café expresso, exatas quinze até o momento. Seguia para a décima sexta depois de perguntar pela milésima vez onde podia encontrar Venice Hans, começando a achar que aquilo era uma pegadinha e a mulher não existia. Mas a esperança não morria nunca e, depois de alguns minutos procurando, lá estava sua parceira. - Venice Hans? Por favor, me diz que sim. Andei por infinitos corredores atrás dela e se não formos para a rua agora, posso me considerar demitido amanhã.













