Queria, mas não tinha intensão. Só queria respirar, conversar. Ele tinha cheiro e jeito de chuva de final de tarde. Tinha no beijo, molhado pelo sereno da chuva que caía (por mera coincidência da vida), um gosto de paz e natureza. Eu fui.. Num eterno eco minha mente relutava, pelo que eu achava/acho certo, e por sentir a adrenalina da situação. Eu quis, mas só queria curtir, só queria transar, me vestir e ir embora, bem assim. Andando na chuva, conversas iam e vinham. Eu queria paz... Relutante, me deixei sentir teu toque, tua pele, teu corpo no meu. Foi uma mistura etérea de toques e beijos. Foi ficando intenso.. Depois de beijos quentes, devagar sinto teus beijos no meu corpo e por fim, tua boca no meu sexo, me consumindo lento e delicioso substituindo a vontade de não poder por uma vontade gigante de te sentir, de sentir teu gosto. Tua língua caminhando devagar e fazendo um trabalho tão gostoso quanto te beijar na chuva. Me conduzias sereno e atento, tirando minha euforia e fazendo as coisas acontecerem lentas e deliciosas. Não estávamos fazendo sexo, estávamos numa mistura gostosa disso e mais um pouco.
Teus olhos e tuas mãos me fitavam, me tocavam. Subindo meu corpo, me beijas encaixando tua língua na minha boca, titubeando desejo e vontade. Beijando teu corpo lentamente, descendo, encaixo minha boca no teu sexo e te chupo devagar e com vontade, por vezes te olhando, por vezes só te sentindo, sentindo teu corpo na minha boca, pulsando. Te olhar me dá muito tesão, então encontro teus olhos no momento exato de te ver sentir muito desejo, intensificando o beijo na ponta do teu sexo, antes de subir e te beijar com vontade. Devagar sentamos, sinto teu sexo dentro de mim, teu corpo no meu, me conduzindo e me acalmando, só quero mais e mais. Teus olhos e tuas mãos procurando cada ponto do meu corpo. Enquanto entre uma mistura de euforia e calma nós fazemos amor deliciosamente.
Quando eu procurava o prazer casual, tu me davas carinho e tesão. Quando eu queria força, me lembravas o quão gostosa é a calma e o desejo. Tudo isso numa troca mútua de excitação, gostos, cheiros, toques, beijos, tudo tão gostoso. Quebrando o furacão que habita em mim, trazendo a calma e a delícia de uma experiência maravilhosamente sensual. Por cima de ti, me pedes pra sentir a energia do teu corpo, pra fazer parte dele. Respiro e consigo sentir tua aurea, numa mistura de calma, desejo e tesão. Conexão que chama. Eu poderia ficar eternamente ali, naquela atmosfera quente e deliciosa. Sentindo teu corpo colado no meu, nós dois cheios de tesão e desejo. Por fim, relutantes, mas necessário, era hora de ir, com uma vontade enorme de voltar. Entre beijos, um banho eu me fecho. Queria tão mais, mas novamente me ponho a pensar no que é certo e errado. Foi gostoso e fora do comum. Eu chamo de fazer amor, ele diz que é sexo com a delicadeza de extensões além do causal, não dessa forma, não desse jeito, mas quase isso. ...
Uma puta experiência, uma puta vontade de continuar, mas também uma puta vontade de parar por aí, e seguir apenas com a lembrança de uma chuvosa e deliciosa tarde de quinta-feira, nas ruas da tão gostosa Icoaraci.














