"Se hoje você parar para conversar com qualquer criança da cidade, descobrirá que elas enfim acharam a identidade secreta do Papai Noel e que tudo faz sentido... Porque só há uma explicação para todas as coisas mágicas que foram trazidas, e ainda são, para Storybrooke.”
O plano filme de Nicolas não veio do nada. E para as primeiras cenas, @aloveworthmeltingfor e @sweetfinnie são citados foram cotados.
PRÓLOGO
Então quer dizer que algo incrível e maneiraço como o Natal existe e eles não comemoram na Terra do Nunca? A vida não poderia ter sido mais vazia... E é claro que estamos, para evitar gatilhos, ignorando o Dia do Aniversário, a Páscoa e o Dia das Crianças.
É claro que Nicolas, ou melhor, Sombra, poderia viver sem Natal – sempre viveu –, mas isso era ANTES de saber que inúmeros vagalumes de pisca-piscas poderiam estar por todos os lados, deixando o céu noturno de tirar o fôlego ou piscando vermelho, azul, verde e por aí vai; ANTES de saber que os pinheiros poderiam ganhar enfeites bonitinhos e brilhantes e estrelas poderiam deixar o céu e descansar lá no topo; ANTES de descobrir que as pessoas haviam criado algo cheiroso e gostoso como rabanada; BEM ANTES de saber que um bom velhinho lhe presenteia com o que é que você pedisse para ele, contando com ajuda de elfos mágicos e renas falantes de narizes vermelho. E Nicolas não descobriu tudo isso através de histórias natalinas. Não, não.
Quando Sombra acordou em Storybrooke, foi com memórias vívidas de 18 anos de tradição natalina; memórias de algo que não realmente viveu, mas parecia palpável o suficiente. Agora, no entanto, teria a chance de criar memórias verdadeiras – e de acertar as contas com o tal Papai Noel não-tão-bom-velhinho-assim.
Quer dizer, ou ele não teria deixado as crianças da Terra do Nunca de fora… né?
Se Papai Noel tem mesmo o poder que dizem ter, então ele deveria saber que existem crianças muito legais em todos os lugares! Ele deveria ter procurado; ele deveria ter encontrado eles e deixado os presentes. Inclusive, até mesmo dito sobre o Natal! É claro que Nicolas (e Sombra) não só agora sabem da existência do bom velhinho, como também acreditam na existência dele – ora, até o tenha visto pela cidade, numa loja de brinquedo irada, e embora não tivesse nenhuma pancinha, barba ou cabelo grisalho, sabia ser o Papai Noel, porque para fofocas as sombras continuam um ótimo lugar. Restava descobrir, porém, se o Papai Noel tem mesmo todo esse poder; se ele é mesmo legal ou só mais um adulto babaca e o porquê dele não ter batido na Terra do Nunca.
E se realmente existe uma Lista dos que ganham presentes, precisa garantir que o seu nome está nela.
Naturalmente, só uma coisa poderia ser feita: sequestrar o Papai Noel. E não faria sozinho.
PASSO UM: A DISTRAÇÃO
Nicolas precisaria do apoio de todas as crianças – crianças cheias de garra e esperança. Não que elas fossem saber que estariam ajudando-o em sua reparação histórica, mas ajuda indireta também é ajuda. Nicolas só precisava criar uma distração para, principalmente, afastar toda gurizada da loja de brinquedos irada por pelo menos um dia.
Foi por isso que os boatos começaram – e claro que ninguém melhor para ajudá-lo em um movimento infanto-juvenil que ORSON e todo seu coração puro. Nicolas nunca admitiria, mas aqueles olhinhos tem poderes. (Nunca sabia se o queria matar ou dividir sua fatia de torta). Escalado para Seu Próprio Menino Perdido, ANGIER havia sido sua voz e mais outra fonte dos boatos.
Se hoje você parar para conversar com qualquer criança da cidade, descobrirá que elas enfim acharam a identidade secreta do Papai Noel e que tudo faz sentido... Porque só há uma explicação para todas as coisas mágicas que foram trazidas, e ainda são, para Storybrooke: PIERRE, o próprio prefeito, é o Papai Noel.
É claro que as crianças têm o próprio plano delas também, que pode ou não ter surgido de uma vozinha das sombras.